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Música

Faixa a faixa | Vitor Kley comenta sobre canções de “A Bolha”

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vitor kley live

Vitor Kley lançou na última quinta-feira (18) em todas as plataformas digitais o álbum “A Bolha”, que conta com participações de Jão e Vitão. O projeto traz 12 canções e traz muito romantismo, mensagens positivas e uma mistura de elementos que reforçam ainda mais o talento do músico.

“A Bolha” não demorou muito para ser finalizado, sendo necessário apenas alguns meses até que estivesse completamente pronto. O cantor conta que todo o processo de produção chegou ao fim pouco antes de todo este período de pandemia.

“A gente começou a seleção de músicas acho que no meio do ano passado, que eu me lembre. E a gente começou a selecionar, a trabalhar em estúdio em cima dele foi em novembro, final de novembro. E fomos terminar no início de março, quando tava começando a pandemia. Sorte que a gente conseguiu terminar a tempo, porque pelo menos ficamos mais tranquilos. Foi uns três, quatro meses dentro do estúdio. Fora a seleção antes.”, conta.

+ Entrevista | Vitor Kley lança álbum “A Bolha” com participação de Jão e Vitão

Confira abaixo o faixa a faixa:

Ainda Bem Que Chegou

“Ainda Bem Que Chegou” abre o projeto e é quase que uma declaração de amor para a atual companheira de Vitor, a Carol. O cantor conta que a letra fala literalmente de quando se está bem sozinho e quando se menos espera chega aquela pessoa que muda tudo, que é boa e que te deixa com o coração disparado.

“Eu era um cara que eu estava sozinhão antes de conhecer a Carol e estava de boa até. Eu falava até “ah, meu, acho que vou ficar sozinho mesmo”. E, de repente, chega uma pessoa que muda esse rumo de pensamento. Então, bem ao pé da letra mesmo, é aquela pessoa que tipo… começa “fazia tempo que não sentia o meu peito bater daquele jeito de levantar a camiseta”. Então, o coração do cara disparado, o lance de avermelhar a bochecha. Quando eu fico vermelho é bizarro, eu não consigo esconder. Então, eu fico vermelho, eu pareço um pimentão, e aconteceu isso e eu falei “nada melhor que colocar numa letra a realidade, quantas pessoas não devem se sentir assim também”. Ainda bem que chegou porque é massa quando você encontra uma pessoa que é daora contigo, e que tu gosta e tal. E assim foi a história da música.”, explicou.

Jacarandá

Já conhecida do público antes do lançamento do álbum, “Jacarandá” traz a parceria de Vitão, que foi escolhido para realizar a parceria no momento em que Kley escrevia a canção. “Eu escrevi essa música com um amigo meu chamado Timão, que é um artista também, e a gente quando escreveu logo que vimos aquela parte a gente falou “meu, tem que ser o Vitão cantando isso aqui. É a cara dele.”. Aí eu chamei ele e ele topou.“, disse.

Além disso, a história que embala a canção, e que até então era fictícia, se tornou verdadeira logo após de lançada. “Jacarandá é uma madeira, eu acho o nome lindo, e a gente inventou que tinha um romance numa escola que era na esquina da rua Jacarandá. E pela ironia do destino existia em Camboriú, lá onde nossos pais moram, existia uma escola na esquina de uma rua chamada Jacarandá. E aí o que a gente inventou provavelmente deve ter tornado realidade com algum casal. Eu vi a galera comentando no YouTube depois “eu conheci mesmo, estudei na escola da esquina”.”, conta.

Menina Linda

“Menina Linda” é a terceira faixa do projeto, mas já havia sido composta há mais tempo que as duas anteriores. Alguns dos amigos mais próximos, inclusive, já conheciam a canção romântica e pediam para que Vitor a tocasse sempre que se encontravam. “É incrível porque ela sempre teve um poder muito forte. Era aquela música que tocava assim numa roda de violão e a galera ficava “toca aquela lá, menina linda, de novo”. Ficava com a música na cabeça. Ela tem um poder muito forte de entrar na mente da galera. E ela tem um groove que foi muito pensado pro show. É uma levada que faz a galera dançar, que é um groove gostoso de ouvir. Então eu gosto que ela tem um potencial muito forte.”, conta;

