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Crítica de Filmes

“Monster Hunter” leva o fenômeno dos games para os cinemas em um filme repleto de efeitos visuais e ação | Crítica

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Protagonizado por Milla Jovovich e Tony Jaa, o longa “Monster Hunter” chegou aos cinemas nesta quinta-feira (25). Repleto de ação e aventura, o filme é baseado no fenômeno homônimo dos games e marcou a estreia da atriz brasileira Nanda Costa no cinema internacional.

“Monster Hunter” é distribuído pela Sony Pictures e conta com a direção de Paul W S Anderson, que repetiu a parceria de sucesso com a esposa, Milla, com quem já havia trabalhado em outros projetos, como em filmes da franquia “Resident Evil”.

“Paralelo ao nosso mundo, existe outro: um mundo de poderosos e perigosos monstros que controlam seus territórios com ferocidade mortal. Quando a Tenente Artemis (Milla Jovovich) e seu esquadrão de elite são transportados através de um portal que liga os dois mundos, eles vão ser confrontados com a experiência mais chocante de suas vidas. Em sua desesperada tentativa de voltar para casa, a corajosa tenente encontra um caçador misterioso (Tony Jaa), cujas habilidades únicas permitiram com que ele sobrevivesse nessa terra hostil. Enfrentando incansáveis e aterrorizantes ataques dos monstros, os dois guerreiros se unem para lutar contra eles e encontrar um meio de voltarem para casa.”, conta a sinopse do longa.

“Monster Hunter” é ambientado em um cenário desértico com montanhas de pedra, que servem de esconderijo para os humanos, mas que também são o lar de criaturas muito perigosas. O filme chama atenção pela variedade de efeitos especiais muito bem trabalhados e criaturas perfeitamente construídas.

Além da luta pela sobrevivência e a jornada de volta para casa, o filme trabalha a amizade entre Artemis e o caçador de uma maneira interessante, tendo em vista que eles são de universos completamente diferentes e não falam o mesmo idioma. A relação que de início é bastante violenta, depois passa a ser construída com mais companheirismo a ajuda mútua.

Outro ponto interessante na Artemis é que ela é uma mulher um tanto durona e muito importante, mas ela tem uma certa fragilidade. O poder que ela demonstra no início do filme quanto aos outros agentes não foi imposto, ela conquistou aquele o respeito. Não é temida, é respeitada. Ela é vista como a chefona, mas ao mesmo tempo é querida. Geralmente, líderes são postos numa posição autoritária e menos “coração” em filmes do gênero justamente para passar ao público uma sensação de poder, de importância, mas tudo na Artemis é conquistado, zelado e isso se estende por todo o filme.

“Monster Hunter” também marca a estreia da atriz brasileira Nanda Costa no cinema internacional, o que era uma grande expectativa do público. Mesmo que a personagem da artista tenha um contribuição menor, Costa entrega muito talento ao viver falar somente em Esperanto em todo o longa.

Por mais que haja muita ação, cenas rápidas, um ambiente perigoso e eles estivessem o tempo inteiro fugindo ou lutando, o “Monster Hunter” também dá espaço para boas cenas de humor e que farão o público dar algumas gargalhadas. Para se ter ideia, a palavra “Chocolate” ganha um sentido totalmente novo no filme e bastante divertido, tendo em vista que os dois não falam o mesmo idioma.

Os fãs mais fervorosos dos games podem se sentir menos contemplados com o longa, mas é um preço a se pagar quando se adapta uma produção tão querida pelos fãs e essa cena é bastante recorrente. No entanto, para aqueles que estão abertos a uma nova história, a personagens fortes e muitos efeitos visuais, “Monster Hunter” pode ser uma boa pedida. Dependendo do desempenho deste, acredito que uma sequência poderia ser um triunfo, tendo em vista que não vimos muito da vida dos personagens em si. Seria interessante conhecê-los melhor. No mais, o filme é um bom passatempo e garante um bom momento de lazer.

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