Após muita expectativa dos fãs, Anitta foi anunciada neste domingo (6) a nova rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio no Carnaval 2027. Em entrevista publicada por O Globo, a artista deixou claro que sua presença na frente dos ritmistas dependerá da aprovação dos integrantes e moradores da comunidade de Duque de Caxias.
"Se todo mundo gostar, a gente vai continuando. Se não, agradeço com amor, carinho e passo o bastão", afirmou a cantora. Ela explicou que foi abordada por outras agremiações, mas optou pela escola tricolor após intermediação do amigo David Brazil, destacando a sintonia do enredo com o álbum "EquilibriVm".
"Levo esse cargo com muito respeito. Carnaval, para muita gente, é auê. Pra mim, simboliza a vida de muitas pessoas. Fui convidada pela Mocidade e por outras escolas, mas temos que olhar o que a comunidade quer", destacou. "O convite para a Grande Rio veio pelo David Brazil, um grande amigo, e o samba falará de fé e ancestralidade. É um resgate da nossa cultura que parece feito sob medida para o meu álbum", completou.
Além do posto no desfile, a funkeira assina uma das obras da disputa de samba-enredo da agremiação, cuja decisão está marcada para o dia 20 de setembro. "Sim, eu compus um samba. Já tinha feito isso uma vez há uns dois anos, com o mesmo time, para a Unidos da Tijuca. E deu supercerto: fomos escolhidos, e levamos o Estandarte de Ouro. Seria incrível ser rainha de bateria com o meu samba, mas temos que ver o que vai se desenvolver melhor ao vivo", contou a dona do hit.
A popstar fez questão de alinhar a transição do posto com a atriz Paolla Oliveira antes de dar a resposta final à diretoria. " Paolla é minha amiga e está superfeliz. Obviamente, perguntei se haviam convidado ela antes, porque esse lugar é dela. É uma rainha espetacular! Ela me deu dicas e falou que estava à disposição. Não acredito nessa coisa de substituição. Se existisse energia de briga, eu não faria parte", disparou.
A sintonia do enredo de fé e ancestralidade com sua carreira também foi citada pela artista como um movimento de impacto cultural e pessoal. "Outro dia vi um vídeo dizendo que minha carreira é um ato político em diversos aspectos. E ela é, no sentido de movimentar o comportamento da sociedade. Ter orgulho da própria fé e da favela, lutar contra o preconceito, a intolerância, o machismo e a misoginia. Minha meta era tocar o coração das pessoas", concluiu.