Primeiro dia da 18ª Bienal do Livro Rio reúne crianças e adultos no Riocentro

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O evento mais aguardado para os amantes de literatura começou nesta quinta-feira (31) no Riocentro. A Bienal Internacional do Livro entra em sua décima oitava edição e está 40% maior, com muita interatividade, tecnologia e espaços totalmente novos. Com 300 autores confirmados e outros convidados, o evento, que é considerado o maior evento literário do país, espera reunir um público de todas as idades.

Esta edição do evento reunirá além de autores nacionais, como Thalita Rebouças e Maurício de Sousa, autores internacionais e rostos conhecidos pelo público, como Maísa, Marina Ruy Barbosa e a youtuber Kéfera. Levantando a bandeira da igualdade, para falar sobre diversidade de gênero a Arena #SemFiltro, espaço reservado para diversos debates que acontecerão no decorrer destes 11 dias, terá a participação da drag queen Lorelay Fox, por exemplo. O evento acontece entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro, no Riocentro. Para mais informações clique aqui.

Confira alguns destaques do primeiro dia de evento:

Geek &Quadrinhos

A Batalha Ilustrada, com Emerson Lopes e Viviane Marchetti, ajudou os participantes a criar dois novos super-heróis – a Mulher Sushi e o Dinossauro Humanoide Alienígena –, que surgiram da imaginação das crianças. Para encerrar as atividades do espaço, o escritor e ilustrador Affonso Solano, um dos maiores nomes do cenário Geek nacional e curador do espaço, comandou um bate-papo sobre o “politicamente correto” com o designer gráfico Carlos Ruas, criador da webcomics “Um sábado qualquer”.

“O bate papo ‘Brincando com Deus’ abrange o que é considerado certo e o que é considerado errado. Até que ponto o humor pode ir e qual o limite do politicamente correto. Carlos Ruas é um especialista em falar sobre religião em suas webcomics, um tema bastante polêmico e, por isso, é importante abrir este debate”, explicou Solano.

Café Literário

No Café Literário, com curadoria de Rodrigo Lacerda, uma conversa mediada pela jornalista Mànya Millen reuniu representantes de três das mais importantes editoras brasileiras da atualidade, cada uma delas com uma trajetória muito particular: Zahar, Companhia das Letras e Editora 34.

Diferentes também são os perfis dos editores que participaram do debate. Cristina Zahar, filha de Jorge Zahar, umas das lendas da indústria do livro no Brasil, que herdou a missão de dar continuidade à obra do pai e já encaminha a transmissão da responsabilidade para a próxima geração, Luís Schwarcz, fundador da Companhia das Letras, a editora que revolucionou o mercado brasileiro nos anos 1990 e Alberto Martins que depois de colaborar em diversas casas editoriais, ligou-se à Editora 34, participando da sua consolidação como uma das mais respeitadas do país.

Em seguida, houve uma homenagem ao livreiro Sérgio Machado, presidente do Grupo Editorial Record, que faleceu em 2016. Participaram da mesa, Sônia Machado, irmã de Sérgio e atual presidente do Grupo, e os escritores Lya Luft, Edney Silvestre e Eduardo Spohr. A mediação foi da jornalista Leda Nagle.

Encontro com Autores

O Encontro com Autores recebeu o máster coach, PhD e Presidente da Febracis – maior instituição de coach do mundo, Paulo Vieira. No início da primeira noite do evento, ele hipnotizou a plateia que esteve no auditório Madureira. Paulo falou sobre inteligência emocional e o poder do foco, tema do seu mais novo livro – “Foco na Prática: Manual Prático para uma Vida Extraordinária”. Durante a palestra, que durou cerca de uma hora, Paulo afirmou que “Foco é poder” e provocou o público a interagir e pensar sobre como usam o poder. “O poder do foco está na forma como comunicamos, pensamos e sentimos. Isso tudo produz crenças, e crenças são alcançáveis. A mente humana prevalece sobre o corpo”, finalizou o guru da inteligência emocional.

Arena #SemFiltro

A Arena #SemFiltro é um espaço que também atrai o público jovem. No primeiro dia, Rafael Vitti, Yasmin Gomlevsky, Charles Peixoto, e João Doederlein declamaram poesias com a mediação da poetisa Viviane Mosé. Mostrar que independente das inúmeras plataformas usadas antigamente e atualmente, todas possuem a mesma finalidade, expressar sentimentos ou situações do cotidiano.