A música country perdeu nesta terça-feira (25) uma de suas maiores representantes. Dolly Parton morreu aos 80 anos, deixando uma trajetória marcada por sucessos que ultrapassaram as fronteiras do gênero e por uma atuação que também alcançou o cinema, a televisão, os negócios e a filantropia.
A notícia foi comunicada pela família por meio de um vídeo publicado nas redes sociais da artista. Bryan Seaver, sobrinho de Dolly e seu chefe de segurança por mais de duas décadas, revelou que o anúncio havia sido preparado a pedido da própria cantora anos antes.
Segundo Seaver, Dolly queria que ele fosse responsável por comunicar sua morte aos fãs quando esse momento chegasse. Em sua mensagem, ele falou sobre a dificuldade de cumprir a promessa e destacou o orgulho de ter acompanhado a artista durante tantos anos.
Nascida no Tennessee, nos Estados Unidos, Dolly Parton começou a construir sua carreira ainda muito jovem e se tornou uma das compositoras mais importantes da música americana. Ao longo de aproximadamente seis décadas de atividade, escreveu milhares de canções e alcançou públicos muito além do country.
Entre os maiores sucessos estão "Jolene" e "9 to 5", músicas que se transformaram em clássicos e ajudaram a consolidar a imagem de Dolly como uma artista capaz de transitar entre diferentes estilos e públicos.
Outro capítulo fundamental de sua história foi a composição de "I Will Always Love You". A música ganhou uma das versões mais conhecidas da história na voz de Whitney Houston e ampliou ainda mais o alcance da obra de Dolly.
Ao longo da carreira, a cantora recebeu 11 prêmios Grammy e foi incluída tanto no Hall da Fama da Música Country quanto no Hall da Fama do Rock and Roll.
O impacto de Dolly não ficou restrito aos palcos. A artista construiu uma extensa trajetória como atriz, empresária e produtora, além de criar projetos que ajudaram a transformar sua história pessoal em iniciativas voltadas ao público.
Um dos principais exemplos é a Imagination Library, programa criado por Dolly para incentivar a leitura e distribuir livros gratuitamente para crianças. A iniciativa se tornou uma das marcas de seu trabalho filantrópico e alcançou milhões de famílias.
Dolly também esteve envolvida em outras ações sociais e chegou a doar US$ 1 milhão para pesquisas relacionadas à vacina contra a Covid-19. Seu trabalho humanitário se tornou parte importante da imagem construída pela artista ao longo das décadas.
A morte de Dolly aconteceu poucos dias depois de uma entrevista concedida à revista PEOPLE, na qual a cantora falou abertamente sobre os problemas de saúde que vinha enfrentando.
Em 21 de agosto, ela contou que havia deixado de prestar atenção à própria saúde enquanto cuidava do marido, Carl Thomas Dean, que morreu em março de 2025, após quase seis décadas de casamento. Dolly também afirmou que estava se recuperando e continuava trabalhando.
Nos meses anteriores, a artista havia cancelado ou adiado compromissos públicos por questões de saúde. Entre eles estava sua residência em Las Vegas, além de aparições relacionadas ao Dollywood, parque temático fundado por ela no Tennessee.
Mesmo diante das dificuldades, Dolly continuava planejando novos projetos. Em sua última entrevista, ela falou sobre iniciativas relacionadas à sua história e chegou a mencionar o desenvolvimento inicial de apresentações com uma versão digital de sua imagem.
A trajetória de Dolly Parton ajudou a transformar a música country em uma linguagem capaz de alcançar diferentes gerações e públicos. Sua capacidade de compor histórias, interpretar personagens e construir uma identidade artística própria fez dela uma das figuras mais reconhecidas da cultura americana.
Mais do que uma cantora de sucessos como "Jolene" e "9 to 5", Dolly se tornou uma referência como compositora, atriz, empresária e filantropa. Sua obra permanece presente em diferentes gerações e em artistas que continuam revisitando suas canções.
A morte da artista encerra uma das carreiras mais longevas e influentes da música popular americana, mas não apaga uma obra construída ao longo de décadas. Dolly Parton deixa canções que continuam sendo descobertas, regravadas e celebradas em todo o mundo.
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