Lucro com o empoderamento feminino: Pesquisa aponta redução do protagonismo cinematográfico das mulheres em 2017

Filmes como “Star Wars – Os Últimos Jedi” e “Mulher-Maravilha” fizeram muito sucesso no ano de 2017 a ponto de serem as maiores bilheterias nos Estados Unidos. Mas, será que assim o foram por causa do protagonismo feminino? Pesquisas realizadas pela Universidade de San Diego revelaram recentemente que apenas 24 filmes das 100 maiores bilheterias do país foram protagonizados por mulheres. Uma redução de 5% em comparação a 2016. Além disso, o estudo também constatou que há uma preferência do público em assistir filmes estrelados por homens a os estrelados por mulheres, quando se trata de mais velhas então nem se fala.

Essa representatividade das mulheres nas tramas foi um assunto muito atraente no ano passado. Oportunismo que chama, né, meninas? A Dr. Martha Lauzen, diretora executiva do centro de pesquisa da universidade de San Diego, declarou: “Em uma temporada em que o debate sobre as mulheres e a igualdade de gênero tem sido central, precisamos separar a hipérbole da realidade”. Mas, felizmente, há dados bons nessa história! Os números de mulheres negras e latinas nas grandes sessões aumentaram de 14 para 16% e de 3 para 7%, respectivamente. Entretanto a quantidade de diversidade feminina no cinema ainda é reduzida.

Para 2018 as notícias não serão muito diferentes, já que os filmes anunciados para esse ano não apresentam grande número desse protagonismo. Hollywood, você não sabe o que está perdendo, querida. A triste realidade é que uma pesquisa feita pela USA Today entrevistou 800 atrizes americanas. 94% dessas mulheres revelou já terem sofrido algum tipo de assédio na indústria cinematográfica. Há avanços para os direitos iguais entre gêneros, mas ainda estamos tão longe de como deveria ser. De acordo com Martha “O número ainda não reflete os pedidos para uma mudança maior ou massiva na indústria cinematográfica.”