“Morda essa isca” e continue nadando em Megatubarão | Crítica sem spoiler

A Warner Bros. Pictures está lançando um novo longa que mistura ação, suspense e ficção científica, o “Megatubarão” (The Meg – nome original). A adaptação do best seller de Steven Alten tem data de estreia mundial para amanhã (9) e o Poltrona Vip não deixaria de dar as impressões do filme dirigido por Jon Turteltaub. Além da super produção, o elenco conta com grandes destaques, como Jason Statham, Li Bingbing, Rainn Wilson e Ruby Rose.

A princípio, o título não impressiona muito. Ao ver o trailer, tudo pode mudar – nunca julgue um livro pela capa, não é mesmo? A figura centrada em um animal ‘assustador’ nem sempre instiga os espectadores, mas talvez o modo de produzir o enredo faça toda a diferença – e realmente o faz!

Megatubarão definitivamente não é ‘só mais um filme de tubarão’, de como espécies desse tipo podem ser nocivas aos humanos e afins. A grande surpresa do longa é que, além de muito bem-humorado, o roteiro está cheio de críticas. Um pouco sobre onde a ganância de pessoas poderosas acaba e, até mesmo, da consciência em preservar a natureza. Elementos como estes são construídos de forma simples ao longo da narrativa, o que não é, de maneira alguma, dispensável.

Sobretudo a respeito do incentivo à ciência, um ponto interessante faz refletir: exploramos o espaço sem sabermos ao certo o que existe nas camadas mais profundas dos oceanos. Durante as expedições, os submarinos parecem naves. As turbulências ao ultrapassar o nível já explorado do mar parecem as atmosferas extraterrestres.

Ao assistir, mesmo com as partes de ação e cenas sanguinárias, o público se vê presenciando o constante dilema de profissionais que se arriscam. Afinal, qual o limite do sacrifício em prol do bem maior? O protagonista Jonas Taylor (Statham) foi tirado como louco quando fez uma escolha que era, literalmente, questão de vida ou morte. Para alguns companheiros de equipe, o mergulhador foi descartado pelo o que fazia de melhor: ter coragem.

É aí que a gente vê as voltas que o mundo dá. Mais uma lição aprendida: precisamos de mais do que apenas nós mesmos para sobreviver. A equipe da estação do programa internacional fica desolada, perdida em meio a um fenômeno inesperado no fundo do mar. Sim, ele voltou! Nesse instante, o Dr. Zang (Winston Chao) resolve recorrer ao especialista em profundidade, apesar das represálias.

Quando todos os personagens finalmente interagem, percebemos que o time de pesquisadores convence. No papel de “ricaço” pretensioso (Morris), Wilson se garante e nos faz nadar num mar de boas risadas. Mas a grande estrela do humor é bem menor do que imaginávamos. A pequena Meiying (Sophia Shuya Cai), filha de Suyin (Li), distribui o melhor que uma criança de oito anos pode oferecer em situações de tensão: amor, confiança e muita sinceridade.

No final das contas, o filme está recheado de referências. E elas cativam. Nos deixam afogar no sentimentalismo que impulsiona grande parte do apreço pela sessão. Se estiver procurando diversão, vá aos cinemas ver Megatubarão… mas cuidado com os sustos!

Sinopse:

Na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, a tripulação de um submarino fica presa após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta, um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, um oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata um mergulhador especializado em resgates em água profundas contra a vontade da filha e de parte da tribulação. Jonas Taylor (Jason Statham) já havia encontrado a criatura anos antes em um evento traumático e então se junta ao time para enfrentar o predador aterrorizante.

Assista ao trailer: