O mundo com Marielle Franco: Artistas homenageiam vereadora executada

A atriz Viola Davis publicou na tarde de ontem (20) em seu perfil do Instagram uma foto de Marielle Franco com uma mensagem para o Brasil. No post, a grande estrela de “Um limite entre nós” se solidariza com a luta política pelos direitos das pessoas negras e da favela. E, ainda, compartilha seu apoio à causa: “Estou de pé e lutando com vocês, Brasil. Viva Marielle e Anderson!”. Viola tem envolvimento na busca por direitos mais igualitários para os negros e as mulheres nos Estados Unidos.

Além dela, grandes outros artistas falaram sobre o trágico assassinato da vereadora do PSOL. A cantora Katy Perry promoveu um instante de reflexão com a irmã e a filha de Marielle em seu show no Rio de Janeiro no último domingo (18). As três puderam homenageá-la em meio ao grande público fã da norte-americana, estimado em dezoito mil pessoas. A irmã da ativista discursou no palco as palavras de ordem frequentes nos atos: “Marielle Presente!”. Já a banda Pearl Jam divulgou um cartaz reflexivo do show de hoje (21) no Rio de Janeiro. A imagem retrata uma crítica à intervenção militar, na qual estão ilustrados pássaros sem asas vestidos de verde e com alto armamento.

Personalidades brasileiras também falaram sobre a morte da vítima nas redes sociais. Caetano Veloso, Tais Araújo, Elza Soares, Debora Bloch, Emicida, Karol Conka e Tereza Cristina foram exemplos de celebridades influentes que se manifestaram em memória de Marielle e Anderson. Porém, esse apoio não foi só de artistas, outros milhares de pessoas compareceram a passeatas ao redor do mundo.

Os assassinatos ocorreram em uma perseguição na noite do dia 14. A vereadora estava voltando para casa com o motorista Anderson Gomes e uma assessora, após uma palestra no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Marielle e Anderson foram alvo de nove tiros disparados contra o automóvel em que estavam. Os dois morreram na hora. A assessora, no entanto, foi atingida pelos estilhaços das balas e não teve o nome divulgado por questões de segurança.

A defensora dos direitos humanos, da igualdade de gêneros e de direitos civis para a população negra e da favela havia denunciado casos de violência policial e abuso de autoridade em Acari. Desde o dia 10 de março até o dia 13, Marielle alertou a população sobre as diversas agressões pelas quais os moradores da região estavam sofrendo. A ênfase dessas denúncias foi a morte de três jovens. As críticas à conduta da Polícia Militar da cidade foram foco da revolta da ativista nas redes sociais. Em uma dessas declarações, ela postou: “Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”.