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Música

Entrevista | Trilo lança “Jeitinho Down” e comenta sobre gravação de clipe: “Realização de um sonho”

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A banda Trilo lançou na última sexta-feira (19) o single “Jeitinho Down”, que está disponível em todas as plataformas digitais. Composta por Salomão e produzida por Abee, a música fala sobre a beleza das pessoas que têm Síndrome de Down e foi divulgada há poucos dias do Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março.

A canção chegou acompanhada de um videoclipe dirigido por Alex Passos e gravado em Belo Horizonte, nos estúdios Fonógrafo e Sonastério, localizado em Nova Lima, Minas Gerais. Além disso, o projeto foi realizado em parceria com o Instituto Viva Down e contou com a participação especial de diversas crianças e adultos com Síndrome de Down.

“Sensacional, maravilhoso! Primeiro, que o local que a gente foi incrível lindo demais nas montanhas lá e Minas Gerais no estúdio super top. E, meu, tocar do lado da Nic, que tem a voz que massageia Deus [risos], e do Salomão, que é uma inspiração pra mim, sempre foi uma inspiração pra mim então foi maravilhoso. Realmente foi uma realização de um sonho pra mim.”, disse Jotapê.

“Ouve essa primeira gravação, que tem uns trechos da gente cantando, e os trechos que que aparecem as crianças e os adultos com síndrome de down foram gravados no Instituto Viva Down, que houve essa parceria. Então, o Alex foi até lá fez essas imagens maravilhosas. O clipe tá muito lindo, aquelas crianças fofas!”, disse Nic, que completou falando mais do trabalho de Alex. “A ideia surgiu durante o processo, depois da nossa gravação. […] Quando recebeu, como a gente não tinha visto e realizado essa gravação, a gente ficou mais encantado porque, né, você vê ali o resultado de uma coisa que você nem tinha imaginado e o Alex é um cara… Eu não tenho nem o que falar, assim, da história dele, da relevância que ele tem, mas ele tem uma imaginação incrível e ele sabe colocar ali os elementos.”

Experiências pessoais de Salomão inspiraram a letra de “Jeitinho Down” e Jotapê conta uma história sobre uma menina, que marcou a vida do amigo de banda. “Teve uma criança em um evento que ele tava que ele chamou ela para subir para cantar junto com ele e ela cantou e encantou todo mundo. Ela conquistou o coração de todo mundo com a felicidade dela, com o amor dela. Então, ele sempre fala bastante disso e também principalmente a questão que tirar a nossa sociedade os preconceitos para com as pessoas que têm síndrome de down”, conta o artista.

Nic e Jotape comentam ainda sobre este preconceito da sociedade quanto às pessoas com a sídrome de down e que acham que elas são diferentes ou incapazes de realizarem feitos. “Muita gente acredita que a eles não são assim como nós, não consegue, fazer nada profissionalmente direito, mas isso é mentira, sabe? Então, a gente veio muito trazendo essa essa felicidade e deixando bem explícito o amor e felicidade que essa galera tem e que eles são sim gente como a gente. O Salomão pontua falando assim: ‘Todos nós temos síndromes, né? Mas nenhuma que nos torna tão amorosos, intensos, espontâneos e verdadeiros.”, diz Jotape.

Nic conta que não teve muitas experiências de convívio com pessoas com down, mas enxerga que há uma falta de profissionais e de interesse para lidar com essas pessoas. A cantora cita um exemplo claro e que percebe na própria jornada acadêmica. “O Jota é formado em Educação Física e eu em História e a gente vê isso na faculdade. A gente vê sobre educação inclusiva, a gente vê como falta dos profissionais mesmo, sabe, entenderem a importância de você estar preparado para lidar e tudo mais, para tratar da melhor maneira. E isso não tem, né.”, diz a cantora.

“A gente fala muito sobre autonomia, direitos, alguns básicos e outros que talvez meio que ninguém percebe, ninguém quer ver, né. Então, é muito importante a gente falar disso e mesmo não tendo essa experiência do convívio a gente olha para o próximo e a gente tem esse amor tem que existir esse amor né e a partir do momento que não existe esse amor tem uma coisa muito errada, assim.”, completa.

Trilo é um grupo cristão, mas com uma proposta diferente e que busca transmitir as mensagens de Deus de uma forma mais universal. “A nossa música é uma adoração a Deus só que de forma horizontal. Existe adoração de forma vertical, como Worship, que é maravilhoso também e super necessário, mas o Trilo vem com essa questão de adoração horizontal, que é isso falar do evangelho, falar do amor de Deus, falar daquilo que a gente tá vivendo, as coisas que estão acontecendo na sociedade ao nosso redor, os problemas e trazer isso nas músicas baseado na palavra de Deus”, conta Jotapê, que fala mais da sonoridade diferenciada do trio.

“Tem aquela questão de musicalidade de várias partes do Brasil. Por exemplo, você vai ver uma música que vai sair que vai ser um baião e aí tem uma outra que ela tá na pegada mais ela é animadona assim pop-rock, sabe? Então, a gente tem essa variedade e é muito importante essa variedade a gente que quer falar horizontalmente de amor de Deus para todo tipo de pessoa.”, completa.

Para os próximos meses, os artistas prometem mais lançamentos e grandes novidades, mas também ficam esperançosos e ansiosos pelo fim da pandemia para poderem reencontrar as pessoas, tocar ao vivo. “O que vocês podem esperar do Trilo é muita música boa. Esse nosso primeiro projeto ele tem 12 músicas. […] Um som muito gostoso de se escutar, de curtir com a galera.”, diz Jotapê.

“O projeto tá muito lindo, a gente tá muito ansioso. Eu acho que mais ansioso ainda é pra isso tudo passar e a gente puder encontrar galera que curte o som e fazer um ao vivo. […] A minha expectativa é essa. De chegar essa hora de passar e a gente poder se encontrar, a gente poder estar junto, mas enquanto isso não acontece a gente vai tá lançando as canções e eu espero que os nossas músicas também ajudem nesse período.”, finaliza Nic.

Formado por Jotapê, Nic Medeiros e Salomão, Trilo é um grupo cristão que aposta na mistura de sonoridades brasileiras abrangendo nova MPB, ritmos nordestinos como xote, forró, baião e passa em ondas R&B contemporâneo, com letras que abordam sobre importantes temas atuais, como inclusão social, preconceito, aceitação, comportamento, cidadania, entre outros assuntos. O produtor e diretor de vídeo Alex Passos é o idealizador do projeto, que também está por trás de outro grande nome da música gospel, o grupo Preto no Branco.

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