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Entrevista | Di Ferrero conta tudo sobre o álbum “Sinais” e comenta sobre a participação no “Show dos Famosos”

Di Ferrero lançou na última sexta (19) a primeira parte do projeto “Sinais”, que conta com seis faixas e marca um novo momento na vida do cantor. O álbum mostra a mudança do artista e apresenta ao público um Di Ferrero ainda mais confiante explorando muitos elementos.

“Realmente foi uma mudança muito grande na minha vida. Eu acho que tudo isso serviu de experiencia e inspiração porque as músicas eu faço geralmente quando eu to passando por momentos difíceis e agora nesse álbum, incríveis. E acabou refletindo numa coisa mais positiva, mais meu dia a dia, meu cotidiano. Essas coisas que me inspiram assim basicamente, sabe? E agora sabendo muito mais quem é o Di Ferrero, o que eu gosto, o que eu tô afim, qual o meu som agora nesse momento, né. Por que até chegar aqui, até eu lançar o meu primeiro single, que foi “Sentença”, aconteceu muita coisa comigo internamente.”, conta o cantor.

“Da pausa da banda até tudo isso rolar foram muitos questionamentos, o que eu ia fazer mesmo, né?! Até eu pensar em morar fora, fazer um curso, desencanar um pouco e depois falar “Não, não consigo fazer isso!”. Fazer um alter ego 10 faixas como José, que é meu nome do meio, aí depois não fazia mais sentido até chegar e falar “É isso! Achei uma música aqui que eu acho que é o caminho.”. E aí comecei a fazer mais e agora bem mais confiante e entendendo mais esse meu momento com esse álbum. Então, essas experiências todas me inspiram e hoje parando pra olhar eu acabo fazendo som sobre o que eu passo, sobre o que eu vivo”, completa.

O projeto chegou acompanhado do videoclipe da faixa “Seus Sinais”, assista:

O artista assina todas as composições e conta com a colaboração de outros compositores e produtores, que assim como ele, vieram de bandas. “Esse álbum tem uma música com cada produtor, mas o que eu quis encontrar em cada produtor, que eu já conhecia todos, é que todos também vem de bandas, todos vem com esse lance orgânico de banda, com esse conceito que é a coisa que me identifico, que eu sempre fiz e mesmo no meu momento solo achar um caminho pra mim, né.”, diz.

Sobre o processo de composição e produção das faixas, Di conta que fez todas as músicas no violão, como está acostumado a fazer sempre, e só depois levou para os produtores para incluir elementos mais eletrônicos. “Não foi uma coisa tipo abrir o computador e fazer uma música. Foi uma coisa na viola ali escrevendo um som que eu acho que isso é a minha essência e todos os produtores que eu fiz as músicas eram também uma galera de banda.

Além de Gee Rocha, da NX Zero, a galera que era a Cine, a Headmidia, e Tropkillaz também trabalharam com Ferreno neste novo projeto. Ruxxell, Sergio Santos e Pablo Bispo, que assinam a produção de artistas como Pabllo Vittar e Iza, também são nomes envolvidos no “Sinais” e todas essas contribuições deram ao cantor a oportunidade de ousar ainda mais e trazer para o trabalho elementos do hip hop, pop, dance house e outros, mas sem perder a essência.

“Tem uma galera que entende meu mundo ali, que sabe da onde eu venho e que o que eu quero fazer. Sendo assim, foi fácil a gente continuar e usar essa coisa eletrônica, os elementos todos, mas como arranjo. A maioria das coisas, inclusive, é gravada. Tem muita coisa orgânica, todas as músicas tem alguma coisa de guitarra, de baixo, bateria gravada. Isso pra mim é muito importante! Eu levo elas para o estúdio pra ver como vão ficar ao vivo por que o meu negócio é só vivo, meu som é ao vivo e eu acho que daí eu me respeito e consigo ficar mais seguro das músicas.”, conta o cantor que completa dizendo que ainda surgiram muitas músicas nesse processo todo.

“Sinais é intuição, sinais é aquela coisa de confiar. Eu to muito mais confiando em mim e quando eu confio em mim tem um momento em que a gente entrega e sente que existe uma coisa, que a comunicação maior com o álbum e que é uma inspiração. São coisas que eu passei e que eu acho que as pessoas vem se identificando há muitos anos desde a minha época de banda até hoje. Esse dialogo que eu tenho com os fãs, com a geração, que é a grande mensagem.”, fala sobre a mensagem que quer entregar com o álbum. “Nossa intuição e a gente bater o pé pro que a gente ama fazer por que a gente é muito mais interno que externo. A gente só vai cair na pressão de fora se a gente olhar pra ela, mas se a gente olhar pra dentro essa pressão que a gente vai colocar na gente mesmo que é o problema. Se a gente não tem isso, a gente pode fazer o que quiser.”

