Baseado no filme de grande sucesso de 1990, o espetáculo “Ghost – O Musical” estreia no Rio de Janeiro nesta sexta feira

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(Foto: Divulgação)

Estreia nesta sexta feira, 15 de setembro, no Teatro Bradesco, no Rio de Janeiro, a peça “Ghost – O Musical”. A produção é baseada no longa norte-americano, “Ghost – Do outro lado da vida”, de 1990, dirigido por Jerry Zucker e estrelado por Demi Moore, Patrick Swayze e Whoopi Goldberg. A peça fica em cartaz até 05 de novembro de 2017 e promete ser um programa para toda a família. Os ingressos estão disponíveis no site do Ingresso Rápido (clique aqui) por valores a partir de 25 reais.

O espetáculo esteve em cartaz em São Paulo no ano passado e conta com texto assinado pelo mesmo roteirista do filme, Bruce Joel Rubin. Sua estreia mundial aconteceu em Manchester, Inglaterra, em 2011, chegando à Broadway em 2012 e seguindo em turnê por outros países como Inglaterra, Estados Unidos, Itália, Coréia do Sul, Alemanha, China e Austrália.

O musical conta a história de Sam Wheat (Andre Loddi), um bancário, e Molly Jensen (Giulia Nadruz), uma ceramista de talento, que formam um casal muito apaixonado e cheio de planos. Numa noite, casal é “assaltado” e Sam acaba perdendo a vida após levar um tiro. Em plano espiritual, Sam segue acompanhando Molly e descobre que sua morte foi parte de um golpe planejado por Carl Bruner (Igor Miranda), um amigo do casal. A única que pode ouvi-lo é Oda Mae Brown (Ludmillah Anjos), uma trambiqueira que finge durante anos ser vidente. Sam convence Oda Mae a dizer à sua amada os perigos que ela está correndo, mas Molly não acredita. Depois de ter certeza de que Carl não vai desistir, Sam procura Oda Mae novamente e a convence a ajudá-lo.

Durante a coletiva de imprensa que aconteceu nesta segunda-feira (11), Igor Miranda afirmou que embora a peça seja baseada no filme, seu personagem tem uma roupagem muito atual. “Eu me inspirei muito na nossa realidade mesmo, do cotidiano, da vida que você acaba encontrando pessoas assim. Na nossa política, que é um monte de sanguessugas. Então, assim, as referências estão claras no nosso cotidiano para compor um personagem.”, disse Igor. O ator termina dizendo que o personagem é um vilão, mas um vilão muito real na vida de todos e acha que no mundo todo tem uns Carls perdidos.

Ludmillah Anjos, a baiana que divide seu tempo entre a peça e sua vida profissional como cantora,  revelou que se identifica muito com a Oda Mae e que se sente muito feliz e realizada em interpretar uma personagem que foi tão importante para Whoopi Goldberg, que levou para casa o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel no filme. “Desta vez estou mais madura, estou aprendendo muito mais com essa personagem. E eu estou muito feliz porque me identifico com a personagem literalmente porque a personagem é uma pessoa icônica, hilária, marcante, forte, presente, engraçada, mas também é muito objetiva, muito focada. Então, essa mistura é incrível, me identifico muito porque eu sou isso na vida real.”, disse a atriz. Muito divertida e alegre, a Ex-The Voice afirmou que manteve a força que a Whoopi deu à personagem, mas que também trouxe a “Whoopi Goldberg Baiana” pra cena. Quando questionada sobre a recepção do público carioca, a atriz foi direta: “Eu acho que o público daqui do Rio vai gostar muito porque é uma linguagem tá atual, né?! É uma linguagem que a gente fala de violência, fala de amor, fala de cotidiano do casal e de valorizar a pessoa que está do seu lado. […] Primeiro, que é música. Segundo, que é arte. E terceiro, que a gente fala tudo o que você quer ouvir!”

Giulia Nadruz contou um pouquinho de como foi o processo de preparação para a peça. Segundo a atriz, foram dois meses de ensaios intensos para passar texto e músicas, mas revelou que procurou se aperfeiçoar ainda mais. “Eu particularmente trabalhei bastante também fazendo aulas de canto além dos ensaios para preparar as músicas e coaches de interpretação para ajudar na preparação das cenas, mas a nossa equipe criativa é sensacional. Então, assim, eles transformaram o espetáculo numa jóia mesmo.”, disse. Dona de um currículo cheio de musicais, Nadruz afirma que no teatro musical as músicas são encaradas como textos e apesar dos atores estarem sempre atentos à parte técnica, as músicas são sempre enxergadas como cenas. “É muito bacana você ver uma pessoa dando uma nota aguda belíssimamente e tudo, mas as pessoas se emocionam mesmo é com a sua disponibilidade em cena, com seu envolvimento do personagem.”, finalizou.

André Loddi, que interpreta o Sam na produção, contou que o maior desafio que eles têm é tentar não copiar os personagens já conhecidos pelo público que assistiu o filme, mas sim trazer para a cena uma realidade nova e dar uma nova leitura ao que as pessoas já conhecem. “Ela foi feita nos anos 90 e muita coisa mudou até aqui. A interpretação mudou. Fora que é outra linguagem ali é cinema, aqui é teatro. Teatro musical.”, disse. O ator continua dizendo que seu personagem está sempre em palco, mas não pode interferir. Tem cena que ele não está dizendo nada, mas tem que falar tudo com seu corpo e seu olhar. Loddi acredita que é ainda mais difícil para seus colegas de cena já que eles não podem se olhar. “O tempo todo eu tô aqui falando no ouvido deles, mas eles tem que agir como se eu não estivesse ali. E essa relação eu tenho com todos. Com a Giulia, com o Igor e a única que me ouve é a Odah Mae, mas ela também não pode olhar pra mim, né. Tem que ouvir aquela voz só”, completou.

A peça que promete fazer chorar, rir e se surpreender com os efeitos especiais, conta com a direção de José Possi Neto, direção de movimentos e coreografias de Floriano Nogueira, direção musical de Paulo Nogueira, direção artística de Léo Rommano e Ricardo Marques e é produzido pela 4ACT Entretenimento e apresentado por Ministério da Cultura e Grupo Bradesco Seguros.