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Música

Entrevista | Pedrão, do Cat Dealers, comenta sobre participação no Tomorrowland e lançamentos futuros

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cat dealers remix pack

Nem mesmo a pandemia é capaz de parar um dos nomes nacionais mais importantes da música eletrônica, o Cat Dealers. Embora 2020 tenha sido um ano complicado para os artistas, a dupla não para de lançar novidades desde o início do ano, além de terem participado do renomado festival Tomorrowland, lives.

Em abril, quando a pandemia já havia começado e a recomendação era que as pessoas ficassem em casa, o duo lançou a canção “Seatbelt”, em parceria da cantora americana Miranda Glory e do DJ e produtor russo Denis First, que também assina a faixa. Sucesso nas plataformas, a canção teve stems liberados para que outros produtores realizassem as próprias versões.

+ Entrevista | Lugui, do Cat Dealers, fala sobre single “Seatbelt” e lançamentos para os próximos meses

“Eu acho que atualmente ela é a nossa sexta música com mais stream no Spotify e isso é uma coisa muito boa, principalmente agora. Todo lançamento no começo você acaba tendo uma exposição maior, então às vezes o dado bom pra ver se a música está indo bem é ver alguns meses depois para ver como ela ainda está performando. E Seatbelt ainda tá performando bem.”, contou Pedrão.

No mês seguinte, aconteceu o lançamento do “Nós Somos os Cat Dealers”, documentário que conta um pouco mais da trajetória dos artistas. O projeto teve direção assinada por Lucas Pinhel e foi gravado em 2019. (saiba mais!)

Com o avanço da pandemia, os artistas tiveram que adequar a agenda e eventos que fariam este ano tiveram que ser adiados ou cancelados. O Tomorrowland Bélgica, que teria um grande evento como todos os anos, precisou ser adaptado para uma versão online e o Cat Dealers pode realizar a grande estreia no festival em julho. A participação não aconteceu de maneira desejada, mas ainda assim foi muito especial para os produtores.

“Foi especial para gente. Nossa estreia no Tomorrowland foi logo nessa edição histórica. Eu assumo que não ter o Tomorrowland presencial esse ano foi um motivo que deixou a gente triste. Nós íamos tocar no mainstage esse ano, já estava tudo marcado, mas não foi uma coisa que aconteceu só com a gente. Aconteceu com o mundo todo, muita coisa aconteceu. Então, nem tem como a gente ficar triste por não acontecer um evento desses. Teve que não acontecer para ajudar a não disseminar mais ainda esse problema que a gente está tendo.”, conta Pedrão, que completa dizendo que conseguiram entregar exatamente o que estávamos querendo entregar. “Conseguimos fazer um show 100% autoral. Nós recebemos muitas mensagens de pessoas do mundo inteiro que assistiram o nosso show, muitos brasileiros que compraram os ingressos para assistir os brasileiros.”, finaliza.

“Foi muito maneiro, eu assumo que para tudo isso que a gente tá vivendo, esse ano que estamos vivendo, o Tomorrowland online foi um dos pontos altos. Foi uma semana de muita preparação para gravar o set, gravar no estúdio. Foi uma reunião nossa aqui em casa, veio o pessoal que trabalha com gente assistir o nosso show aqui, todo mundo junto. Foi um momento bom para celebrar, mesmo com tudo isso que a gente tá vivendo.”, conta.

Além de um preço acessível, o Tomorrowland Around The World contou com uma super produção e uma lista menor de artistas presentes. Pedrão contou que os shows foram gravados com fundo verde para que os efeitos 3D fossem adicionados posteriormente, o que deu aos telespectadores a sensação de que havia um público curtindo o festival.

“A gente tinha uma ideia de como ia ser a apresentação. Sabíamos que ia ter todo um cenário produzido em 3D, nós gravamos com o fundo verde… Mas a gente nunca tinha feito isso e nem visto isso, então era só uma especulação.”, conta o DJ. “Antes tínhamos recebido uns cortes que nos deu uma noção de que era algo daquela dimensão toda, mas também não dava para ter tanta noção.”, finaliza.

