Débora Nascimento está de volta às novelas e não escondeu a emoção. Na coletiva de imprensa realizada na terça-feira (20), a atriz contou o que a fez aceitar o convite para “Lá na Minha Terra”, nova novela das seis da TV Globo, e falou sobre a personagem Delfina.
Depois de sete anos longe do gênero, ela retorna à emissora em uma trama escrita por Mario Teixeira, com direção artística de Allan Fiterman. A novela estreia na segunda-feira, dia 9 de novembro, no lugar de “A Nobreza do Amor”. O último trabalho de Débora na Globo foi em “Verão 90”, em 2019.
Questionada sobre o que a levou a aceitar o convite, a atriz foi direta. Para ela, a combinação entre personagem, texto e equipe tornou a decisão fácil, e a saudade do público também pesou na escolha.
“Eu aceitei esse convite maravilhoso porque a Delfina é essa mulher. E trabalhar com essa equipe, com o Allan, o texto do Mario, foi todo um pacote irrecusável, um pacote dos sonhos. Eu falei: é esse o momento em que eu vou voltar a fazer novela, porque eu já estava com saudade de me comunicar com esse nosso Brasilzão, fazendo novela, que faz parte da nossa cultura, de uma forma tão intrínseca”, contou.
Delfina é advogada da Veredon, empresa comandada por Cesário Ávila, vivido por Daniel de Oliveira, e por Aluísio, interpretado por Gustavo Vaz. Casada com Aluísio e mãe de Francisco, ela mantém um caso com Cesário, o que adiciona mais uma camada de segredos à vida dele em São Paulo.
Na coletiva, Débora descreveu a personagem como complexa e cheia de contradições. Ela destacou a relação difícil com o marido e o papel do filho na vida de Delfina.
“A Delfina é uma mulher de muitas, muitas camadas. Ela tem uma relação bem complexa com o marido, uma relação cheia de abismos, mas que trouxe o grande amor da vida dela, que é o filho. A Delfina é muito maternal e ela exerce esse cuidado não só com o filho, mas com toda a sua volta, de uma forma muito natural. Ela gosta de cuidar, ela gosta de organizar as coisas, mas também defende a sua liberdade e questiona, a todo momento, as imposições sexistas da nossa sociedade”, explicou.
A atriz também falou sobre o que mais a atrai na personagem. Para ela, Delfina reúne uma mistura de arquétipos, e isso deixa o papel ainda mais rico de interpretar.
“É um grande prazer falar o texto da Delfina, esse texto sair da minha boca, também porque eu vejo uma mistura de arquétipos nessa personagem, que é uma mistura da amante com a guerreira. Que não pede desculpa e não pede licença por ser quem ela é. Eu acho que o que mais me encanta nela é justamente isso: essa mistura de força, sensualidade, delicadeza. É uma mulher que pode ser muitas ao mesmo tempo, sem precisar abrir mão de nenhuma dessas camadas”, disse.
Em material de divulgação da Globo, Débora reforçou essa visão da personagem. “A Delfina é uma mulher inteligente e muito maternal. Ela tem um instinto de cuidado muito presente, principalmente com a família, mas também é alguém que questiona e não aceita tudo calada. Acho que o público vai descobrir, ao longo da trama, essa mistura de força, afeto e vulnerabilidade que existe na Delfina. Ela cuida muito dos outros, mas também carrega frustrações e necessidades”, analisou.
Mais adiante na coletiva, a atriz pediu a palavra para comentar a parceria com Gustavo. Ele havia elogiado a colega ao falar do vilão Aluísio, e ela retribuiu com bom humor.
“É uma delícia, porque as cenas são intensas, é um texto que traz ali reflexão, mas também traz humor, e isso deixa esse casal uma delícia. Eu estou me divertindo demais, demais, em gravar com você e dividir o set com você, e sendo guiada também pela equipe do Allan, que deixa a gente experimentar e expandir esses personagens e essas questões. Está sendo uma delícia. E ai, o Aluísio. Tem uma coisa, gente: eu estou adorando”, afirmou.
Gustavo, por sua vez, também mandou um recado para a parceira de cena durante a coletiva. “E a Débora, minha parceira de cena, também quero deixar um beijo para ela”, disse o ator.
Produzida nos Estúdios Globo, “Lá na Minha Terra” é criada e escrita por Mario Teixeira, com colaboração de Marcos Lazarini, Letícia Mey, Mariana Torres, Pedro Alvarenga e Raul Damasceno. A novela tem direção artística de Allan Fiterman e direção geral de Pedro Brenelli.
A produção é de Mariana Pinheiro, e a produção executiva é de Lucas Zardo. A direção de dramaturgia é de José Luiz Villamarim, e a novela estreia em 9 de novembro.
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