Debbie Ocean mostra que é mais importante ter um cérebro que uma arma em “Oito Mulheres e Um Segredo” | Crítica

Nesta quinta feira, dia 7 de junho de 2018, chegará aos cinemas o filme “Oito Mulheres e Um Segredo”, spin-off da famosa trilogia de ação “Onze Homens e Um Segredo” (2001 – 2007). O filme que antes contava com um grande e poderoso elenco de atores, agora reúne oito das mais maravilhosas atrizes da atualidade. A Poltrona Vip já assistiu e cá estamos nós para aquela crítica esperta e prometemos não contar muitos detalhes. Vamos lá?

Poucos sabem, mas “Onze Homens e Um Segredo” é uma adaptação do filme de mesmo nome lançado em 1960, que trazia Frank Sinatra no papel de Danny Ocean. Em 2001, o filme foi refilmado e George Clooney foi o ator escolhido para dar vida ao personagem principal da trama. Sobre o enredo, a história fala sobre um vingarista, que em menos menos de 24 horas depois de sair da prisão já planejava seu próximo plano: O maior roubo a cassino da história! O elenco do filme conta com os atores Bernie Mac como Frank Catton, Brad Pitt como Rusty Ryan, Elliott Gould como Reuben Tishkoff, Casey Affleck como Virgil Malloy, Scott Caan como Turk Malloy, Eddie Jemison como Livingston Dell, Don Cheadle como Basher Tarr, Shaobo Qin como “The Amazing” Yen, Carl Reiner como Saul Bloom e Matt Damon como Linus Caldwell.

O novo filme não começa diferente. Seguindo os passos do irmão agora falecido, Debbie Ocean, personagem vivida por Sandra Bullock, planeja durante os cinco anos, oito meses e 12 dias em que esteve presa um grande assalto que irá acontecer em um dos mais famosos eventos americanos, o METGala – aquele mesmo cheio de celebridade, lembra? Mas, ela não poderia fazer tudo sozinha e reúne um time de mulheres fantásticas e com habilidades extraordinárias para o crime para ajudar nessa tarefa. Juntam-se a ela Lou (Cate Blanchett), Rose (Helena Bonham Carter), Nine Ball (Rihanna), Tammy (Sarah Paulson), Constance (Awkwafina) e Amita (Mindy Kaling). O plano é roubar da maneira mais silenciosa possível o colar que será usado pela celebridade Daphne Kluger (Anne Hathaway) no evento. Se o plano correr da maneira esperada, cada uma ficará com US$ 16,5 milhões para fazer o que quiser.

Elas ficaram pensando em cada detalhe desse plano durante dias até que finalmente chega o dia da ação. Assim que o METGala começa, nos deparamos com diversos rostos conhecidos. No tapete vermelho vemos as irmãs Kim Kardashian, Kylie Jenner e Kendall Jenner, além da super top model e apresentadora Heidi Klum, que tem até uma pequena fala no filme, e outras celebridades. Achamos que esses personagens poderiam ter sido um pouco mais aproveitados simplesmente pelo marketing, mas esse “não aproveitamento” não fez diferença nenhuma no filme. É algo que seria legal de ver, sabe? Sandra e Kim dialogando, por exemplo. Mas, não interferiu em nada no resultado final. – Quanto será que Kim Kardashian ganhou apenas pra sair de casa e aparecer menos que cinco minutos nesse filme, ein?

A produção é cheia de alívios cômicos, mas não chega ser um filme só de comédia. É ação? Pode ser. É inteligente, é bonito de ver – não que eu compactue com o crime, claro! Porém, elas agem de uma maneira que a gente olha e pensa “COMO ASSIM?”. Gosto da ideia de um filme em que a ação está na inteligência, na lógica, e não em armamento pesado. Ahh, mulheres… Por que tão maravilhosas?!

Outro aspecto interessante do filme é que as coisas não acontecem num universo diferente ao da trilogia original. Danny Ocean está sempre sendo lembrado. Ele está ali. Seja numa visita de Debbie ao cemitério, seja citado em alguma investigação da polícia. Esse é o legal dos spin-offs e é dessa maneira que eles devem ser, sem dúvidas. 

Quanto aos personagens, não precisamos dizer que este filme tem um elenco maravilhoso, não é? Elas são lindas, contribuem cada uma do seu jeito e isso dá um gás para assistir o filme. A personagem de Sandra é mil vezes diferente que a de Rihanna, que por sinal está impecável nesse filme. Até Anne, que não faz parte do grupo de golpistas até o finzinho do filme, tem um papel essencial para o desenrolar do filme. Vou destacar aqui a péssima – porém, maravilhosa – atuação de Helena Bonham Carter que, nossa… Que mulher! Não me batam! Vocês irão entender quando assistirem!

Bom, vamos ao veredito. “Oito Mulheres e Um Segredo” é um daqueles filmes que você poderá assistir com sua mãe, sua vó, seu pai, seus filhos e que, com certeza, vai cair no gosto popular. Me vejo assistindo esse filme duas, três, mil vezes sem cansar. É gostoso de assistir, é divertido e te prende até o final para saber como as coisas vão acontecer e se vai dar tudo certo. Vale muito a pena assistir esse spin-off e esperamos que você curta este filme assim como nós e que tenha gostado da nossa crítica. 😀

A pergunta que não quer calar é: Se com Danny teve três filmes, será que veremos Debbie mais vezes?

FICHA TÉCNICA:

Gary Ross (“Alma de Herói”, “Jogos Vorazes”) dirigiu Oito Mulheres e um Segredo a partir de um roteiro que ele coescreveu com Olivia Milch e história de Ross. Steven Soderbergh e Susan Ekins produziram o filme, que tem produção executiva de Michael Tadross, Diana Alvarez, Jesse Ehrman e Bruce Berman, com coprodução de Milch.

A equipe de Ross nos bastidores incluiu o diretor de fotografia Eigil Bryld (“Na Mira do Chefe”), o desenhista de produção Alex DiGerlando (“Indomável Sonhadora”), a editora indicada ao Oscar Juliette Welfling (“O Escafandro e a Borboleta”), o editor vencedor do Oscar William Goldenberg (“Argo”), a figurinista Sarah Edwards (“A Vida Secreta de Walter Mitty”) e o compositor Daniel Pemberton (“Steve Jobs”). Baseado nos personagens criados por George Clayton Johnson e Jack Golden Russell.