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Entrevista: Thabata lança EP com mistura de gêneros e fala sobre parceria com Rick Bonadio: “Presente divino”

Imagem: Divulgação

Em 2015, o país assistiu estarrecido à separação polêmica do casal Joelma e Ximbinha, líderes da extinta Banda Calypso. Alheia às reviravoltas e acusações graves, estava Thabata. A estrela potiguar foi anunciada como nova parceira do guitarrista na nova roupagem do grupo, o X-Calypso.

Apesar de ter despontado nacionalmente ao lado do guitarrista, com quem permaneceu por apenas 3 meses, Thabata canta desde os 9 anos de idade. Em pouco mais de 20 anos de carreira, ela passeou por gêneros como forró, axé e sertanejo. E agora, quer unir um pouquinho destes e de outros ritmos populares em carreira solo.

Thataba lança um EP homônimo com 4 faixas. O trabalho é sua primeira empreitada com o selo Midas Music, produtora comandada por ninguém menos que Rick Bonadio. Em entrevista, ela explica um pouco mais sobre o conceito por trás do disco e divide os bastidores da parceria com um dos produtores mais renomados do mercado.  

Poltrona VIP: Quem ouve seu novo EP consegue perceber a influência de diversos gêneros musicais do Norte e do Nordeste. Conta um pouco do processo criativo deste trabalho!

Thabata: A gente já sabia que queria fazer um projeto de gênero popular, mas queríamos fugir totalmente do óbvio. Rick Bonadio tem uma visão mercadológica fantástica, então, começamos a passear em alguns universos. A gente colocou um pouco da influência do forró, sertanejo, merengue, tecnomelody, cúmbia, referências latinas… Acabou resultando em um trabalho único, singular. Algo bem novo mesmo na música mundial, sem nenhum exagero. Me trouxe uma identidade bem interessante, estou muito feliz com o resultado. Estou podendo revelar várias facetas que eu consegui adquirir durante todo o meu processo evolutivo artístico. Eu já cantei diversos gêneros, então, foi até mais fácil para gente conseguir unir todos eles e deixar com a minha cara.

PVIP: Seu produtor musical é Rick Bonadio, um dos maiores nomes da música e responsável por fenômenos como Mamonas Assassinas, Rouge e NX Zero. Como vocês se conheceram? Trabalhar com ele foi tarefa fácil?

T: Eu me emociono… É inacreditável… Deixa eu respirar! (Thabata se emociona e fica com a voz embargada). Eu estava bem desacreditada da música na época porque minha carreira é repleta de altos e baixos. Fazia dois anos que havia deixado a X-Calypso e estava em período de introversão. Um amigo insistiu bastante para que eu fizesse uma live, dizendo que eu tenho muitos fãs você e que não podia me ausentar dessa forma. Então, o Rick entrou na live. Eu não o vi ali, só depois de um tempo ele veio falar comigo. Foi algo surreal. Até hoje, eu ainda não acredito e vai ser assim para sempre porque ele realmente é o meu grande ídolo da música. Eu vim para São Paulo para uma reunião. Ele já tinha ciência que queria fazer um projeto de gênero popular, que foi inclusive o primeiro que ele fez. Demorou cerca de 1 ano para este resultado e eu estou muito satisfeita. Para mim, Rick é o sinônimo mais fiel de presente divino, sem nenhuma demagogia. Ele não é só um produtor musical maravilhoso, ele tem uma generosidade impressionante. Deus designou ele para essa tarefa, tem que ser um ser de luz para direcionar as pessoas, para dar oportunidade, para estruturar a vida de alguém.

PVIP: Com o pop e o funk em evidência, você optou por seguir um caminho musical diferente das principais cantoras femininas da atualidade. Por que escolheu uma sonoridade diferente do que está em alta no mercado? Acha que o público está precisando de novidades?

T: Acho que é primordial para o artista a questão da identidade. Respeitando isso, eu optei por fazer esse gênero pelo qual me identifico bastante. Eu vejo que minha identidade está intacta. Mas também tem essa visão mercadológica. O mercado está escasso de uma diversidade de gêneros, então, a gente quer realmente pontuar algo diferente, trazer uma coisa nova. Acho que foi unir o útil ao agradável: fazer algo diferente e ser sincera no que eu tô fazendo. O público é muito sensível e fica perceptível quando quando o artista não não está sendo real. Eu acho que eu fiz a coisa certa. Essa é a questão importante do projeto. Essa pluralidade de gêneros nos dá acesso e não limita a gente no quesito de região e público.

PVIP: Você é uma vocalista muito versátil, que canta os mais variados gêneros. Mas o que você mais curte ouvir? Conta pra gente a música que está no topo da sua playlist atualmente!

T: É bem relativo. Depende da fase, da época, do sofrimento… (risos). Mas sabe uma coisa que nunca sai da minha playlist? Marisa Monte, Djavan, Whitney Houston… Eu sou bem eclética, se for de qualidade, eu curto tudo. Agora, eu tô me ouvindo muito (risos). Eu nunca me ouvi tanto. Geralmente, a gente não gosta de se ouvir e eu tô passando por cima disso porque esse projeto está interessante. Então, estou tentando me entrelaçar nele cada vez mais. Quanto mais eu escuto, mais eu incorporo a coisa. Então, eu estou nessa fase mesmo de estudo, de tentar me aturar (risos).

PVIP: O EP “Thabata” já está disponível nas plataformas digitais. E agora, quais são seus próximos passos?

T: Agora, é divulgar bastante! Vou fazer divulgação no Norte, Nordeste e São Paulo. Vamos fazer o videoclipe do single, que ainda vai ser definido. Vamos formar banda e começar a partir para estrada.

Ouça o EP “Thabata”:

Escrita por Matheus Queiroz

Estudante de Jornalismo viciado em música pop.

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