Ágatha Félix fala sobre teatro, atuação e personagens dos sonhos: “tira da zona de conforto”
Após estrear no teatro aos 9 anos, atriz amplia sua experiência artística e conta o que a encanta nos desafios de cantar, dançar e atuar.
Ágatha Félix começou cedo a construir uma trajetória dedicada às artes. Aos 9 anos, dividiu o palco com Nathalia Timberg e Eva Wilma no espetáculo O que Terá Acontecido a Baby Jane?, dirigido por Charles Möeller e Cláudio Botelho.
Desde então, a atriz e cantora vem ampliando sua experiência entre teatro, televisão, musicais e publicidade, ao mesmo tempo em que mantém uma formação artística multidisciplinar.
Sua estreia no teatro aconteceu em A Noviça Rebelde, ao lado de Gabriel Braga Nunes e Larissa Manoela, experiência que permanece como uma das mais marcantes de sua trajetória. Depois, participou de Beatles Num Céu de Diamantes e de práticas de montagem como Annie, A Nobre Arte de Bater a Porta, Broadway Baby e Shrek - O Musical.
Paralelamente, aprofundou os estudos em teatro, canto, violão, piano, dança e outras modalidades, além de realizar cursos com profissionais como Eduardo Milewicze, Diego de Lima, Ricardo Conti e Heitor Martinez.
Para Ágatha, atuar em um musical exige uma preparação diferente justamente pela necessidade de reunir diversas habilidades em uma mesma apresentação. Cantar, dançar e interpretar simultaneamente demanda não apenas domínio técnico, mas também preparo físico e concentração.
“Eu acho que um dos maiores desafios é o condicionamento físico, porque existem musicais e musicais. Alguns têm muita dança, e cantar e dançar é um desafio. Você está ali no palco, já é um desafio por si só lidar com o público, e tem que cantar enquanto atua, enquanto dança. Tem que ter um condicionamento físico muito forte”, explica.
A artista também destaca que a dinâmica dos musicais amplia as exigências do trabalho de preparação. Além da atuação, é necessário desenvolver aspectos vocais, coreográficos e coletivos, muitas vezes mantendo atenção ao que acontece em cena mesmo quando não está diretamente no centro da ação.
“Um musical traz vários desafios que só o teatro não tem. É abrir voz, trabalhar o coro, aprender vocais, às vezes fazer mais de um papel no mesmo musical. Então, acho que tem mais coisas, mais trabalho a ser feito, mais ensaio. Mas é muito gostoso, porque junta várias coisas que eu gosto e acho que tira da zona de conforto.”
Personagens dos sonhos
Essa disposição para transitar entre diferentes linguagens também aparece na maneira como Ágatha pensa os personagens que gostaria de interpretar no futuro. Entre seus desejos está justamente voltar a uma obra que marcou sua trajetória.
Depois de participar de A Noviça Rebelde, ela sonha, no futuro, em interpretar Maria, protagonista do musical. “Uma personagem que eu tenho muita vontade de interpretar é a Maria, de A Noviça Rebelde. Eu fiz A Noviça Rebelde, então foi muito especial para mim esse musical. Quando eu ficar mais velha, é um sonho um dia poder interpretar a Maria.”, disse.
Outro personagem que desperta seu interesse é Yseult, de Despertar da Primavera, papel que considera especialmente instigante por apresentar características diferentes das suas. “Eu tenho uma paixão pela personagem. Eu amo esse musical, eu amo essa personagem. Ela está um pouco mais próxima da minha idade, mas é uma personagem que eu gosto muito.”, continuou.
Televisão e reconhecimento
Na televisão, Ágatha participou de produções como "A Força do Querer", de Glória Perez, e "O Sétimo Guardião", de Aguinaldo Silva, novela na qual seu trabalho foi reconhecido com o Prêmio MG Talento Kids. Nos palcos, sua trajetória também ganhou espaço nos musicais, linguagem que reúne algumas das principais áreas de sua formação.












