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Impacto cultural e momentos icônicos: Lady Gaga comemora 10 anos do disco “Born This Way”

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Lady Gaga e a legião de fãs da Mother Monster comemoram neste domingo, 23 de maio, os 10 anos do disco “Born This Way”, um dos maiores trabalhos da artista. A era recheada de polêmicas e grandes atos para a música pop trouxe composições fortes e consolidou Gaga como uma das principais vozes da geração.

O disco, que reúne mais de 1 bilhão de streams no Spotify, passeia por diversos gêneros musicais, como ópera, heavy metal, disco e rock and roll, que se fundem com elementos do eletropop e dance, além de ser fortemente inspirado no synthpop e pela música eletrônica das décadas de 80 e 90. E não foi só a sonoridade que chamou atenção, mas também a estética ousada, super trabalhada e excêntrica, que se tornou outra grande marca de Lady Gaga.

“Born This Way tem todas as batidas electrónicas e refrães de eurodance que The Fame Monster possui. Mas a surpresa é a forma com que Gaga rouba as letras de Bon Jovi, Pat Benatar, e Eddie Mony. O que torna Born This Way tão grande é que Gaga soa quente e humana. Não há um único momento no disco onde a música não está cheia de detalhes emocionais. Gaga adora as declarações fortes, pela mesma razão que ama a dance e as guitarras do metal pop, porque soam como ecos de seu coração torcido de rock and roll. Essa é a realização de Born This Way.”, escreveu Rob Sheffield na sua análise do álbum para a revista Rolling Stone.

Com uma tracklist composta de 14 faixas, o disco reuniu os singles “Born This Way”, “Judas”, “The Edge of Glory”, “Yoü and I” e “Marry the Night”, que são alguns dos maiores hits da carreira da cantora e compositora. A faixa título foi lançada em fevereiro de 2011 e apresentou ao público um pouco do que poderia se esperar do novo disco da artista.

O single “Born This Way” foi o terceiro da americana a atingir ao topo da Billboard Hot 100 e estima-se que tenham sido vendidas mais de 8,2 milhões de cópias mundialmente. A faixa se tornou rapidamente um hino de autoaceitação e a artista grita ao mundo que é perfeita e que nasceu para ser corajosa.

Uma das grandes polêmicas da era foi a comparação de “Born This Way” com “Express Yourself”, de Madonna, que é uma das grandes referências de Gaga. A mídia alimentou por muito tempo uma rivalidade entre as artistas, dizendo que a cantora estava imitando a Rainha do Pop. Além disso, Gaga foi muito criticada por grupos religiosos pelas referências cristãs do projeto, como a representação de Maria Madalena, Virgem Maria e Jesus. Bill Donahue, o presidente da Liga Católica, criticou “Judas” e definiu Gaga como “irrelevante” e uma artista que “pensa que vai ser inovadora”.

A artista que Bill qualificou como irrelevante redefiniu o pop da época ao trazer contextos políticos e outros temas muito importantes. “Born This Way” foi indicado em mais de dez premiações, tendo aparecido até mesmo no Grammy Awards nas categorias de “Álbum do Ano” e “Melhor Álbum Pop Vocal”, que perdeu para “21”, de Adele, que estava fazendo um enorme sucesso na época com “Rolling In The Deep”.

Para divulgar o projeto, Gaga percorreu diversos países com a turnê “The Born This Way Ball”, que teve shows na África, América do Norte, Central e do Sul, Ásia, Europa e Oceania, em um total de 99 datas, se iniciou em Seul, na Coreia do Sul, em 27 de abril de 2012. No entanto, a turnê teve cancelamento anunciado em 13 de fevereiro de 2013 por conta de uma lesão labral no quadril da cantora, tendo o último show sido realizado dias antes, em Montreal, no Canadá, no dia 11 de fevereiro.

O “Born This Way” não é só um dos trabalhos mais notáveis de Gaga, mas também uma das obras mais importantes para a comunidade LGBTQIA+ vindo de uma artista que sempre apoiou verdadeiramente a causa. O disco teve um impacto cultural muito grande dentro e fora música pop, além de render momentos icônicos de uma cantora que esbanja looks memoráveis e performances verdadeiramente impecáveis.

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Apenas mais um jornalista apaixonado por cinema e papelarias.

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