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Entrevista | Gabily lança “Cara Quente” e comenta sobre álbum de estreia; confira!

Gabily é um dos principais nomes do cenário do pop, funk e qualquer estilo que se proponha a cantar. Na última sexta (19) a cantora lançou em parceria com o DJ Pelé o single “Cara Quente”, que chegou acompanhado de videoclipe divulgado. “Tô muito feliz tô muito contente com esse clipe agora que foi um clipe que eu sempre tive vontade de fazer com a referencia da comunidade do funk 150bpm superou as minhas expectativas o resultado eu tô bem feliz.”, diz.

A produção foi gravada na comunidade Tavares Bastos, no Rio de Janeiro, e contou com a direção de Isabelle Lopes. Ao todo, foram dez horas de gravação, que iniciou pela manhã e foi até o final da tarde. “Então, foi muito tranquilo, né. A comunidade Tavares Bastos não é uma comunidade tão movimentada como outras aqui no Rio de Janeiro. Lá eles tratam a gente como se a gente fosse morador mesmo, sabe? A gente passou por várias lojinhas lá dentro da comunidade e eles sempre falavam “Ah, tudo bem? Vocês querem água? Querem um café?”. Eles abraçavam, deixavam em casa, sabe? Eu me senti abraçada lá e foi muito tranquilo de gravar a gente explorou bastante ambientes lá gravamos numa quadra em seguida fomos pra um ponto referência lá que é um bar restaurante muito incrível e assim foi, foi bem tranquilo.”

Sobre o álbum de estreia, a cantora conta que já está finalizado e conta com lançamento agendado para outubro. Além disso, Gabily adianta que o projeto mostrará toda a versatilidade da cantora. “Eu tô muito feliz por que a gente tinha várias músicas prontas finalizadas junto com meu produtor e foi uma coisa que coincidiu de acontecer por que, na real, eu tinha várias musicas produzidas do funk, pop, rap e r&b e mostrava a minha versatilidade musical, sabe? E aí eu falei “Cara, vamos unir isso. Criar um álbum pra mostrar a versatilidade da Gabily, de fato. Que a Gabily pode cantar de tudo dentro do estilo do pop” e foi quando surgiu o nosso álbum. Então, ele tá bem diversificado tá muito diferente tem de todos os estilos. A galera vai poder, de fato, literalmente conhecer quem é a Gabily de todas as formas”, conta Gabily, que completa dizendo que ainda haverá o lançamento de mais um single até o lançamento do projeto.

Sem adiantar os nomes, a cantora conta que haverão algumas participações especiais no novo projeto. Segundo ela, tem uma música do novo projeto que conta com a participação de mais dois artistas. “Tem mais dois featurings dentro de álbum. Não posso revelar ainda. Na real, são três orque de uma dessas músicas tem duas participações é um projeto também que eu tô apostando porque geralmente featuring são duas pessoas o artista e mais um coloquei dois que aí são três então assim tô bem feliz e eu acho que é a nossa aposta do álbum assim o próximo single que tá pra vir.”

A artista também fala sobre a posição do funk atualmente no Brasil e do preconceito que ainda existe com o gênero. Segundo a cantora, o preconceito ainda existe, mas hoje o funk está com uma atenção que nunca esteve antes tanto no brasil, quanto internacionalmente. A dona do hit “Revezamento” usa como exemplo o amigo Kevin O Chris, que estourou no Brasil com o hit “Vamos pra gaiola”.

“É uma honra pra mim ver artistas que saíram da comunidade, que ninguém dava nada pra pessoa. O Kevin é um exemplo muito grande disso. Eu conheci o Kevin na época que ele era DJ e trabalhava numa produtora lá em Duque de Caxias, apagadaço, ninguém dava nada pelo menino, ele sempre produziu, sempre ficou no backstage e de repente surgiu com um hit atrás do outro e você vê a Cardi B cantando uma música do Kevin O Cris e cê fica “Caramba, onde chegamos!”. Então, assim, é tudo uma questão de representatividade, é uma questão cultural.”, conta. “Hoje o funk é visto com mais respeito, ele é visto como um estilo considerável dentro do cenário musical. Então, eu fico muito feliz por que, na real, no Brasil o sertanejo que dominava né até um tempo atrás e hoje a gente tá conseguindo chegar no nível deles, tanto nas paradas quanto na aceitação do público.”, completa.

Com o crescimento do funk e reconhecimento dos artistas do segmento dentro e fora do Brasil, muitos dos artistas estão realizando turnês fora do país e levando, além de muita música, um pouco da cultura brasileira para outros públicos. Gabily conta que já teve a oportunidade de fazer shows fora do país, mas que ainda não era o momento. “Já surgiram até oportunidades pra eu fazer turnê lá fora nos Estados Unidos, na Flórida, só que a gente tá esperando o melhor momento. Por mim eu já teria ido. Artista ansioso, normal! Só que estrategicamente a gente tá esperando o melhor momento pra ir lá pra galera, de fato, conhecer a Gabily. Talvez no lançamento do álbum ir com um pouco mais de conteúdo pra galera. E com certeza, é o que eu mais quero expandir o meu trabalho não só no Brasil pro mundo.”, conta.

Gabily conta que o principal intuito do trabalho é passar a mensagem de liberdade de ser, fazer ou acreditar no que quiser. “Meu discurso sempre foi esse em todos os aspectos. A gente é livre pra fazer o que quiser, pra cantar o que a gente quiser, acreditar no que a gente quiser. É mais uma questão de conceito por trás de tudo o que a gente vive principalmente eu sendo mulher, o que dificulta um pouco mais de a gente chegar onde a gente quer devido uma série de fatores que eu acho que fica bem claro pra todo mundo. Então, eu quero trazer muito o conceito de liberdade, de desapego também a tudo o que eu venho trazendo de mudança tanto no meu visual quanto no meu estilo musical. Então, acho que se resume nisso da liberdade.”, diz.

“Eu fico muito feliz principalmente de cantar o estilo com mais tranquilidade. Eu posso hoje pelo discurso que a gente levanta da bandeira feminista, da mulher poder ser o que ela quiser, poder fazer o que ela quiser fazer, ela poder usar o que ela quiser usar. Ainda enfrentamos muitos preconceitos, porém, com uma aceitação maior.”, diz a cantora destacando a importância de levantar a bandeira do feminismo na carreira a favor de garantir mais espaço para as mulheres. “A gente tem um espaço muito grande, a gente tem uma voz pra poder falar “Eu vou usar isso e acabou e não me importa a sua opinião”. É um movimento que não engloba só o preconceito com funk, mas ao todo, o racismo, o machismo. A gente traz um conceito muito grande por trás do funk. Funk na verdade é o nosso grito de liberdade!”, finaliza.

Para os próximos meses, Gabily conta que está focada nos próximos lançamentos, tanto do single quanto do álbum de estreia, que ainda não teve data nem título divulgados. “Na real eu tô bem focada nos próximos lançamentos, no single e no álbum. Eu acredito que esse projeto vai se propagar até ano que vem então a gente vai trabalhar dentro disso mesmo. Os próximos passos estão voltados ao meu álbum, tá tudo dentro desse mesmo projeto.”

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