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Mãolee explica conceito do álbum “Confia”: “Focar na atualidade”

Foto: Divulgação

O carioca Mãolee é produtor musical, dj e um dos principais beatmakers brasileiros. Natural de Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro, ele tem se destacado na cena do rap há mais de 15 anos. A sua união com Filipe Ret, no álbum duo “Numa Margem Distante”, foi a porta de entrada para que o Brasil
conhecesse o trabalho do artista. Atualmente, o seu canal do YouTube já atingiu a marca de mais de 200 milhões de views e a proposta, segundo ele, é continuar crescendo:

“Sempre que coloco um trabalho novo no ar sinto que é como se fosse a primeira vez. Junto com o lançamento vem muita expectativa para que o público goste do novo projeto. É sempre uma surpresa, mas a sensação é maravilhosa”, conta. “Confia” é o segundo álbum solo de Mãolee, o primeiro “Bendito”, foi lançado em 2018 com 13 faixas no total. Aliás, os números do carioca chamam atenção, no Spotify ele alcança quase 300 milhões de streamings.

Para o novo álbum, Mãolee quis trazer um tom mais contemporâneo e diz que este é o trabalho mais atual que fez em todos esses anos dedicados à música. “Nos outros projetos eu sempre tentava resgatar, dessa vez quis focar na atualidade”, conta. O artista também falou sobre a escolha de ter referências do Rio de Janeiro nas suas faixas: “Em ‘Confia’ eu trago uma mistura de ritmos, um funk carioca com o paulista, passo pelo afrobeat e reforço o trap do Rio”, explica.

Mãolee tem uma relação forte com o trap carioca e comenta a importância de unir os gêneros neste trabalho: “O trap é o rap do momento. A música urbana é toda essa junção que eu trago aqui”. Ele não traz uma mescla só de ritmos, mas também de parcerias.

No novo álbum, o artista escolheu alguns nomes para colaborarem no projeto, são eles: Filipe Ret, Vulgo, Jovem Dex, Pelé Mil Flows, Tz Da Coronel, Tiee, Delacruz e Tizi. “Eles são meus parceiros de estrada, o Rio de Janeiro é essa mistura boa, a minha música tem essa característica e para um álbum solo eu não poderia fazer diferente”, conclui.

Escrita por Otavio Pinheiro