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Entrevista | Atração do Rock in Rio, Os Caras & Carol lançam o álbum de estreia “Coisas da Vida”

Imagem: Guto Costa

Na última sexta-feira (6), a banda Os Caras & Carol lançou o primeiro álbum da carreira, “Coisas da Vida”. Produzido por Maurício Pacheco, o disco conta com 9 faixas gravadas entre 2015 e 2018. O trabalho marca a contratação do quarteto pela gravadora Universal Music

Formado em uma escola de atores no Rio de Janeiro, Os Caras & Carol misturam MPB com pop, em um som regado de influências dos anos 60, 70 e 80. A banda conta com Carolina Coutinho nos vocais, Leonardo Maciel no contrabaixo, João Loroza na guitarra e Ruvício Santos na bateria. 

Além do lançamento do álbum de estreia e do clipe de “Até Amanhã”, novo single do conjunto, Os Caras & Carol comemoram as apresentações no Rock in Rio. Durante os sete dias do evento, eles serão atração do Highway Stage, palco localizado na Rota 85, que visa homenagear o ano de estreia do evento. 

O Poltrona Vip conversou com Carolina e João, que contaram curiosidades sobre a produção do primeiro álbum e revelaram como estão os preparativos para as sete apresentações no Rock in Rio

Poltrona Vip: Vocês estão lançando o álbum “Coisas da Vida”, o primeiro da carreira. Conta um pouquinho do processo de produção do disco!

Carolina Coutinho: Foi um processo interessante porque ele não começou como álbum e, sim, como um EP. A gente teve de 2015 a 2017 para desenvolver as primeiras quatro faixas que gravamos, que são “Coisas da Vida”, “Até Amanhã”, “Cabelo” e “Máquina do Tempo”. Então, apresentamos o trabalho para a gravadora e eles disseram que ainda não era o momento. A gente não tinha material suficiente e, realmente, não era o momento. Decidimos continuar independentes, colocar uma música na internet e ver o que poderia acontecer. Até que “Cabelo” obteve sucesso e a partir dela, decidimos expandir o EP para 6 faixas mais um cover. Em 2018, gravamos mais músicas e no início desse ano, apresentamos para a gravadora e ela abraçou a causa. Sete faixas não é um álbum e não é um EP. Ao invés de lançar quatro músicas e deixar três sobrando, decidimos completar e lançar um álbum logo. Pegamos canções da mesma época, de 2015, e gravamos. São músicas que são tão coesas porque vêm do mesmo lugar e contam histórias que conversam entre si. 

PVIP: “Cabelo” é o carro chefe do álbum e teve boa aceitação do público. Vocês consideram que essa música apresenta um resumo fiel do álbum ou as outras faixas trazem vertentes bem diferentes? 

João Loroza: Agora, estamos com uma nova música de trabalho, “Até Amanhã”. Mas eu acho que “Coisas da Vida” resume bem tudo que a gente quer dizer dentro do álbum. Fala de todos os momentos e todas as angústias que a gente fala em cada música. A gente tenta resumir tudo isso em um só sentimento. Tanto que foi ela que deu nome ao álbum. 

CC: A gente espera que “Cabelo” seja uma porta de entrada para o nosso universo, que elas ouçam essa e se interessem pelas outras faixas. Tem bastante coisa no “Coisas da Vida” que as pessoas vão se interessar. 

PVIP: O clipe de “Até Amanhã” traz uma diversidade de mensagens através das imagens gravadas em chroma key. Como foi o processo criativo desse vídeo? 

CC: Um dia, eu tive uma ideia de gravar um clipe no chroma key com todo mundo vestindo calça jeans, camiseta e o mesmo sapato. Conversei com os meninos e eles acharam legal a ideia. Mas o João e o Leo sugeriram falar de festa porque eu escrevi essa música em uma festa. Aí ficamos com essas duas possibilidades: gravar no chroma ou em festa. Quando nos encontramos com Henrique Alqualo, diretor do vídeo, e apresentamos as duas ideias, ele sugeriu fazer uma festa no chroma. E foi assim que o clipe de “Até Amanhã” nasceu! 

PVIP: Vocês já conseguiram definir uma proposta visual para a banda? 

CC: Identidade visual é muito importante pra gente porque não se fala mais em música somente como um produto sonoro. É aquela coisa de não julgar o livro pela capa, mas as pessoas vão julgar. Elas vão julgar o álbum pela capa. Era importante pra gente estabelecer uma identidade para que as pessoas entendessem o “Coisas da Vida” com a estética vintage, as flores, a cor rosa e que o clipe de “Até Amanhã” fosse esquisito. Pensamos em uma vibe MTV dos anos 90, com o chroma key e sobreposição de imagens. A gente espera que as pessoas gostem porque nos divertimos muito fazendo e assistindo. 

PVIP: Vocês serão atração do Rock in Rio. Como estão os preparativos e a expectativa para a apresentação?

CC: Estamos nos preparando o máximo possível. A gente está se encontrando duas, três vezes na semana para ensaiar. Preparamos um setlist totalmente novo para acompanhar a proposta do Highway Stage, que é tocar músicas dos anos 60, 70 e 80, rock, blues e country. Vamos fazer isso com a nossa pegada, trazendo MPB e pop. Vamos tocar desde Pink Floyd a Rita Lee, Paralamas do Sucesso, Amy Winehouse, Miley Cyrus e Harry Styles. É uma mistura de todas as coisas que a gente gosta. Então, estamos ensaiando e nos preparando. Estamos cuidando da nossa cabeça. Quando fomos confirmados no Rock in Rio, ficou claro que a gente precisava melhorar como pessoas e como músicos para chegar lá. Precisávamos estar à altura da ocasião porque é uma coisa muito grande. Chega a ser absurdo pensar que tocaremos nos sete dias. A gente sabe que tudo que fizemos do dia que confirmou até hoje já nos fez pessoas e músicos diferentes. Quando começarmos e terminarmos de tocar, seremos pessoas diferentes. Porque o Rock in Rio tem esse peso na nossa vida. 

PVIP: Que tipo de projeção vocês esperam colher dessas apresentações ou preferem não pensar nisso, justamente pelo cuidado com a cabeça? 

CC: É difícil não pensar no que vem por aí. A gente adoraria que as pessoas curtissem o show e se interessassem pelo nosso trabalho. Tivemos a oportunidade de tocar em vários lugares legais do Rio de Janeiro, como o Circo Voador, a Fundição Progresso e a Marina da Glória. A gente quer sair do Rio. Já tivemos uma experiência muito legal em São Paulo tocando com a Fresno. Queremos conhecer São Paulo, o Nordeste, o Sul, o Centro Oeste, o Norte. A gente quer viajar com o nosso trabalho, que é o que todo músico quer. 

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