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Entrevista: Pedro Sampaio lança novo single, “Fica à Vontade”, e faz balanço da carreira

Imagem: Divulgação

Você já ouviu o hit “Vai Menina”? Se ainda não escutou em algum lugar, saiba que é questão de tempo. A música está entre as 50 mais tocadas da parada brasileira do Spotify e recebe cerca de 200 mil streamings por dia apenas na plataforma. O dono da canção é o cantor, produtor e DJ Pedro Sampaio.

O artista compõe o próprio trabalho em alternância entre as três funções. Pedro ganhou notoriedade na internet ao publicar vídeos de mash-ups e live edits ousados de sucessos como “O Nosso Santo Bateu” e “Dança da Mãozinha”. A proposta diferenciada chamou a atenção da Warner Music Brasil, que adicionou o rapaz ao casting. Ele, agora, divide gravadora com nomes de peso, como Anitta, Ludmilla e IZA.

Na última semana, Pedro Sampaio lançou seu novo single, “Fica à Vontade”, o segundo trabalho com o selo Warner. Com vocais do próprio DJ, a música mistura batidas do funk carioca com música eletrônica. A produção ficou por conta do trio Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos, os responsáveis por hits como “Pesadão”, de IZA, e “Bumbum de Ouro”, de Glória Groove.

Poltrona Vip: Você está lançando agora um novo single chamado “Fica à Vontade”. Conta mais sobre o processo criativo da produção da música!

Pedro Sampaio: O beat principal da música eu já havia feito há um ano, estava guardado no meu computador. Eu tenho um pack de beats que eu faço e vou guardando pra usar em alguns momentos. Fui resgatar algumas produções e pensei ‘esse pontinho é bom’. Achei que era o que precisava para dar sequência ao trabalho depois de “Vai Menina” e “Bota pra Tremer”. Levei o beat para o estúdio de Pablo, Sérgio e Ruxell e no mesmo dia, escrevemos juntos e eu coloquei voz. Foi bem rápido o processo.

PVIP: Você é a nova aposta da Warner Music. Como surgiu essa parceria?

PS: Depois que eu lancei “Bota Pra Tremer”, uma música bem dançante e a primeira que eu canto do início ao fim. A canção performou muito bem e chamou a atenção deles. Eles vieram até mim, nós negociamos e eu comecei a fazer parte do time da Warner. Fico muito feliz por isso porque é uma gravadora que eu realmente me identifiquei muito. O clima, a energia e o ritmo de trabalho dos caras são bem foda. Eu me senti em casa lá.

PVIP: Geralmente, os DJs optam por convidar cantores para participarem de suas produções. Por que essa escolha de cantar as próprias músicas?

PS: Foi muito natural. Eu estava no estúdio experimentando sons, gosto muito de fazer isso. Eu escrevi “Bota Pra Tremer” de brincadeira e resolvi botar a voz. Para mim, música vai muito além de tom e nota. É sobre como soa no meu ouvido. Gravei com a minha voz e eu achei que ficou bom. Deu vibe, sacou? Deu vontade de dançar. Botei pra pista. O resultado foi positivo!

PVIP: Você tem alguma participação no roteiro dos seus clipes? Como é o seu trabalho pensando no audiovisual?

PS: Pra mim, a música não é apenas a parte sonora. Ela tem a parte visual também e eu prezo muito por isso. Todas as minhas músicas terão uma parte visual, um clipe, algum conceito por trás. Eu me envolvo em tudo: roteiro, gravação, edição. No clipe de “Fica à Vontade”, eu participei da edição, do roteiro, das ideias e dos efeitos. Como eu faço as coisas com amor, não é esforço nenhum. Fico amarradão participando de tudo!

PVIP: Você ficou famoso graças a remixes bem diferentes de hits de artistas como Anitta, Matheus & Kauan e Tchakabum. Qual desses artistas você mais gostaria de fazer uma parceria inédita? Qual sua colaboração dos sonhos?

PS: Tenho muita vontade de fazer uma parceria com a Anitta. É uma artista que eu admiro tanto no lado artístico quanto no lado empresarial. Sem dúvidas, ela é um nome dos sonhos para eu fazer um feat.

PVIP: A gente tem uma leva de DJs que estão ascendendo cada vez mais no mainstream. Mas você ainda considera o mercado musical brasileiro fechado para os DJs ou já é promissor?

PS: Sem dúvidas, agora abriu muito. Nomes como Dennis, Alok, com certeza, eles abriram muitos caminhos para os DJs, independente do estilo musical. Os DJs hoje são vistos pelo público como artistas também. Esse trabalho foi feito lá fora por Tiesto, David Guetta… No Brasil, ainda precisava de um empurrão e quem deu foi esse trio: Dennis, Alok e Vintage Culture.

PVIP: Quais públicos você pretende conquistar?

PS: Com minhas músicas e meu trabalho, o objetivo é sempre entrar na porta da frente da casa de todo mundo. Faço música tanto pra criança quanto para adulto, quanto para adolescentes, para velhos… O importante é fazer a galera dançar, ser feliz e curtir a vibe da música. Eu não tenho um foco em um único público.

PVIP: Agora que o single novo está na praça, quais os próximos passos da sua carreira?

PS: Para o meio e final de 2019, a gente vai lançar featurings, que eu recebo muitas mensagens pedindo. Os meus três últimos lançamentos foram músicas solo e a galera tem muita curiosidade sobre como seria uma música minha com outro artista. Sem dúvidas, os próximos lançamentos serão parcerias com outros artistas brasileiros.

PVIP: E você pode adiantar algum nome?

PS: Tem uns nomes que a galera pede muito e nós já estamos conversando, como a Luísa Sonza.

PVIP: Deixa um recadinho final para a galera que te acompanha!

PS: Queria dizer que eu amo o que eu faço. Eu gosto de inspirar as pessoas. Independente de números ou posições nos charts. O principal é que a música chegue no ouvido das pessoas de uma forma positiva, levando sempre bons pensamentos, energia positiva e alegria para todo mundo. Se eu conseguir fazer isso com uma pessoa, meu objetivo já foi concluído!

Escrita por Matheus Queiroz

Jornalista e amante de cultura pop.

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