Anjo Ou Mulher

“Anjo ou Mulher” traz uma sonoridade diferente e mistura elementos do samba com uma pitada de rock e é mais uma das canções feitas para a companheira. “É a música escancarada feita pra Carol. Eu falo até da novela ali. “Ela chegou quando ninguém esperava, na hora da novela me apareceu em casa”. Eu conheci ela quando ela tava começando a gravar a Nazaré lá em Portugal. Então, eu fiz essa brincadeira e realmente a Carol é um anjo, muito especial. E então eu fiquei nessa brincadeira, é uma obra de Deus, você é um anjo ou mulher. Ela deve ter vindo lá de cima. E daora que ela é minha companheira. E massa que a música ficou num embalo massa também. Muita gente escuta essa música e pira.”, diz.

“Eu brinco com a galera e falo “Esse disco poderia se chamar músicas de churrasco até sua melancolia”. Porque tem música para colocar num churrascão com os brothers, e ao mesmo tempo você pode ficar sozinho com uma luzinha de vela acesa meio introspectivo.”, completa.

O Amor é o Segredo

“O Amor é o Segredo” é o primeiro single do novo projeto do artista e para o cantor a faixa traduz muito do que o álbum quer levar às pessoas. “Fico muito feliz porque sei que essa música pôde ser uma forma de abraço nas pessoas no meio dessa pandemia. Essa música é a união de várias coisas que eu acredito. As pessoas tem que amar mais, tem que se arriscar mais, tem que usar mais o coração… Então, eu fico muito feliz por essa música ter sido o primeiro single, porque eu acho que ela traduz bem esse projeto num geral.”, diz.

Ponto de Paz

Sobre “Ponto de Paz”, Vitor conta que a inspiração para a composição foi a relação do próprio Rick com a Paula, esposa do empresário. O cantor conta que Paulinha, como chama carinhosamente, tinha acabado de dar a luz a Eva, estava sofrendo um pouco com as alterações de humor e Rick era quem a acalmava. “Ela estava bem instável hormonalmente. Ela tava uma hora triste, uma hora alegre. Ela sentia muita falta dele e ela começou a me contar que ele acalmava muito ela. E então surgiu esse refrão “Calma amor, tudo vai ficar bem, eu sou seu ponto de paz.”. E depois eu comecei a reunir mais alguns pensamentos sobre a minha carreira, sobre eu e meu irmão… e é uma das minhas favoritas essa música, na real. Tem umas frases que traduzem muito o Victor, tipo quem ele é. “Quando uma estourar as outras tudo vão estourar também. Do osso ao filé mignon, […] Mantenha o foco na missão, faça o que te faz feliz com amor no coração”. Tem muitas frases assim que dá até vontade de tatuar no corpo.” , conta.

A Bolha

Definida pelo cantor como a faixa mais louca do projeto, Kley conta que a canção retorna ao rock dos anos 2000 com muita guitarra. A escolha de “A Bolha” para dar nome ao álbum se deve literalmente à bolha que o cantor vivia, quando as pessoas queriam ditar como ele deveria ou não ser. “Ela carrega o nome do álbum porque, até comentei com uma nota oficial que eu postei no Instagram, que é muito tipo a bolha em que eu vivia. Tinham pessoas que às vezes falavam “tem que ser assim, tem que ser de um jeito.” E quando as coisas começaram a dar certo, “ah, tem que se portar assim na televisão, tem que ser assim.” E eu ficava “cara, eu tenho uma bolha, eu sou desse jeito, eu gosto de ser assim. Me deixa aqui.” E aí tem o refrão “Me deixa só nessa bolha, meu sonho é bom e eu não quero acordar”. Porque diz “cara, eu sou assim e eu to bem no meu mundo aqui. Me deixa aqui.”. Essa é a história de A Bolha.” , contou.

O Tempo

“O Tempo” traz a parceria de Vitor com o roadie da equipe e traz arranjos de cordas, piano e uma mensagem muito delicada. “Meu pai estava passando por alguns problemas ruins em casa, e aí teve esse refrão “Será que chove lá fora, ou será que a tempestade é aqui dentro?”. Às vezes a gente que tá mal com a gente, não é o mundo que tá feio. Eu acho essa música extremamente linda. O arranjo de corda, o piano… ela é muito grandiosa.”, disse.

