Com a beleza dos efeitos visuais, “Aquaman” traz destaque para Universo DC de volta | Crítica

Com a data de estreia no Brasil para a próxima quinta-feira, 13 de dezembro, “Aquaman” trouxe de volta um pouco de esperança para o universo cinematográfico da DC.  Nós da Poltrona Vip assistimos em primeira mão e trouxemos nossa crítica.

Apesar de ter sido tratado como chacota, não somente nas HQs, mas também nos desenhos animados, o filme deixa claro uma missão: trazer uma seriedade – e devida importância- para o personagem. Ao transformá-lo de homem branco e loiro a um homem robusto, cheio de tatuagens e de cabelos longos de praia, Jason Momoa se adapta perfeitamente ao que James Wan (Invocação do Mal), diretor, tentou passar. Além disso, não somente a trajetória de Aquaman é transmitida no filme, como também toda a mitologia dos Sete Mares são representadas.

No início da trama, o filme segue uma linha cronológica ao mostrar o relacionamento da Rainha Atlanna (Nicole Kidman) com Thomas Curry (Temuera Morrison) que deu origem ao Arthur Curry, Aquaman. Essa união, por ser proibida, seguiu-se apenas por poucos anos até que Atlantis foi atrás de sua rainha. Essa linearidade mudou quando Arthur tornou-se adulto e, embora não se nomeasse herói, já ajudava os humanos no alto-mar, depois de já ter contribuído com a luta de Liga da Justiça.

Desse modo, conheceu o primeiro vilão: Arraia Negra. Com o clássico arqui-inimigo com sede de vingança, Yahya Abdul-Mateen II (O Rei do Show) se saiu bem no personagem que, apesar de um bom desenvolvimento no início, teve poucas aparições ao longo do filme. Por isso, deu-se mais destaque para o outro vilão, o Rei Orm, meio irmão de Arthur. Assim, Orm (Patrick Wilson) inicia um processo de unificação entre os reinos de Altântida para começar uma guerra contra a superfície. Essa raiva é explicada por todos os anos de sujeira e prejuízo ao meio ambiente, especialmente os mares, que os humanos causaram. Visto isso, Mera (Amber Heard) busca Arthur para assumir o trono de Altantis – já que é o primogênito da rainha, embora seja mestiço – e desfazer essa guerra. 

Sobre as atuações, Jason Momoa se entrega ao personagem de uma forma completamente satisfatória. Apesar das partes cômicas não saírem de um jeito tão natural, parece que Aquaman nasceu para ser ele. Já Amber Heard traz uma personagem fortíssima e com um enredo essencial para o filme, porém a atriz não convence tanto nas cenas dramáticas e no carisma. Os dois juntos como casal traz pouca química, mas a forma como o relacionamento foi construído foi aceitável. Quanto aos outros personagens, Orm se destaca por mostrar a força e o espírito necessário para ser um rei. 

Nas questões visuais, “Aquaman” muda completamente o ritmo das últimas obras no Universo DC. James Wan buscou envolver as questões cômicas do filme com a beleza visual – até de certa forma brega – e rica de Atlântida. É um deleite para os olhos a forma como toda a mitologia foi introduzida na trama, com muita cor e identidade própria. Além disso, há certa referência aos filmes de heróis produzidos na década de 80, com muta caricatura; no entanto, a direção usa desse artifício para reafirmar essa breguice e fazer com que tudo combine. Além disso, um destaque são as lutas, dentro e fora da água, que são muito bem trabalhadas e produzidas.

Para concluir, “Aquaman” envolve o telespectador e o fã da DC de uma maneira diferente. A beleza visual, as cenas de ação e construção dos personagens ajuda a manter a diversão feita pela premissa do filme, além de um mundo desconhecido que agora vai permanecer em nossos corações.

Ficha Técnica:

Com direção de James Wan, o time de “Aquaman” é acompanhado por Rupert Gregson-Williams, responsável pela música. Como roteiristas são Will Beal e David Leslie, além dos autores James Wan, Geoff Johns, Will Beall, Mort Weisinger e Paul Norris. No elenco, Jason Momoa, Amber Heard, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Nicole Kidman, Willian Dafoe, Dolph Lundgren e Temuera Morrinson.

Assista ao trailer: