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Entrevista | Bryan Behr lança o álbum “A Vida é Boa” e apresenta os conceitos por trás do disco

Imagem: Divulgação/Universal Music

Com uma sonoridade que mescla folk e pop, o cantor catarinense Bryan Behr lança o álbum de estreia “A Vida é Boa”. O trabalho chega às plataformas digitais através da Universal Music

Além de intérprete, Bryan Behr assina a composição das 11 faixas do disco. A setlist é resultado de uma curadoria de 150 músicas feitas pelo artista. O material foi produzido por Juliano Cortuah e Fernando Lobo.

O sobrenome artístico, Behr, veio de uma ocasião inusitada. Nos tempos de escola, Bryan, que tem Souza na certidão de nascimento, teve a mão lida por uma colega de classe durante uma brincadeira. A “vidente” afirmou que ele se tornaria artista sob a alcunha de Bryan Behr. Há dois anos, quando começou a publicar canções na internet, o músico resolveu adotar a sugestão. 

O Poltrona Vip conversou com Bryan Behr sobre o lançamento do álbum “A Vida é Boa” e o processo de produção do trabalho; desde a capa à escolha do repertório. “Quis criar um álbum com muita dinâmica e energias diferentes em cada música”, afirmou.

Poltrona Vip: Você lança hoje o álbum “A Vida é Boa”. Como você descreve o conceito e a sonoridade do álbum? 

Bryan Behr: Quando eu fui pro estúdio fazer a seleção das músicas, a gente tinha 150 canções pra escolher 11. A gente tinha a opção de fazer um álbum que falava de várias coisas, que tinha vários temas. E foi o que fizemos. A gente quis criar um álbum com muita dinâmica e energias diferentes em cada música. No disco, você encontra músicas que eu escrevi pra minha irmã, você encontra canções muito dançantes, músicas voz e violão que falam sobre como a vida fica muito mais especial quando a gente divide com pessoas que a gente ama. Acho que esse é o conceito dele, tem bastante sinceridade no álbum. 

PVIP: Como você disse, tinha mais de 100 composições. Como foi reduzir a 11 faixas? Quais foram os critérios dessa seleção? 

BB: Foi muito difícil, cara! A gente brinca dizendo que foi um problema bom, né? Escolher 11 faixas de 150. Eu tenho um carinho muito especial por todas elas. O critério que a gente usou foi exatamente esse que eu falei: ter a oportunidade de criar um disco que falasse de várias coisas. Então, usamos isso como um guia. Vamos pegar uma música que fala sobre superação, uma sobre amor, outra que fala sobre término. A gente podia fazer outro álbum tão bom quanto com essas músicas que ficaram de fora, porque realmente ficaram várias super legais de fora. 

PVIP: Ainda é muito cedo pra falar sobre um segundo álbum, mas você pretende aproveitar esse material descartado ou começar uma produção nova do zero? 

BB: Quando finalizei o álbum, eu continuei compondo, quero compor pro resto da minha vida. Mas, com certeza, nos próximos trabalhos a gente vai usar alguma coisa que eu escrevi entre essas 139 músicas que ficaram de fora. 

PVIP: Suas canções soam como relatos bem pessoais. Como é o seu processo de composição? 

BB: Cara, eu gosto muito de compor sobre histórias que eu realmente vivi. São pouquíssimas as músicas que eu compus sem ter história de verdade por trás, não só minhas, mas também experiências de amigos e outras pessoas que eu ouvi comentando. Eu gosto muito de fazer dessa maneira porque a música, além de ter harmonia, letra e melodia bonita, carrega uma história por trás, né? Acho que ela ganha um significado muito mais especial. 

PVIP: A capa do “A Vida é Boa” remete a uma tela de pintura cheia de digitais. O que você quis transmitir com essa capa? 

BB: Bom, na verdade, a capa do álbum é realmente uma pintura. É um quadro gigante e a capa é um fragmento do quadro, uma fotografia aproximada. Eu queria de alguma maneira trazer pessoas especiais na minha vida, não só profissional como pessoal, pra dentro do álbum. Como eu posso, sei lá, colocar minha mãe no álbum? Eu construí do zero. Comprei madeira, grampeei o tecido, deixei o quadro lá em casa e chamei as pessoas, algumas eu fui visitar com o quadro dentro do carro. Elas escolhiam uma cor que representasse mais elas e colocavam a digital no quadro. Depois a gente fotografou e isso se tornou a capa do álbum. 

PVIP: Os artistas atualmente optam por lançar singles avulsos em um ciclo de tempo curto e você optou por lançar um formato completo, o álbum. Por que dessa decisão de “remar contra a corrente”? 

BB: Cara, assim… Eu tenho hábito de compor muito e estar sempre compondo músicas novas. Então, a gente estaria lançando um EP, talvez, se eu tivesse poucas músicas. Acho que pelo fato de eu ter muitas composições, isso dá a oportunidade de a gente trabalhar singles dentro de álbuns. Eu gosto muito de trabalhar dessa maneira, eu vejo minha carreira muito a longo prazo. Eu acho que, de verdade, não é remar contra a corrente. Não sei o motivo de outros artistas gravarem singles, mas eu gosto de trabalhar desse jeito e criar conceitos. A gente não ia pegar apenas uma foto bonita e jogar 11 músicas e é isso aí. A gente gosta de trazer as pessoas pra perto pra isso ficar registrado de uma maneira muito mais forte e mais bonita. Eu tenho certeza que daqui a 20 anos eu vou olhar pra trás e lembrar de como foi feito esse álbum e das faixas que ele carrega. Mas, de verdade, acho que o principal motivo de ter gravado 11 faixas é pelo fato de eu ter muitas composições. 

Ao final da entrevista, pedimos ao cantor que escolhesse três canções do próprio repertório como recomendação para quem quer começar a ouvir o trabalho dele. Se você ainda não o conhecia, dê play nas escolhas e conheça o melhor do som de Bryan Behr!

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