in

Caso Von Richthofen | História irá ganhar dois filmes com pontos de vista de Suzane e de Daniel Cravinhos

Os longas estreiam simultaneamente em 2020 e serão exibidos em sessões alternadas nas mesmas salas.

Considerado um dos crimes mais chocantes ocorridos no Brasil, a história de Suzane von Richthofen, a jovem que planejou o assassinato dos pais em outubro de 2002, será contada em dois filmes, que estreiam simultaneamente em 2020. Ambos serão exibidos em sessões alternadas nas mesmas salas. Este é um formato inédito no cinema mundial, as duas versões da mesma história estão em filmagem. 

O anúncio foi feito pela Galeria Distribuidora. De acordo com a equipe responsável pelas produções, esta foi a solução artística encontrada pelos produtores para serem fiéis ao que está narrado nos depoimentos oficiais dos então namorados Suzane Von Richthofen e Daniel Cravinhos. 

“A Menina que Matou os Pais”, terá a atriz Carla Diaz no papel de Suzane e vai narrar os acontecimentos desde o primeiro encontro entre o casal de assassinos, em 1999, até a condenação do trio em 2006, na versão da própria Suzane. O outro longa, se chamará “O Menino que Matou Meus Pais” e terá a perspectiva de Daniel Cravinhos, interpretado pelo ator Leonardo Bittencourt. O elenco conta, também, com os atores Vera Zimmermann, Kauan Ceglio e Allan Souza Lima.

Para interpretar Suzane, a atriz Carla Diaz emagreceu 5kg e usou como referência filmes com assassinos emblemáticos para se preparar para o papel. Em entrevista ao UOL, Diaz mencionou “Laranja Mecânica”, “O Silêncio dos Inocentes”, “Monster: Desejo Assassino”, “Kalifornia: Uma Viagem ao Inferno”, “O Anjo e Garota Exemplar.” Além de obras de ficção, a atriz tem revisitado entrevistas e publicações da época do assassinato, assim como conversado com psicólogos e psiquiatras para o mesmo propósito.

 “Eu tinha 12 anos quando o crime aconteceu” lembra Carla. “Fui educada amando meus pais. Então não entra na minha cabeça uma filha fazer isso com os próprios pais. Olhando para a história por esse ponto de vista, assumir esse papel é um grande desafio pra mim como atriz. É uma história tão trágica e tão chocante para todo mundo. Realmente acredito que histórias assim não podem ser esquecidas.”

Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora, comentou sobre a decisão de exibir os dois filmes simultaneamente por meio de um comunicado oficial enviado à imprensa. “É um caso único no cinema mundial essa produção exatamente da mesma história porém com olhares diferentes. É uma oportunidade para o público analisar e chegar à sua própria conclusão sobre os fatos. O público brasileiro tem se mostrado engajado com conteúdos como este, especialmente os baseados em histórias reais, temos que ocupar esse espaço e oferecer ao espectador obras com qualidade e respeito.” 

Vale lembrar que a produção do filme não tem qualquer relação com os autores do crime, tudo o que se verá nas telas tem como fonte os autos do processo, que condenou Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos a quase 40 anos de prisão.  Os envolvidos com o crime não receberam dinheiro da produção, nem receberão no lançamento.

O orçamento dos longas ficou em R$ 8 milhões, valor considerado alto para produções nacionais. Autorizados a receber cerca de R$ 2 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual, os produtores resolveram abrir mão de verba pública e financiaram os longas com o próprio dinheiro. Cem por cento da verba investida é dos próprios produtores, a Santa Rita Filmes (produtora), a Galeria Distribuidora (coprodutora e distribuidora) e o Grupo Telefilm (coprodutor).

“É um caso único no cinema mundial essa produção exatamente da mesma história porém com olhares diferentes. É uma oportunidade para o público analisar e chegar à sua própria conclusão sobre os fatos”, afirma o produtor Gabriel Gurman. Marcelo Braga fala um pouco mais sobre a escolha. “Temos a mesma história contada em duas versões do crime e, o que pouca gente sabe, os bastidores anteriores ao crime. Tudo narrado oficialmente durante o processo e em especial no julgamento”.

Ambos os longas contam com a direção Mauricio Eça (“Apneia” e “Carrossel”) e roteiro assinado por Illana Casoy, criminóloga, escritora e maior especialista em serial killers do Brasil, juntamente com Raphael Montes, escritor brasileiro de literatura policial. A produção é de Marcelo Braga e Gabriel Gurman. 

Escrita por Rayane Moura

23 anos, jornalista em formação e ama aquilo que faz.

Família de roqueiros será atração musical na area vip do Rock in Rio

Com Livinho, Marília Mendonça, Turma do Pagode, ‘O Baile do Poderoso’ unirá Funk, Sertanejo e Pagode