Di Ferrero completa dizendo que o álbum é positivo, pra cima, e destaca a dificuldade que sentia em escrever em momentos felizes. Para o cantor, sempre foi muito mais fácil escrever em momentos mais difíceis, o que dava às letras um ar mais introspectivo. Com o “Sinais”, o cantor conseguiu escrever em outros momentos e isso também influenciou todo o projeto. “Fazia musica em momentos mais dificeis e ai saia uma coisa mais introspectiva e agora esse álbum tem uma coisa de momentos mais felizes, às vezes até de lazer, isso reflete no som”, conta.

Fazendo um balanço entre a carreira na NX Zero e a solo, o artista conta que se sente muito mais confiante para compor atualmente, para inovar e fazer colaborações com quem achar que tem algo a ver com o trabalho que já vem fazendo. Além disso, a produtividade está ainda maior nessa fase da carreira, com o lançamento do novo projeto. “As músicas do NX eu sempre fiz com o Gee, mas fui que fiz as letras os sons, músicas sempre próprias. E aí, até eu começar a lançar minhas músicas eu tive vários momentos estranhos, mas tudo virou uma experiencia legal e agora muito mais confiante pra fazer som com quem eu achar que tem a ver comigo. Então, eu to numa fase que to produzindo demais eu tenho muita música tipo papo de 30 musicas e eu não paro de fazer. Umas eu acho que tem a ver, outras não e com vários outros projetos na cabeça, mas todos voltados agora pro meu álbum pra minha carreira solo que é o momento perfeito pra eu executar isso.”, conta.

No último domingo (14), Di venceu o quadro “Show dos Famosos”, do Domingão do Faustão. O cantor se apresentou na final como o americano Bon Jovi cantando um dos maiores sucessos do artista, a faixa “Livin’ on a Prayer”, e recebeu nota máxima dos jurados. Ferrero, que já era fã de Bon Jovi, hoje admira ainda mais o artista. “Eu to tipo um adolescente fã do Bon Jovi. Eu gostava, claro! Lembro que eu falava “Pô, olha esse refrão! Quero fazer um refrão assim!”. Sempre achei ele incrível. Inclusive, eu defendia ele pra quem não gostava. Mas, agora eu tenho um outro lado dele, uma coisa humanitária, que ele tem muito projeto social que ele não divulga, né?! O que ele faz dentro da comunidade que ele vive e eu achei muito interessante que me pegou mais ainda. É um cara que inspira por que ele tem uma coisa no palco, cênico, de dançar mesmo, de fazer o show dele, canta muito, o cara é maior workaholic, se cuida. Pô, tá com 57 anos mandando ver ainda e não parece. Isso é inspirador, é o que eu quero pra mim, é o que eu quero fazer sempre quero sair de turnê, quero ficar tocando, fazendo som!”, contou.

Ferrero, que já foi jurado do X Factor e assistente de Lulu Santos no The Voice Brasil, por exemplo, conta que ele não via a experiencia no programa como uma competição e que a primeira coisa que as pessoas devem ter quando estão sendo julgadas é humildade. “Pra começar, o que eu aprendi quando você você é julgado a primeira coisa que você tem que ter é humildade pra ouvir porque é muito fácil você se inflamar com qualquer coisa que a outra pessoa fale.”, conta e brinca dizendo que o programa serviu para que visse que não tem nenhum karma em ser julgado. “Foi bom por que eu vi que não tenho nenhum karma. Por que se eu tivesse, estaria ferrado ser julgado, né?”

“Esse tipo de experiencia de ser julgado e participar eu nunca levei como competição e nem quando entrei. Inclusive, quando me chamaram não aceitei o convite e ai depois eu pensei, bem passou uma semana, eles me chamaram de novo e eu falei “Cara, vai ser uma puta oportunidade de aprender e tudo mais”. E ai começou a ficar muito de lado o que os caras iam falar e notas que eles iam me dar, sem brincadeira, isso ai começou a ser a segunda coisa eu só queria botar pra f*der na apresentação”, completa.

“Eu fiz o Kurt Cobain, sempre quis quebrar uma guitarra no palco. Andrea Bocelli, colocar uma lente, o cara deficiente visual, mas ele tem uma voz incrível. Sem enxergar duas horas por dia, ficar no palco sem ver ninguém enquanto cantava. Só sentir esse tipo de experiencia em rede nacional, todo mundo acompanhando é uma coisa louca se for parar pra pensar e aí você vê que ser julgado lá pelos jurados, que eu respeito muito, eu adoro, mas fica em segundo plano”, relembra. Além de toda a experiencia no programa, Di também conta que a faixa “Viver Bem”, faixa que abre o álbum, foi composta no estúdio que fica na casa de Elba Ramalho, que é grande amiga de Alceu. “Trocar uma ideia com a Elba, eu nem sabia que o estúdio era na casa dela e ela tava lá ainda foi muito incrível.”, conta.

Já quanto o “Sinais – Parte 2”, Di Ferrero conta que provavelmente será lançado daqui a três meses, mas que não tem ainda uma data de estreia definida. “A maioria eu já fiz, mas como eu me conheço até lá eu vou fazer mais e vou acabar tirando uma, tirando outra”, contou Di, que ainda revelou que o projeto também irá trazer participações super especiais.

Escrita por Otavio Pinheiro

Apenas mais um jornalista apaixonado por cinema e papelarias.

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