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Crítica de Filmes

“A Lenda de Candyman” revitaliza a história clássica com criatividade e cenas de tirar o fôlego | Crítica

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Depois de quase 30 anos de lançamento, o clássico ousado “O Mistério de Candyman” retorna para os holofotes com a sequência “A Lenda de Candyman”, que contou com direção da cineasta Nia DaCosta e produção do vencedor do Oscar Jordan Peele. A superprodução traz uma pegada mais contemporânea de uma história imersa em uma crítica social e transborda criatividade, momentos de tirar o fôlego e cenas onde o terror psicológico te deixa literalmente sem palavras.

A trama acompanha a história do artista visual Anthony McCoy (o vencedor do Emmy, Yahya Abdul-Mateen II, de “Watchmen”, “Nós”) e da parceira, a galerista de arte, Brianna Cartwright (Teyonah Parris, de “WandaVision”, “Se a Rua Beale Falasse”), que agora moram em um condomínio de lofts de luxo em do bairro Cabrini-Green, de Chicago. 

Um dia Anthony descobre, em um encontro casual com um morador de Cabrini-Green (Colman Domingo, de “Zola”, “A Voz Suprema do Blues”, “Se a Rua Beale Falasse”), a história do fantasma de um homem com gancho no lugar da mão e que aterrorizava a comunidade que vivia ali anos antes. O assassino poderia ser invocado por quem quer que fosse que falasse “Candyman” cinco vezes diante ao espelho. A partir daí, o artista vê a vida mudar completamente ao adentrar em uma sequência de acontecimentos macabros, além de conhecer o mistério que envolve o passado e que irá atingir o próprio futuro. 

Ambientado no mesmo cenário que o “O Mistério de Candyman”, o novo longa convida o público para conhecer ainda mais a fundo a lenda urbana, que traz uma história pesada de racismo e que caminha durante séculos. Ao mesmo tempo que o longa possui um roteiro bastante denso, cheio de detalhes e de acontecimentos importantes, “A Lenda de Candyman” é bastante rápido e logo nas primeiras cenas já temos certeza da experiência grandiosa que iremos vivenciar a seguir.

Ainda sobre o roteiro, “A Lenda de Candyman” faz algumas viagens ao passado para compreender melhor toda aquela história e dois grandes aliados para que todos esses detalhes se tornem mais fáceis de se absorver, já que devido ao excesso de detalhes algo poderia passar despercebido, são os diálogos incríveis – e por vezes engraçados! – e a representação em “animação” em todos os momentos em que presenciamos um pouco mais da história daquele vilão icônico.

O filme conta com um visual impecável e que ajuda a construir a ideia de contemporaneidade às cenas do presente, mas também de retratar os períodos no passado. Além das cenas mais leves, que já são muito bem elaboradas, as de assassinato também muito bem executadas e chegam carregadas de bastante estilo e dão espaço para efeitos especiais bastante satisfatórios.

Os personagens são muito bem construídos dentro das próprias características e todos agregam muito bem ao filme, desde os menores aos principais. Teyonah Parris e Yahya Abdul-Mateen II são perfeitos em cena e possuem uma química que é quase impossível desgrudar os olhos dos dois. A relação de amor, que garante bons momentos de casal, é diretamente afetada por acontecimentos bem grandes e que acabam tornando tudo bastante difícil e insustentável. É interessante assistir como essa relação caminha de forma que ao mesmo tempo que tudo está desmoronando ainda é possível sentir o amor e o afeto de um com o outro e como eles caminham juntos até o fim.

Candyman é um vilão muito humano e que possui uma motivação muito clara. O personagem nasce do trauma, da raiva e da violência contra a comunidade preta e assume a forma de um assassino imbatível pronto para causar estrago por onde passa. Candyman está longe de ser um daqueles personagens maus que a gente ama e se apaixona, mas as motivações do assassino são e sempre foram desde os títulos anteriores bastante compreensíveis. Além disso, o ator Tony Todd, que viveu Candyman em 1992, faz uma participação super especial em uma das cenas, o que reforça ainda mais o sentido do “vilão de muitos rostos” presente na produção.

Cativante e aterrorizante, “A Lenda de Candyman” se distancia das obras anteriores e cria uma atmosfera totalmente nova e original, mas não deixa de lado as referências do clássico de 1992. A parceria entre Nia DaCosta e Jordan Peele é muito prazerosa de assistir e garante uma experiência completa de visuais incríveis, efeitos impecáveis, uma produção sem defeitos, além de uma escolha de elenco incrível e que trabalha muito bem junta. O longa tem todos os elementos para ser não só um sucesso na bilheteria, mas também se tornar um dos favoritos entre os fãs do gênero. 

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