‘’Bohemian Rhapsody’’ filme da banda Queen emociona com trajetória de Freddie Mercury | Critica

Capa do Filme Bohemian Rhapsody

”Bohemian Rhapsody’’ é uma homenagem deslumbrante da Banda Queen e de seu extraordinário e lendário cantor Freddie Mercury, que desafiou estereótipos se tornando um dos artistas mais conhecido e amado do país, e um dos maiores – se não – o maior vocalista da história do Rock. A obra é enérgica, mesclando humor, drama, paixões e é claro, as canções imortais do Queen. O filme conta toda a história em ordem cronológica, mostrando o sucesso da banda, através de suas canções icônicas, sons revolucionários e toda ousadia. Claro que com foco na vida de Mercury, mostrando todo o seu  processo criativo, destacando não só a criatividade e performance de palco incrível do vocalista, mas também sua vida pessoal, como seus dramas, incertezas, paixão pelos seus gatos e a convivência da banda nos bastidores. A obra mostra o grande sucesso da banda e a quase tragédia quando o estilo de vida de Mercury sai de seu controle e o reencontro na véspera do Live Aid, onde Mercury, enfrentando uma doença fatal, comanda a banda em uma das maiores apresentações da história do rock.

Trazer para o cinema um dos maiores ícones da história da música como foi Freddie Mercury, não é uma tarefa fácil, e é no mínimo desafiador, o cantor tinha uma das vozes mais poderosas que o mundo já ouviu, e se eternizou como lenda. Os fãs mais criteriosos podem não ficar  tão satisfeito com a interpretação do ator escolhido, Rami Malek (da série Mr. Robot), porém Malek fez um grande personagem, é surpreendente a semelhança do ator com o vocalista e como quando mesclando sua presença de palco principalmente na apresentação do Live Aid, poderíamos até esquecer que aquele não era o  verdadeiro Freddie. A dublagem pecou um pouco, sabemos, que seria impossível alcançar as notas de Freddie, porém algumas vezes a dublagem parece não acompanhar as músicas, deixando claro o uso de playback, mas sem dúvidas Rami fez um trabalho incrível e surpreendente como Mercury.

Rami Malek interpretando Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody

A ausência ou falta de desenvolvimento de alguns detalhes e fases do grupo, acaba se tornando um ponto um pouco negativo ao decorrer da história, eles dão todos os fatos, mas não se alonga no contexto, com exceção quando mostra a composição da música Bohemian Rhapsody, neste ponto, o filme consegue ser desenrolado sem atropelos, e chega a ser engraçado ver o método criativo de Freddie para compor a letra da canção, a sua obsessão em puxar a voz de Roger Taylor ao limite, para “só mais um Galileo”, o restante, foi tudo desenvolvido muito rápido, como a questão da doença de Freddie, a AIDS que quase não é abordada no filme. A sua sexualidade, também entrou nisso, sabemos que Freddie teve seu grande amor e amiga Mary Austin, mas que depois se descobriu bissexual, isso é abordado, porém de forma muito sutil. Algo bastante importante para a história foi a forma em que apresentaram a intimidade do grupo fora dos palcos, a genialidade quando estavam juntos, as brigas, cumplicidade, e a pitada de arrogância que acompanhou Freddie durante a fama, e claro, os momentos engraçados que nos faz dar boas gargalhadas.

O entrosamento dos  personagens é ótima, principalmente entre Rami Malek e Lucy Boynton, que fez o papel de Mary Austin, a mulher que Freddie mais amou na vida. A atriz trouxe emoção, sensibilidade e uma empatia incrível para as telas. A escolha do elenco ficou perfeita, todos bem parecidos aos integrantes originais, Ben Hardy (X-Men: Apocalipse) como o baterista Roger Taylor, Joseph Mazzello (nosso eterno Tim de Jurassic Park) como o guitarrista John Deacon e nos teclados temos Gwilym Lee (O Turista) como Brian May. Houve também alguns erros sobre a cronologia do filme, fatos colocados fora da ordem real dos acontecimentos, outros que levaram anos, se passaram em questão de dias, por exemplo, porém, levando em conta que o foco é a história do vocalista e a banda Queen, isso não se torna um erro nada grave.

Imagens do Filme Bohemian Rhapsody

Dois álbuns são abordados no filme: Queen (1973) e A night at the opera (1975). É apresentado o processo de criação de clássicos da banda, como: “Love of my life” (dedicada à Mary Austin) e “We will rock you” (criada a partir da vontade de maior interação do público com a banda). Falam, brevemente, a respeito do clipe de “I want to break free” (onde eles se vestem de mulheres), e sua repercussão, em especial nos Estados Unidos. Mas a criação que tem maior espaço/destaque no filme é obviamente o música título do longa: “Bohemian Rhapsody“, música que se tornou algo como ícone da banda, um hino para os fãs.

Bohemian Rhapsody é  um filme maravilhoso e uma grande homenagem ao legado de Freddie Mercury, para a banda e para todos os fãs, é difícil de não se emocionar, a obra mostra que a banda sempre foi uma família, e que depois de 27 anos após a morte de Freddie, suas canções ainda inspira desajustados, sonhadores e amantes da música. Tenho certeza que você vai se emocionar com a história e sair da sessão cantando as músicas.

Com produção da Fox Film do Brasil, direção de Bryan Singer e roteiro por conta de Anthony McCarten. A obra cinebiografia chega aos cinemas dia 1 de novembro. Já preparem seus lencinhos.

Confira o trailer da obra: