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“It: Capítulo 2” traz um filme extenso e completo de todas as formas | Crítica

Nesta quinta (5) chega aos cinemas o desfecho da história de Pennywise e o Clube dos Otários, o filme “It: Capítulo 2”. Com quase três horas de duração, a produção traz a versão adulta dos personagens mirins apresentados no primeiro filme, que retornam para a cidade que moravam quando crianças para derrotar de uma vez por todas o palhaço assassino. A direção ficou por conta Andy Muschietti, com roteiro assinado por Gary Dauberman.

Em comparação com o primeiro, este subiu um patamar em cada quesito. Além de ser um filme ainda mais longo que o anterior, “It: Capítulo 2” traz cenas ainda mais fortes de violência, mais alívios cômicos e mais momentos muito mais assustadores. Inclusive, filme já começa com uma cena de morte super forte envolvendo homofobia e outra violência doméstica.

E por falar em mortes, infelizmente perdemos dois integrantes do Clube dos Otários. Um bem no início do filme e outro mais pro fim. Ambos acontecimentos favoreceram de alguma forma a história e os personagens trazendo, além do drama, sentimentos bem importantes que precisavam estar ali para serem resgatados em algum momento. Porém, algumas dessas mortes podem servir de gatilho para algumas pessoas…

Um dos pontos interessantes a serem destacados, é que “o elenco cresceu” no filme e os atores adultos conseguiram dar vida aos personagens mirins e manter todas as semelhanças, como o jeito de falar, as implicâncias de criança e outros aspectos. As semelhanças, por vezes até na aparência, que realmente parece que se passaram 27 anos.

É difícil destacar um ator que se deu melhor no filme, já que todos têm uma história tão diferente dos demais e de alguma forma se conectam. James McAvoy, que é super famoso por filmes como “X-Men” e “Fagmentado”, interpreta Bill e deu a alta dose de drama que o personagem precisava. Uma das melhores cenas do ator sozinho é de longe numa atração de um parque de diversões envolvendo espelhos e quando ele ouve o irmão no boeiro mais uma vez. Já Bill Hader, que interpreta Richie Tozier, é um dos mais engraçados do filme e que possui algumas das melhores falas.

Assim como o primeiro, o filme traz uma imensa variedade de efeitos visuais, mas me arrisco a dizer que desta vez eles estão ainda mais assustadores e mais trabalhados. Isso porque não parte só do Pennywise, mas de todas as formas que ele arruma para assombrar a vida do grupo de amigos. Bill Skarsgård consegue retomar com o personagem de uma maneira ainda melhor e mais assustadora e usando de todas – eu disse todas! – artimanhas para assombrar e de certa forma até torturar o grupo de amigos. Conseguimos também ver um pouco do personagem sem toda aquela maquiagem, mas ainda assim é assustador. Pennywise é um vilão muito único, ele tem algo que é muito dele. Não é só um palhaço que mata as pessoas, mas ele consegue mexer bem naquela coisinha que faz mais mal.

Um aspecto minimamente negativo é que por ser um filme mais longo, pode acabar se tornando um tanto cansativo e, em outras palavras, entediante. Não que seja um filme chato, mas fica muito visível que algumas cenas não precisariam estar ali para fazer algum sentido no filme. “It: Capítulo 2” é cheio de flashbacks, por exemplo, alguns um tanto quanto desnecessárias.

Mesmo com esse ponto negativo, a produção se mantém muito no âmbito positivo e pode ser considerada de longe um das maiores estreias do gênero deste ano. “It: Capítulo 2” é instigante, cativante, com um roteiro denso e que não só manteve a vibe assustadora, mas procurou superar em todas as áreas. O elenco formado por Jessica Chastain, Bill Hader, James McAvoy, James Ransone, Andy Bean, Isaiah Mustafa e Jay Ryan, além de Bill Skarsgård, está em muita sintonia e isso torna do filme uma produção ainda mais incrível. Spoilerzinho, Stephen King, criador da obra, faz uma participação no filme. Ícone!

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