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Entrevista | Clau lança “Primeira Vez” e fala sobre a influência do R&B em nova fase da carreira: “O artista tem que acreditar na própria essência”

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Dona de hits como “Pouca Pausa” e “Relaxa”, a cantora e compositora Clau aposta na faixa sensual “Primeira Vez” para marcar uma nova fase da carreira. A canção chegou às plataformas digitais nesta sexta-feira (17), acompanhada de um videoclipe roteirizado pela própria cantora. 

A música é o primeiro trabalho solo da artista desde as faixas do EP “VemK”, lançado em fevereiro de 2019. “Primeira Vez” é uma composição de Rapha Lucas, que já assinou canções para Luan Santana e Sorriso Maroto.

O single é uma amostra do álbum de estreia de Clau, que já está nos preparativos finais. Conhecida por incrementar elementos da black music no trabalho, a artista mergulha de vez no R&B, uma das principais influências musicais da carreira.

O Poltrona Vip conversou com Clau por telefone para falar sobre o lançamento de “Primeira Vez” e a importância da faixa para a nova fase da artista. A estrela revelou também o que tem escutado no período de quarentena e ainda deu indicações de nomes que tem se destacado na cena nacional do R&B.  

Poltrona Vip: Seu novo single “Primeira Vez” marca ainda mais a sua transição para um som com mais influências do R&B. O que te motivou a implementar mais essa sonoridade no seu trabalho? 

Clau: É uma coisa que foi numa crescente, eu acredito, dentro do meu trabalho. Desde o início, eu trago muitos desses elementos do R&B, do hip-hop, do soul. Então, já era uma coisa natural pra mim trazer isso na minha música. Vindo como uma nova fase, um novo momento na minha carreira, foi muito importante essa reflexão de querer mostrar minha essência, mostrar minha personalidade através da minha música e da minha identidade artística. Acho que, na verdade, foi uma evolução realmente de toda minha caminhada e de tudo que eu já lancei até hoje. Sempre teve essa influência, mas agora a gente pode mostrar de forma mais expressiva.

PVIP: O R&B é um gênero que está crescendo no Brasil, mas ainda há uma certa resistência, especialmente das rádios. Do ponto de vista comercial, como você avalia o momento do gênero no Brasil e como isso impacta o seu trabalho?

C: Eu acho que é uma coisa que tem que ser feita de forma natural. Como é um gosto pessoal meu, é um estilo que eu gosto, que eu consumo e que eu admiro, então, nada mais é o que eu sinto que eu tenho que fazer. Eu acho que o artista tem que acreditar muito na sua própria essência e no que ele tem a transmitir antes de pensar no mercado ou no que tá em alta. Então, acho que é principalmente isso, sabe? O R&B é forte no Brasil, tem público, como você falou, tá crescendo, tem muitos artistas incríveis surgindo cada vez mais e poder mostrar esse meu lado também é uma forma de incentivar outras pessoas que gostam e se identificam a tomar essa atitude e ir pra esse lado da música.  

PVIP: Tem alguns nomes do R&B no Brasil que você gostaria de recomendar pro pessoal conhecer também?

C: Até nos meus próprios amigos, tem também pessoas que eu admiro muito, como Luccas Carlos. Pra mim, ele é o cara do R&B no Brasil. Inclusive, tem três músicas que eu canto com ele, então, já dá pra ver que eu realmente admiro o trabalho dele, além de ser meu amigo. O CortesiaDaCasa também é um grupo de R&B incrível do Rio de Janeiro, trazem todos esses elementos de dança e do charme. No lado feminino, tem a Budah, que é uma artista incrível do Espírito Santos que tá surgindo agora e traz muito R&B. Então, eu acho que a galera tá com tudo aí. Acho que é mais questão de realmente assumir e trazer o público pra conhecer essa música, que na verdade a galera já conhece, mas talvez não seja tão familiarizada com o nome e o conceito realmente. 

PVIP: O bom de fazer música pop é esse, né? É um gênero que permite muita fusão, é bem democrático nesse sentido.

C: Exatamente! O pop é amplo, né? Eu acho que a minha música tem trazido muito do pop porque também é minha referência de infância, de universo pop, mas eu pude sempre trazer esse lado do pop, com muita referência de hip-hop, de R&B e tá tudo conectado. A gente pode trazer de diversas formas esse estilo. 

PVIP: Falando de “Primeira Vez”, você também é responsável pelo roteiro do clipe. Como foi assumir essa outra função? 

C: Aconteceu de forma natural, na verdade. Eu gravando a música já pensava em um clipe com história. Até porque a música fala de uma história, né? Ela necessita de um contexto maior. Quando a gente decidiu que essa música se tornaria um single e que teria um clipe, eu falei ‘gente, não quero fazer um clipe cantando, dublando a música na frente da câmera, eu quero contar uma história pra galera que tá assistindo’. Foi pensando nisso que eu criei essa história e, óbvio, é uma música forte, é uma música super sensual e o clipe não poderia ser nada mais que a tradução dessa letra, que é realmente muito quente. Então, foi com todas essas informações assim que eu fui juntando minhas ideias de uma forma que envolvesse o espectador. 

PVIP: E você pensa em assumir essa função de roteirista dos próprios clipes de vez?

C: É uma coisa que eu amo desde o início, eu gosto muito de conversar e definir tudo na minha carreira. Os clipes, eu gosto de pensar realmente nesse contexto. E com certeza, é uma coisa que eu quero fazer cada vez mais, de trazer mais histórias e ter mais elementos pra minha arte. Esse é o primeiro clipe que eu tô com o nome lá como roteirista, mas da mesma forma, todos os outros clipes eu tive ideias e eu procurei me envolver no processo. Acho que cada vez mais eu quero participar também. 

PVIP: Nesse período de quarentena, o que tem embalado as suas playlists?

C: Ah, eu escuto de tudo, eu sou muito eclética. Mas nessa vibe caseira assim, eu sempre vou pra um R&Bzinho, tipo na vibe do Frank Ocean, que é mais conceitual, uma coisa que eu me identifico muito, acho muito introspectivo pra esses momentos. Aí quando eu quero ficar mais animada, quando eu quero me exercitar, criar coragem pra fazer coisas dentro de casa, coloco a Beyoncé e me sinto poderosa e tá tudo certo! Então, acho que vou indo nessas duas vibes assim.

+ Ouça: Clau conta curiosidades sobre o hit “Pouca Pausa”

PVIP: Ficamos sabendo que você está preparando mais singles ainda pra esse ano. Pode adiantar alguma coisa pra gente? 

C: Sim! Então, eu tô preparando um álbum, vai ser o meu primeiro. Tá sendo um momento super interessante pra mim porque a criação de um álbum, uma obra, é uma coisa muito especial na vida de um artista. Pensar num conceito, numa história, em toda uma relação entre as músicas. Eu tô me dedicando a esse álbum já faz alguns meses. Antes a galera nem sabia e agora há pouco tempo, eu pude falar a respeito. A música “Primeira Vez” é o primeiro passo pra esse novo projeto. É um aquecimento, digamos assim. Como faz meses que eu não lançava nada, “Primeira Vez” vem aí pra trazer um pouquinho de calor pra galera matar saudade porque daqui uns meses vem o projeto completo, que vai ser o álbum e vai ser incrível. Já tô nesse processo de composição e produção já faz um tempo e já tá quase finalizado. Não tem previsão de data, mas o que a galera pode esperar é que vem muita coisa boa. 

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