CRÍTICA | O Chamado 3

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O terceiro filme da franquia “O Chamado” chegou aos cinemas nesta quinta feira (02) e promete arrancar vários sustos dos amantes de cinema. Desde que se lançou informações sobre sua produção, já sabíamos que algumas coisas tinham mudado com relação a personagens. Então, se você espera ver Rachel (Naomi Watts) e Aindan Keller (David Dorfman) neste filme, pode tirando seu cavalinho da chuva porque no elenco deste só tem gente nova. A notícia boa é que a nossa querida e amada Samara, menina dos cabelos longos, que sai da televisão e mata alguém que assistiu uma fita misteriosa depois de sete dias, está de volta!

Com roteiro de David Loucka, Jacob Aaron Estes e Akiva Goldsman, “O Chamado 3” traz um conceito diferente dos outros filmes e eu vou explicar o porquê fazendo uma pequena recapitulação. O primeiro filme da trama lançado em 2002 gira em torno do mistério de uma fita que a pessoa assiste e morre depois de sete dias. Após a morte de uma pessoa próxima da família, Rachel resolve assumir as investigações para descobrir a origem dessa fita. Nessas investigações, ela descobre sobre a Samara, sobre a Família Morgan e mais um montão de coisa que a gente assistiu no primeiro filme. Quando tudo parecia ter tido um fim, Samara volta no longa lançado em 2005 atrás de Rachel e Aidan. O filme termina tudo bem, os dois ficaram ótimos e Samara parecia ter realmente ido embora, mas como o Aidan sempre disse “ela nunca dorme” e a invencível Samara acabou voltando para um terceiro filme. “O Chamado 3” por sua vez retrata os efeitos dessa mesma fita nos dias atuais, mas dessa vez parece que o tempo tornou a fita numa coisa muito banal. Nos primeiros filmes o terror já começava em assistir a fita, neste as pessoas assistem a fita por diversão, copiam o vídeo para si e mandam uma cópia para uma outra pessoa fazendo mais vítima. Virou realmente um jogo que nunca termina!

O filme traz uma história totalmente nova dos filmes anteriores, mas totalmente nova mesmo, tá? Porém, coisas clássicas nunca são deixadas para trás e o filme já começa com uma de suas cenas mais cliché e mais queridinha de todos os amantes da franquia. Irei chamar essa cena de “Personagem X contando para personagem Y sobre uma fita que você assiste e morre depois de sete dias“, assista:

Como eu disse mais acima, sem Rachel e Aidan, precisamos de protagonistas, né? Os escolhidos da vez pelos produtores e pela Samara para viver momentos de terror são Julia (Matilda Lutz) e Holt (Alex Roe). Holt, que havia assistido antes, precisava fazer a sua vítima. Então, Julia se sacrifica para salvar seu namorado e acaba entrando no jogo também. Só que ela levou a história para outro patamar quando ao transferir o vídeo e fazer a sua cópia (fazer aquele ctrl+c ctrl+v do arquivo mp4), percebe que ele está maior. Como? O vídeo continha mais uma cena. Depois disso, descobriram que existia um “filme dentro do filme” que ninguém nunca viu antes cheio de cenas novas. O papel de Julia neste filme foi esclarecer pontos da história da Samara que ficaram pendentes. Assuntos relacionados à sua adoção, seus pais biológicos e outros que você vai conhecer no filme. Com um vídeo todo modificado, Julia faz o papel da Rachel neste filme investigando e tentando entender o que ele e a Samara querem dizer. E ela ainda tem muito a dizer…

Com direção de F. Javier Gutierrez e produção de Walter F. Parkes e Laurie MacDonald, este filme conseguiu suprir a espera de muitos anos pela sequência mostrando que ele não perdeu sua essência, só acompanhou seu tempo. Samara agora está em tvs lcd, em notebooks, smartphones e em efeitos que só assistindo o filme para saber. Mesmo sem Naomi Watts e David Dorfman (dos quais eu senti muita falta!), a trama conseguiu prender a atenção de quem estava assistindo e manteve as pessoas conectadas à sua história além de ter protagonistas muito bons. A cenografia está tão incrível quanto nos primeiros filmes e os sustos estão maiores. No quesito sustos e desespero, o filme está cheio disso, mas deixo aqui um destaque para as cenas finais porque aquelas sim foram as melhores cenas do filme pra mim. Indico o filme sem sombra de dúvidas, mas apenas para aqueles que estão abertos a ver uma produção inteiramente nova e fiel ao seu tempo. E para uma reflexão eu deixo a seguinte palavra: RENASCIMENTO. Vocês entenderão quando assistirem o filme!

Quero deixar aqui um apelo aos produtores da franquia que não demorem mais 12 anos para lançar um próximo filme, por favor e obrigado!