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Doce Maravilha 2026 aposta em cenografia reutilizável e celebra manifestações populares brasileiras

Quarta edição do festival, no Rio de Janeiro, apresenta cenografia criada pela agência Mango, com reaproveitamento de materiais e processos artesanais como pintura manual, marcenaria, serralheria e costura

Otavio Pinheiro
por Otavio Pinheiroatualizado
Doce Maravilha 2026 aposta em cenografia reutilizável e celebra manifestações populares brasileiras
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O Doce Maravilha 2026 acontece a partir desta sexta-feira, dia 7 de agosto, no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, no Rio de Janeiro. Em sua quarta edição, o festival reúne shows inéditos e uma cenografia inspirada na cultura popular brasileira, criada a partir de um conceito de reaproveitamento e memória.

Com produção e curadoria criativa da agência Mango, o festival não começa do zero a cada edição. A proposta é construir uma espécie de acervo vivo, no qual elementos cenográficos desenvolvidos anteriormente são reutilizados, ganham novas funções, recebem pinturas e novas camadas e passam a conviver com peças inéditas.

“A gente sempre pensa que assim como um festival cria memórias para o público, ele também acumula sua própria memória material. Então, tentamos reaproveitar o máximo possível. Um exemplo simples é o tecido da área do palco que virou bandeirinhas, franjas da passarela”, diz Julia Paula, diretora de criação.

Cenografia do Doce Maravilha valoriza a cultura popular brasileira

A cenografia do Doce Maravilha 2026 tem como inspiração a cultura popular brasileira, o artesanato, as festas de rua, as feiras, os mercados, as técnicas manuais e os objetos presentes no cotidiano.

A identidade também se estende às lojas e marcas que participam do festival. Segundo Sarah Miranda, responsável pelo projeto de merchandising oficial do Doce Maravilha, a escolha das marcas para as collabs busca traduzir a essência do evento.

“As marcas que escolhemos para as collabs das lojinhas traduzem a essência do festival: marcas 100% brasileiras, que nasceram da vontade de expressar o Brasil”, diz Sarah Miranda, que lidera o projeto de merchandising oficial do Festival Doce Maravilha, responsável pela concepção criativa, desenvolvimento da coleção e direção do projeto.

Entre as marcas presentes nas lojinhas nesta edição estão Só Tem No Brasil, Toró, Lola Feito A Mão, Papelito, Cantão, Brownie do Luiz, Delícia Impressa e Katsukazan.

Grande parte dos elementos da cenografia passa por processos artesanais, como pintura manual, marcenaria, serralheria, costura e acabamento, realizados por diferentes profissionais.

O trabalho humano por trás da construção do festival é parte importante da identidade visual do Doce Maravilha, que nasce da união de diferentes ofícios. As placas do lago, por exemplo, são feitas manualmente pela artista Guida.

Cenografia do Doce Maravilha evolui a cada edição

Em 2026, o Doce Maravilha aprofunda sua identidade visual com uma cenografia que celebra o fazer artesanal brasileiro. Inspirado nas praças, festas populares e na riqueza das manifestações culturais do país, o festival transforma o espaço em um grande cenário de encontro, no qual arte, arquitetura efêmera e música dialogam de forma orgânica.

A construção da cenografia também considera a maneira como o público ocupa o festival ao longo dos anos.

“A cada ano, entendemos melhor como o público ocupa os espaços, quais objetos viram pontos de encontro e quais elementos se tornam marcantes. Isso faz com que cada edição seja uma evolução da anterior”, completa Julia.

Mais do que criar um ambiente para os shows, o Doce Maravilha propõe uma paisagem afetiva, na qual o público reconhece um Brasil autêntico, vivo e contemporâneo.

Entre instalações, intervenções artísticas e elementos cenográficos de grande escala, a Praça Doce se torna o coração do festival. O espaço foi pensado como um ponto de permanência, contemplação e celebração, reforçando a ideia de que a música brasileira nasceu do encontro entre pessoas, territórios e manifestações populares.

Mango assina cenografia e experiências do Doce Maravilha

Para além da cenografia

A Mango assina a concepção e a execução dos espaços do Doce Maravilha, conectando estética e estratégia para transformar cada ambiente em um ponto de encontro entre marca, música e público.

A agência é responsável pela criação e produção da cenografia dos palcos, área VIP, pórticos e pontos de foto, além da ambientação geral do evento.

Com uma visão que integra criatividade, cultura e marca, a Mango colabora com o festival desde sua primeira edição, quando desenvolveu sua identidade visual e linguagem.

Inspiradas nas festas populares do país, essas apresentações criaram palcos em movimento, nos quais cortejos, rodas e performances aproximaram o público da arte, da ancestralidade e da diversidade que definem a cultura brasileira.

Ativações de marcas também apostam na brasilidade

As experiências desenvolvidas pelas marcas que fazem parte do Doce Maravilha também têm a brasilidade como foco.

A Baer-Mate, por exemplo, terá uma ação criada pela Mango e inspirada na saída dos jogos de tênis, momento em que o jogador deixa um recado na câmera.

Já a Deezer terá a Pista Deezer, com um design que abraça o espírito do Doce Maravilha e celebra a música brasileira. A programação terá LARINHX, Só Lyma, Yasmin Lisboa, Yasmin Vilhena, Rafa Canholato B2B Babi & Bia Marques.

As ativações itinerantes também transformam a circulação pelo festival em uma jornada de descoberta e interação com as marcas.

A cada encontro, Havaianas convida o público a celebrar a cultura brasileira por meio de desafios de passinho, rodas de capoeira e outras expressões populares, premiando os participantes com pares de Havaianas.

Mais do que um brinde, a sandália se torna a recompensa por viver a experiência, fortalecendo a conexão afetiva com a marca e estimulando momentos espontâneos de celebração, movimento e pertencimento.

O festival terá, ainda, roda de capoeira, funk na bike, experiências itinerantes e muitas outras atrações.

O Doce Maravilha 2026 é apresentado por Bradesco e Corona. Entre as marcas oficiais estão Flying Fish, cerveja saborizada; Guaraná Antarctica, refrigerante; e Cantão, responsável pelo look.

A criação e realização do festival são da Bonus Track, empresa de Luiz Oscar e Luiz Guilherme Niemeyer.

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