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Com shows de Lexa e Pabllo Vittar, 24ª Parada do Orgulho LGBTI+ Rio reúne 800 mil pessoas em Copacabana

No último domingo (22) aconteceu na orla de Copacabana a 24ª Parada do Orgulho LGBTI+ Rio. O evento, que teve como tema “Pela democracia, liberdade e direitos: ontem, hoje e sempre”, reuniu 800 mil de pessoas e fez referência aos 40 anos do movimento LGBTI no Brasil e 50 anos da Revolta de Stonewall, em Nova Iorque.

“Neste ano a Parada celebrou os 50 anos de luta no mundo e os 40 no Brasil. Temos muito o que agradecer às travestis, elas que enfrentaram os policiais em Stonewall e conseguiram sobreviver. Por isso estamos aqui hoje, resistindo e lutando para que ninguém mais seja vítima de lgbtifobia”, reforçou Almir França, presidente do Grupo Arco-Íris, ONG que há 26 anos organiza a marcha com o desafio de aliar festa, exaltação às liberdades individuais, o respeito à diversidade e a conscientização para que seja cumprido o recente entendimento do Supremo Tribunal Federal, que equiparou ao racismo à discriminação e à violência contra LGBTI.

O evento vem resistindo às opressões e à carência de apoio público e privado, inclusive financeiro. “Hoje em dia, amar é um ato de resistência. E resistiremos à violência e ao ódio mostrando a todos que somos capazes de amar qualquer pessoa, porque é isso que importa: respeitar, amar e resistir”, afirmou Julio Moreira, diretor sociocultural do GAI. Além disso, foram colocadas em pauta diversas vezes durante as falas dos representantes as recentes mortes a jovens no estado do Rio, como a da menina Ágatha, de 8 anos, que foi baleada nas costas em uma operação policial na última sexta-feira, no Complexo do Alemão.

O evento contou com a presença da atriz e cantora Jane Di Castro fez sua tradicional apresentação cantando o Hino Nacional em ritmo de samba. A Buser, plataforma online de fretamento colaborativo de ônibus, e o Portal Popline se reuniram em parceria e levaram para a Copacabana um trio com shows de Pabllo Vittar e Lexa, dois dos nomes mais famosos da musica pop atual. Sucessos como “Só Depois do Carnaval”, “Sapequinha”, “Problema Seu” e “Garupa”, além das recentes “Chama ela” e “Flash Pose” não ficaram de fora dos shows. A Pink Flamingo, em parceria com a Universal Music, levou para o evento o trio Agito Carioca, que contou com shows de Clau, Gabily, Brunelli, MC Rebecca, As Bahias e a Cozinha Mineira, Carol Biazin e Day.

“Hoje foi um dia histórico! Começamos a Parada, em 1995 com apenas 18 pessoas, hoje somos 800 mil pessoas aqui lutando por nosso direito de existir. A população LGBTI+ já teve algumas conquistas, como o casamento LGBTI, direito à identidade de gênero e alteração do nome para travestis e transexuais e, recentemente, a equiparação do crime lgbtifobia ao racismo. Apesar disso, o Congresso Nacional se mantém omisso diante dos nossos direitos e as políticas públicas para o enfrentamento da discriminação e violência ainda são frágeis e incipientes”, analisa Cláudio Nascimento, fundador e coordenador da Parada.

A Parada do Orgulho LGBTI+ Rio deste ano contou com apoio da FM O Dia e patrocínio da Uber, o aplicativo oficial de mobilidade, e da Buser. Além disso, pela primeira vez, a Parada recebeu o apoio de mais de uma dezena de associações e consulados de diversos países, assim como dos institutos culturais europeus reunidos na rede EUNIC Rio, que se uniram à marcha para levantarem, conjuntamente, as bandeiras do respeito, da igualdade e da diversidade.

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