Priscilla lança “ECO” e assume controle da própria carreira: “Eu não tenho que provar nada para ninguém”
Depois de duas décadas de carreira, Priscilla inicia uma nova fase com “ECO”, seu primeiro álbum realizado de forma 100% independente lançado em todas as plataformas digitais nesta quinta-feira (13). O projeto coloca a voz da cantora no centro de uma obra construída a partir de liberdade artística, propósito e uma nova relação com a própria música.
Com dez faixas, o álbum também terá um projeto visual. “Nosso Lugar”, escolhida como faixa foco, ganha videoclipe, enquanto as demais músicas receberão vídeos lançados gradualmente ao longo das semanas. Durante a coletiva com a imprensa, Priscilla explicou que decidiu criar um momento individual para cada faixa, justamente para que nenhuma delas se perdesse depois da estreia do disco.
Confira a tracklist do "ECO":
- “Esse É o Meu Eco”
- “Nosso Lugar”
- “Não Testa”
- “Sua Demais”
- “Obsessão”
- “Melhor Sozinho”
- “Destino”
- “Meu Santo Me Guarde”
- “Doce com Amargo”
- “Respirar”
Priscilla destaca liberdade e amadurecimento ao assumir o controle da própria carreira
Na resposta à pergunta da Poltrona Vip, Priscilla afirmou que tem gostado especialmente de ver as coisas acontecendo “do meu jeito e sem burocracia, sem caos”. A cantora também destacou a satisfação de não precisar convencer ninguém sobre suas escolhas: “Eu não tenho que provar nada para ninguém. Eu não tenho que convencer ninguém do que eu quero lançar”.
A artista também revelou que a independência trouxe novas descobertas sobre sua capacidade de gestão. “Eu sou minha própria empresária e agora, sendo independente, são mais camadas ainda para eu descobrir”, afirmou, ressaltando que tem aproveitado a oportunidade para amadurecer ainda mais também como empresária, além da trajetória artística.
Um álbum que nasceu sem plano prévio
“ECO” começou de maneira despretensiosa. Priscilla contou que conheceu o produtor Laudz e iniciou algumas sessões de estúdio sem a intenção inicial de construir um álbum. Com o passar dos meses, porém, ela percebeu que aquelas músicas faziam sentido juntas e poderiam representar o momento que desejava viver na carreira.
“Eu conheci o Laudz e a gente começou a fazer algumas sessões de estúdio de forma aleatória. E conforme os meses foram passando eu percebi que as músicas que a gente estava fazendo faziam muito sentido para um álbum que eu queria lançar”, explicou. A partir daí, a artista passou a pensar no repertório, na conexão entre as faixas e na coesão do trabalho, processo que levou três anos e resultou nas dez músicas escolhidas.
A construção do disco também aconteceu a partir de uma intenção clara: colocar a voz de Priscilla como protagonista. A cantora explica que não havia uma história ou narrativa definida no início, mas havia o desejo de valorizar sua voz e permitir que a música conduzisse o projeto.
Voz como protagonista de “ECO”
Musicalmente, “ECO” aposta em uma proposta mais melódica e emocional. O repertório foi construído para valorizar a potência vocal da cantora, com músicas que exploram notas longas e diferentes regiões de sua voz.
“Esse álbum é mais melódico, né? Ele valoriza mais, prioriza as melodias que valorizam a minha voz”, afirmou Priscilla. Segundo a artista, o resultado também é emocional e confortante, com uma atmosfera que combina baladas e melodias mais arrastadas.
A escolha de não incluir participações especiais também partiu dessa proposta. Priscilla explicou que o disco se tornou um momento muito íntimo de relação com a própria voz e, por isso, fazia sentido que as dez faixas tivessem somente sua interpretação.
“Eu realmente entendia que esse álbum era um momento de eu me relacionar com a minha própria voz, um momento muito íntimo”, contou.
Por que “ECO”?
O título surgiu de maneira inesperada. Priscilla contou que sonhou com sua irmã dizendo que o nome do álbum deveria ser “ECO”. Depois disso, começou a relacionar a palavra com reflexões que já fazia sobre sua relação com a música e sobre o papel de sua voz.
A cantora passou a enxergar as músicas como uma extensão de sua voz, capazes de chegar a lugares onde sua presença física não alcança. “Eu sou uma voz. Eu sou alguém que recebeu um dom divino e eu quero que as minhas músicas cumpram um papel de levar a minha voz em lugares que meu corpo físico não chega”, afirmou.
Para Priscilla, esse conceito também está relacionado ao legado. A voz seria o ponto de origem, enquanto as músicas funcionariam como o eco que leva adiante sua história, seus valores e aquilo que deseja transmitir ao público.
“Nosso Lugar” sintetiza a proposta do álbum
Entre as dez faixas, “Nosso Lugar” foi escolhida como a música foco. Para Priscilla, a canção consegue reunir diferentes características presentes no disco e funciona como uma apresentação da nova fase.
“Ela tem uma melodia potente, ela tem uma ponte, ela tem as notas longas, ela tem o drama na letra, ela é melancólica”, explicou. A faixa também traz uma referência pop que remete, segundo a cantora, aos anos 2000 e 2010, período que ela considera uma década de ouro da música pop.
Independência como liberdade para criar
A chegada de “ECO” também marca a primeira experiência de Priscilla com um projeto totalmente independente. Depois de uma trajetória construída também dentro da estrutura de gravadoras, a artista decidiu experimentar o controle integral sobre uma obra.