“Para os artistas ficou meio que uma surpresa. A gente recebeu uns previews de como tava e tal, mas o show mesmo inteiro a gente só viu no mesmo dia que todo mundo viu. Estávamos em casa assistindo nosso show, então foi animal, foi uma baita surpresa, ficou lindo. Eles tiraram onda demais na produção!”, diz. “Eu acho que é um evento que, na minha opinião, ele deveria acontecer todo ano. Não só presencial, mas como digital, porque eu achei muito maneiro. Dá pra reunir o pessoal em casa pra ver – obviamente em épocas que puder reunir o pessoal em casa -, você consegue assistir de qualquer lugar do mundo, que pra quem que não tem condições de ir para um festival igual o Tomorrowland, de ir até a Bélgica, é uma experiência, é legal e é um preço muito acessível. Acho que era 12 euros por dia, 60 reais, para você assistir 30 shows de seus artistas favoritos. Então, é um preço acessível.”, explica.

Pedrão e Lugui lançaram neste mês uma das parcerias mais legais da carreira: o remix da faixa “Cold Feet”, single do duo canadense Loud Luxury. “Quando a gente recebeu esse convite a gente ficou amarradão, porque são artistas internacionais vindo atrás da gente, foi o único remix que teve da música. Então, assim, artistas desse nível, eles tinham praticamente quem eles quisessem para convidar e eles escolheram a gente.”, comentou Pedrão sobre a parceria.

“A gente conseguiu pegar a música, que era completamente pra cima, feliz, e colocar uma roupagem completamente diferente. Se você escutar a original e a nossa versão, você vai ver que a única coisa que a gente usa é o vocal. Não usamos mais nada da música original. Mudamos a harmonia, a melodia… mudamos tudo, só mantivemos o vocal.”, disse. “Eu acho que a gente conseguiu colocar uma sonoridade nova nesse remix, conseguimos buscar um som diferente do que a gente vinha fazendo e também diferente do que muitas pessoas vinham fazendo aqui no Brasil. Acho que ela tá bem atualizada, bem 2020. […] Eu gostei muito de ver a reação do quanto dessa música conseguiu ir para fora do Brasil e ao mesmo tempo ir bem no Brasil. Isso é raro.”, completou.

Seguindo o cronograma de lançamentos em agosto, Pedrão e Lugui foram convidados para realizar um dos remixes da faixa “Who’s Laughting Now”, sucesso da cantora Ava Max. A canção foi divulgada no último dia 12, uma semana depois do lançamento anterior, e os artistas contaram que se sentiram muito animados em realizar a parceria. (saiba mais!)

“Foi meio inusitado, assim, quando a gente recebeu. Até porque nós temos o costume de tocar muita música pop no set, mas tem muita música que a gente toca que não são tão atuais. Porque eu acho que o estilo pop atual está normalmente num BPM que não encaixa no nos nossos sets, é uma parada mais trap, mais acelerado.”, comenta Pedrão. “A gente já conhecia a Ava por causa disso, já gostávamos muito do trabalho dela, da voz dela, acho que ela tem uma voz meio diferenciada, e quando recebemos o convite ficamos amarradaço. Além de ser uma mega artista que está crescendo muito, conquistando tudo, é uma artista que a gente se amarra, que a gente toca.”, conta.

Depois de embarcarem nas lives no Youtube, Pedrão e Lugui realizaram ainda este ano shows drive-ins, um novo modelo de apresentação que “nasceu” devido ao cenário do país. O público pode, assim, assistir um bom show no conforto e segurança do próprio carro. Pedrão comenta que este novo modelo não irá substituir os shows convencionais, mas ainda assim é uma boa alternativa.

“Nada vai substituir o show presencial ao vivo, na pista e tal. Isso é óbvio. Eu acho que nem preciso falar isso. Porque tem pessoas que ficam ‘não, é muito bom’, só que óbvio não vai substituir. Mas é animal, sacou?! Pra quem tá há 5 meses sem festa, sabe, é uma ótima oportunidade não só para os artistas tocarem músicas novas, sentirem a galera ali, ver a reação, mas também pro público de ter alguma coisa diferente para fazer.”, comenta.

Os próximos meses contarão com mais lançamentos e os artistas adiantam que tem muita para ser lançada e estão com um planejamento de lançamentos mensais. Em setembro, os artistas irão divulgar um remix da música “Carry On”, de Martin Jensen. Além disso, Pedrão conta que também estão com algumas canções originais prontas, assim como o remix de “Boa Sorte”, sucesso de Vanessa da Mata, que já está nos estágios finais da parte burocrática.

“Estamos mexendo em algumas novas que também eu nunca nem mostrei pra ninguém. Enfim, tem muita novidade e a ideia é a partir de agora a gente conseguir voltar e organizar os lançamentos mensais. Fizemos agora com dois já juntos e agora vamos mês que vem lançar mais uma. A ideia é todo mês ter um lançamento, esse é o planejamento.”, finaliza.

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