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Com história densa e humana, “Fratura” trata das ações pós traumáticas e poder da mente | Crítica

A Netflix lançou na última sexta (11) o longa “Fratura”, que conta com a direção de Brad Anderson. O longa se trata de um suspense muito cheio de detalhes e sobre traumas, tristezas e o que a mente é capaz de fazer com o ser humano para lidar em tais ocasiões e situações limite.

Resumindo bem rapidamente, o longa começa com Ray (Sam Worthington) no carro com a esposa Joanne (Lily Rabe) e a filha Peri indo comemorar o feriado de Ação de Graças na casa dos sogros. A família decide parar num posto de gasolina para comprar pilhas e um refrigerante. Quando volta ao carro, Peri percebe que perdeu um espelho e o pai começa a procurá-lo. É nesse momento que a menina se afasta e é surpreendida por um cachorro. Para espantar o cachorro, o pai atira uma pedra, a menina se assusta, cai em um buraco e ele salta para tentar salvá-la.

Quando acordam, a menina reclama do braço e os pais a leva para um hospital. Chegando lá, a menina é recebida pelos médicos, várias perguntas são feitas e ela é encaminhada para alguns exames. Acompanhada pela mãe, as duas somem sem sinal algum e o hospital não sabe onde elas se encontram dizendo que elas não estiveram por lá.

O roteiro é escrito por Alan B. McElroy, é escrito de maneira que todas as coisas no filme sejam construídas para que quem assiste se sinta solidário ao sofrimento e momentos angustiantes vividos de Ray. As perguntas que a enfermeira faz, como se os pais gostariam que a menina doasse orgãos ou até mesmo o andar onde os exames “seriam” feitos, constroem um suspense muito rico em detalhes.

Worthington dá a intensidade que o personagem precisa e consegue transmitir todas as facetas necessárias para, de certa forma, enganar quem assiste mantendo a curiosidade no que irá acontecer a seguir. Já a personagem de Lily Rabe, aparece poucas vezes, o que é uma pena já que a atriz é ótima. (Quem assistiu American Horror Story irá concordar!)

Quanto ao fim, por um momento parece vazio e sem graça, mas se pararmos para refletir sobre as falas da psicóloga e tudo o que foi apresentado ao desenrolar da história, é muito fácil aceitar o final. Sem muitos spoilers, mas tentando explicar a conclusão complexa do longa, “Fratura” traz um personagem imerso em memórias, traumas e tristezas internas, que exposto a mais um momento difícil cria uma realidade alternativa para tentar se proteger de mais um trauma psicológico que sofreu recentemente.

Como dissemos acima, o longa é dirigido por Brad Anderson e um dos trabalhos mais notáveis dele é o filme “O Operário”, que conta a história de Trevor, impecavelmente vivido por Christian Bale, que trabalha numa fábrica e depois de não conseguir dormir durante muito tempo, aquilo acaba afetando não só o corpo, mas também a saúde mental do personagem. O homem em determinado momento chega a acreditar que os colegas de trabalho estão conspirando contra ele. (Não vamos dar muitos spoilers desse também!)

Os dois longas se parecem muito nesse contexto por se tratarem de histórias que falam de personagens passando por problemas psicológicos, e mesmo que com enredos diferentes, ainda trazem a similaridade de tramas humanas, com histórias mais verdadeiras e fortes.

“Fratura” não é um filme que irá agradar a todos, mas é um bom filme, com uma história bem construída, assim como os personagens. A produção está disponível no catálogo Netflix. Para assistir, clique aqui. Depois conta pra gente o que achou!

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