Ela reforçou, porém, que a decisão não representa uma ruptura negativa com os trabalhos anteriores. “Eu fiz projetos maravilhosos durante os anos de gravadora, incríveis”, afirmou. A escolha pela independência aconteceu porque, depois de 20 anos de carreira, ela queria experimentar como seria construir uma obra tendo 100% do controle.
A autonomia também modificou a relação de Priscilla com o processo criativo. “É maravilhoso poder entrar no estúdio sem pressão e podendo mergulhar um pouco mais profundo no que meu eu artista tem para falar e deixar a arte ter autonomia também para se manifestar”, contou.
Ao mesmo tempo, a independência trouxe responsabilidades que antes eram divididas com outras estruturas. Priscilla passou a acompanhar diferentes áreas de um projeto, desde planejamento e burocracias até a gestão da carreira.
“Como minha própria empresária e enfim como eu gerencio todo um projeto independente, agora eu preciso estar na parte do 360 em absolutamente tudo”, explicou. Para ela, esse processo é um desafio que também proporciona amadurecimento.
Priscilla fala sobre o que descobriu como artista independente
“Eu não tenho que provar nada para ninguém”
Questionada pela Poltrona Vip sobre o que mais tem curtido nesta fase e o que descobriu sobre si mesma com “ECO”, Priscilla destacou a liberdade de fazer as coisas de acordo com suas próprias escolhas.
“Eu acho que é ver as coisas acontecendo com meu jeito e sem burocracia, sem caos. Eu não tenho que provar nada para ninguém”, afirmou. A cantora também ressaltou que não precisa convencer outras pessoas sobre aquilo que deseja lançar: “Eu não tenho que convencer ninguém do que eu quero lançar, porque que eu quero lançar”.
A experiência também fez com que Priscilla reconhecesse novas capacidades na própria gestão. “Eu sou minha própria empresária e agora sendo independente são mais camadas ainda para eu descobrir”, disse. Segundo ela, esse momento tem permitido amadurecer ainda mais como empresária, além da trajetória como artista.
Uma nova relação com o propósito
Ao longo da coletiva, Priscilla falou diversas vezes sobre propósito e sobre a necessidade de permitir que a arte conduza suas escolhas. Para ela, “ECO” nasceu de uma reconexão com o propósito de cantar e com aquilo que considera ser sua relação mais profunda com a música.
“Eu comecei a me reconectar com o propósito de cantar”, explicou. A partir dessa reflexão, passou a enxergar a própria voz como algo que existe para chegar ao outro e decidiu colocar esse dom no centro do projeto.
A cantora afirma que essa paixão pela música é mais importante do que qualquer resultado que o trabalho possa oferecer. “Eu sou apaixonada por esse propósito mais do que eu qualquer tipo de resultado que o meu trabalho possa me oferecer”, declarou.
Esse entendimento também aparece na maneira como Priscilla passou a lidar com as expectativas do mercado. Ela reconhece que sua música é um produto e que precisa de resultados, mas acredita que a competição não pode ser o centro de sua relação com a arte.
“Eu sou artista, eu vou morrer artista”, afirmou. Para ela, encontrar equilíbrio entre as exigências do mercado e a criação foi fundamental para continuar saudável dentro da indústria.
Uma fase mais autêntica
Aos 30 anos, Priscilla afirma estar vivendo um momento de maior segurança e confiança. Para ela, essa transformação faz parte de um processo natural de amadurecimento e se reflete diretamente na mulher e na artista que está construindo.
“Eu tenho construído uma Priscilla muito honesta, que implica em ser a minha versão mais autêntica cada vez mais”, afirmou. A honestidade aparece, inclusive, como um dos valores que considera inegociáveis, especialmente na relação consigo mesma e com o público.
Mesmo depois de duas décadas de carreira, a paixão pela música continua sendo o ponto de ligação entre a artista que começou ainda criança e a Priscilla que agora assume o controle de sua carreira.
“Acho que a paixão pela música assim, eu quando era pequena desde os dois anos queria estar vivendo música”, contou. Segundo ela, a intenção sempre foi transformar aquilo que sentia em melodia e letra, independentemente do que a carreira pudesse proporcionar.
“ECO” chega para abrir um novo ciclo
Com “ECO”, Priscilla não busca apenas apresentar uma nova coleção de músicas, mas experimentar uma maneira diferente de construir sua carreira. O projeto reúne a valorização da voz, a liberdade criativa e uma relação mais madura com as próprias escolhas.
A cantora resume esse momento como uma oportunidade de testar novos caminhos depois de 20 anos de trajetória. “Eu só quero realmente ter a liberdade de testar coisas”, afirmou, deixando aberta inclusive a possibilidade de outros formatos profissionais no futuro.
Para além dos números e das expectativas, a palavra que Priscilla escolheu para definir o sentimento deixado pelo álbum é “conforto”. “A minha música tá me trazendo conforto”, afirmou. Para ela, poder fazer a música que ama e acredita tornou essa nova etapa uma experiência reconfortante.
Próximos passos
Depois do lançamento, Priscilla já começa a pensar na adaptação de “ECO” para os palcos. A artista contou que a produção do show já está começando e que pretende realizar um grande lançamento em São Paulo, além de levar o projeto para a estrada.
“Então vou entrar no estúdio para transformar ele para o palco”, revelou. A expectativa é que 2027 seja um período importante para apresentar o novo show a fãs de diferentes lugares.
