Sua Falta

“Sua Falta” é uma das favoritas do projeto e traz um pouco de melancolia na letra, que fala de uma pessoa que sente falta da outra quando as luzes se apagam, quando a noite cai. “É uma das minhas favoritas, gosto muito dela também, porque ela tem um pé na melancolia. Para as pessoas que gostam dessas músicas um pouco mais melancólicas, com um acorde menor, e tal, vai caindo ali o baixo… Eu acho que a galera vai se amarrar. Ela fala mesmo de uma pessoa que sente falta quando as luzes se apagam. Quando chega a noite e fica aquele escuro, aquele silêncio, a pessoa sente falta de certa pessoa. Ela é muito isso. […] Acho ela profunda e muito verdadeira, atemporal. Existem n situações que ela pode ser colocada. Eu gosto muito dessa música e ela tem um quê de Oasis no fim, que acho lindo também.”, conta.

Retina

Vitor conta que “Retina” tem uma vibe meio californiana, como Red Hot Chilli Peppers, que é uma das grandes referências do artista. A canção traz muita guitarra e bateria, além de atitude e uma letra que o cantor está ansioso para tocar nos shows.

“Eu imagino ver essa música no show colocando todo mundo pra pular, uma loucura. É uma música antiga, que eu escrevi com um amigo meu lá de Itajaí. É uma música que deve ser de 2016, por aí. Eu sou muito fã desse som, o Pedro Calais, da banda Lagum, também é muito fã. Teve uma vez que ele pirou, é uma das favoritas dele. E acho que no show ela vai colocar abaixo, vai ser muito louco.”, diz.

Dúvida

Uma das mais aguardadas pelos fãs, a faixa “Dúvida” conta com a parceria de Jão e é uma das mais diferentes do projeto por trazer um pouco mais de sofrimento, algo que o dono de “Louquinho” já costuma fazer. Sobre a parceria com Jão, Vitor conta que sempre se encontravam em backstage e ocasiões aleatórias, o que acabou levando os artistas a quererem realizar uma colaboração.

“Parecia que a gente fazia as mesmas coisas, o mesmo caminho. Íamos nos mesmos programas, encontrávamos milhares e milhares de vezes nos aeroportos, nos festivais e tudo mais. E a gente tem um carinho muito grande um pelo outro, sempre falava “Vamos cantar junto!”, e tal. Só que ficava em aberto. […] Eu fiz “Dúvida”, passou um tempo, e aí falei “Cara, essa música aqui seria massa o Jão cantando”, porque ela tem um pouco de sofrimento, do cara que está na dúvida e tal. E aí quando eu chamei ele, já na hora ele falou que estava dentro. E é uma música muito, digamos, ousada, do meu álbum. Porque ela meio que tem uma mudança única bem grande, ela tem uma grandiosidade no refrão, uns arranjos bem complexos.”, termina.

Vai na Fé

Com uma pegada positiva e a favorita de Kley, “Vai na Fé” encerra o álbum. Além disso, a faixa, que foi composta há alguns anos, também traz uma mensagem que se enquadra perfeitamente no momento em que o público vive nesse momento de pandemia. “Eu sempre me amarrei nessa frase, “vai na fé”. Eu nunca escutei nenhuma música com esse título, mas quando eu ouvi isso eu falei “meu, esse é um título perfeito para uma música”. Então, quando eu comecei a escrever ela eu pensei realmente em coisas que eu estava passando e o que eu queria dizer sobre a minha vida no momento. E eu acho legal porque as pessoas se identificam muito com ela… de batalhar, de correr atrás, de fazer acontecer. […] O universo tá vendo, pode demorar o tempo que for, mas ele tá vendo que você tá na correria e as coisas vão dar certo na hora certa.“, comenta.

E ela tem um poder incrível com o coral, meio que de igreja, que a gente quis botar. Porque a música fala de fé, fala de acreditar, então sempre imaginei um coral cantando. Ficou lindo. Eu gosto dessa música e é a favorita pra mim porque ela tem um poder muito forte. A gente escuta e ela tem uma força, um bagulho assustador, mas assustador pro bem., completa.

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