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“Brinquedo Assassino” traz comédia e uma versão do Chucky em inteligência artificial | Crítica

O longa “Brinquedo Assassino”, clássico de 1989, irá ganhar mais uma versão este ano. O longa trará uma nova roupagem para um dos filmes e personagens mais adorados pelo público, mas garante ser apenas uma nova história e não um remake. Dirigido por Lars Klevberg, o filme estreia no dia 22 de agosto.

Cuidado! Aqui tem uns spoilers!

Diferente da versão de 1989, onde o boneco era possuído pelo espírito de um serial killer, este traz um brinquedo com uma pegada mais atual e tecnológica. O “Buddi”, que é o nome dado para a linha de bonecos no longa, é fabricado pela empresa vietnamita Kaslan. A empresa, por sua vez, fabrica uma dezena de outros aparelhos e serviços, que vão desde a televisões a Ubers – sim, tem um serviço de Uber Kaslan -, e o boneco se conecta a todos eles.

No incio do filme somos apresentados à essa fábrica onde os bonecos são produzidos e os funcionários parecem trabalhar em situações desfavoráveis. Cada Buddi recebe um chip com definições básicas, como não falar palavrão ou ser um boneco seguro para os humanos e entre outros. Um dos bonecos ganha um chip com as definições de segurança desativadas por um funcionário e isso explica como o “Chucky Novo” se volta contra os humanos.

Acabaram os spoilers!

O boneco vai às lojas, é comprado e devolvido por uma mãe que reclama que está com defeito. Karen (Audrey Plaza) decide ficar com o boneco e dar de presente de aniversário para o filho Andy (Gabriel Bateman). Assim que os crimes começam a acontecer e garoto descobre que é o Chucky o responsável, mas ninguém acredita nele. Se os adultos começassem a dar ouvidos para o que as crianças dizem, evitariam tantos problemas…

De fato, o prometido foi cumprido. O filme entregue ao público é infinitamente diferente ao original em diversos quesitos. Para começar, Chucky não parece um boneco mal por natureza como a versão dos clássicos era por se tratar de um serial killer. O Buddi apenas absorve o que acontece ao redor e como melhor amigo do Andy, ele quer protegê-lo de tudo e qualquer coisa que o deixe triste ou o machuque. O boneco chega a ser um tanto quanto ciumento e possessivo, inclusive.

Além disso, toda a tecnologia usada no boneco e nos outros produtos Kaslan se tornam um dos maiores pesadelos dos humanos. O Buddi controla a televisão, ele escuta e grava o que é dito, ele comanda o “Uber” e é capaz de reunir um exército de outros Buddis. Como disse, pesadelo! O filme é um tanto quanto parecido com Black Mirror em alguns momentos.

E por falar em outros exemplares do Buddi, diferente do clássico onde só tinha a versão ruiva do boneco, neste existem tipos variados – e todos assustadoramente feios. Urso, loiro e negro são alguns dos modelos que existem no filme.

Assim como o original, este também é lotado de alívios cômicos. Porém, são tantos que parece que se trata de um filme de comédia. Quem conhece a franquia sabe que o Chucky sempre teve esse humor ácido, mas neste filme a graça está mesmo em outros pontos, como num diálogo da Karen, num momento em que Chucky fala palavrão, algum gesto e mais uma dezena de coisas. É sério, a galera gargalhava no cinema!

O novo “Brinquedo Assassino” não é um filme ruim se for visto de forma independente e sem comparar com os clássicos. Há muita coisa diferente, muitos aspectos que foram trazidos para tempos mais atuais e isso não é problema algum. Porém, é possível que aqueles que se prendem muito à franquia vejam este como um completo fiasco. Sugiro que abram o coração e apreciem o longa como o filme totalmente novo como ele é.

Além de Audrey e Gabriel, o longa traz Brian Tyree Henry, David Lewis, Ty Consiglio, Beatrice Kitsos, Hannah Drew, Kristin York, Carlease Burke, Veenu Sandhu, Nicole Anthony, Amber Taylor, Ben Andrusco-Daon e Zahra Anderson no elenco. Tyler Burton Smith assina o roteiro, Chris Ferguson, Seth Grahame-Smith, David Katzenberg e Aaron Schmidt são os produtores e a direção de fotografia é de Brendan Uegama.

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