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Entrevista | George Henrique & Rodrigo lançam o single “Live” e falam sobre o sucesso: “Nosso foco hoje é música boa”

Imagem: Divulgação

Uma das novas promessas do sertanejo , a dupla George Henrique & Rodrigo lança nesta quinta-feira o novo single da carreira. Em “Live”, os cantores cantam a história de um homem que utiliza as ferramentas das redes sociais para reconquistar um grande amor. 

Produção de Ivan Miyazato, a canção chega às plataformas digitais como sucessor do EP “Bagunça Minha Vida”, cujo lead single homônimo já acumula mais de 80 milhões de streams acumulados. 

George Henrique & Rodrigo fundaram a dupla em Goiânia, capital do sertanejo, há 8 anos atrás. Apadrinhados por Bruno & Marrone, eles colecionam hits como “De Copo em Copo” e “Cliente Preferencial” e já fizeram parcerias com Jorge & Mateus e Zé Neto & Cristiano.

O Poltrona Vip conversou com Rodrigo por telefone. O parceiro de George Henrique falou tudo sobre o single “Live”, revelou diversas curiosidades sobre a carreira promissora e já anunciou o próximo lançamento. 

Poltrona Vip: A nova música de vocês, “Live”, foi inspirada em alguma situação real? 

Rodrigo: É uma música com tema mais atual, com todo esse contexto de internet que tá tendo atualmente. A moçada tá toda ligada. É uma música romântica, que fala de amor, só que com o digital incluído. Acho que todo mundo já passou por isso, principalmente, nos dias de hoje. Ela não é de uma experiência nossa porque ela saiu de amigos. É dos compositores Benicio Neto, Junior Gomes, Renno Poeta, Vini Show e Vinicius Poeta. Eles dizem que a história é deles, mas é uma história bem cotidiana. 

PVIP: Os trabalhos de vocês contam com produção de nomes consagrados da música sertaneja, como Ivan Miyazato e Eduardo Pepato. Como é o critério de escolha desses produtores?

R: Eu acho que cada produtor tem a sua individualidade, como qualquer ser humano. Quando a gente quer uma certa linha, a gente busca um. Quando a gente quer certa personalidade, a gente vai em outro. Dessa vez, a linha do Ivan [que produziu “Live” e o último EP] a gente quis porque ele é um grande violonista. A gente gosta muito desse lado de violão. Eu gosto muito da finalização da música dele e do [Claudio] Abuchaim [produtor e masterizador], que é da equipe dele, que tem um mix de música que nenhuma encaixa melhor pra gente. O grupo deles hoje é muito bacana. 

PVIP: Vocês são natural de Goiânia, o grande berço da música sertaneja. Como foi a formação da dupla? 

R: Somos de Goiânia sim, onde se balançar uma árvore, cai uma dupla (risos). Cara, nós somos irmãos. Essa formação foi pessoal mesmo. Nosso pai cantava, a gente participava de rodas musicais de família, íamos ver meu pai cantar desde criança. Eu tinha um pouco de vergonha e meu irmão George Henrique começou um pouquinho mais cedo, desde criancinha mesmo. Depois de uns anos, eu falei que queria seguir também e não tinha como separar. Tinha que ser nós dois. 

PVIP: Vocês foram apadrinhados pela dupla Bruno & Marrone. Como foi o primeiro contato com eles?

R: São nossos parceiros de escritório, foi quem levou a gente pro escritório atual, a Worldshow. Na verdade, foi um negócio digital também. Na época, a gente mandou pro Bruno pelo Twitter uma música nossa, “Receita de Amar”, que foi a nossa primeira lançada no Brasil. A gente nem sabia se eram eles que ficavam por trás do Twitter ou se era a assessoria, mas a gente não tinha nada a perder. E ele ouviu! Ele já cantou em bares na época do nosso pai em Goiânia e quis muito encontrar a gente. Depois que ouviu a gente cantando pessoalmente, deu tudo certo. De lá pra cá, entramos pro escritório já. 

PVIP: Como vocês definem o público de vocês hoje? Ainda é muito segmentado ou já está expandido para um público geral? 

R: Eu acho que, de uns dois anos pra cá, tem expandido. A gente abriu um pouco o foco porque a gente sempre teve um público muito eclético, mas as pessoas colocavam a gente como muito romântico ou muito segmentado pra bebida e a gente tinha capacidade pra fazer o que a gente quisesse. Nosso foco hoje é música boa, independente se é romântica, agitada ou dançante. A gente gosta de falar de coisas boas, de amores que dão certo, de coisas positivas. Esse é o nosso foco. Igual a “Live”, ela é atual, mas fala de amor. Ela pode ser escutada desde a pessoa mais velha até a pessoa mais nova que interage na internet e vai entender o contexto da música. Acho que a gente realmente tá expandido nosso público. 

PVIP: Quando vocês sobem ao palco hoje, com qual música o público mais vibra? 

R: Graças a Deus, é difícil falar isso porque a gente vem lançando de um tempo pra cá várias músicas que foram bem nas rádios e na internet. Uma tem 50 milhões, outra tem 60, outra tem 45… São todas bem cantadas. Mas vamos dizer que uma música que abriu uma boa porta pra gente e deu uma grande expandida no país foi “De Copo em Copo”. 

PVIP: “Live” é um single avulso ou é parte de um EP ou um álbum que está a caminho?  

R: É um single, mas a gente tá com um EP. Esse EP era pra ter sido lançado primeiro, mas em conclusão com a gravadora, a gente achou que “Live” era um papo diferente. Ela merecia um clipe que tem tudo a ver com ela. Mas o nosso EP tá praticamente pronto. Acho que a gente deve lançar no final de dezembro, por aí. 

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