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“Ilha de Ferro”, com Cauã Reyomond e Maria Casadevall, estreia na Globo nesta segunda

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Depois do enorme sucesso no Globoplay, a primeira temporada de “Ilha de Ferro” estreia na programação da Globo nesta segunda-feira (09). Com Cauã Reyomond e Maria Casadevall, a série original começa em 22h35, logo após a novela “Império”.

A produção conta a história de uma equipe de petroleiros que se divide entre os dilemas em terra firme e o clima de ebulição em alto-mar. Nesse contexto está Júlia (Casadevall), engenheira que assume a gerência da plataforma PLT-137, desencadeando a contrariedade e a paixão de Dante (Reymond), preterido do cargo.

Disciplinada e valente, ela enfrenta o ambiente hostil e misógino do trabalho em alto-mar, enquanto arrasta uma culpa pela queda fatal do marido durante uma escalada. Vinda de uma família que entende de petróleo, é neta do presidente do Sindicato dos Petroleiros, João Bravo (Osmar Prado) e filha do Ministro de Minas e Energia, Horácio Bravo (Herbert Richers Jr.).

Uma superprodução que mistura ação, drama, aventura e romance em uma história cheia de adrenalina e emoções inflamáveis. “Ilha de Ferro” é criada e escrita por Max Mallmann e Adriana Lunardi, com supervisão de Mauro Wilson, e tem direção artística e geral de Afonso Poyart, e direção de Roberta Richard e Guga Sander.

“Ilha de Ferro” será exibida às segundas e quartas após “Império”, nas terças depois de The Masked Singer Brasil, às quintas na sequência de “Sob Pressão” e às sextas após Globo Repórter.

ENTREVISTA COM MARIA CASADEVALL

Como você define a Júlia?

A Júlia tem uma personalidade bastante misteriosa e introspectiva. É também uma pessoa que carrega grandes paixões e que, desde muito cedo, entendeu que gostaria de trabalhar e de estar envolvida com as questões mais técnicas relacionadas ao petróleo, além da importância disso para o nosso país. Júlia tem ainda como grande paixão a prática do alpinismo. Durante a preparação, fiz como laboratório algumas aulas de escalada e entendi muito sobre a personalidade dela, sobre a questão da atenção, do silêncio, da solidão.

Fale um pouco sobre a relação da Júlia com o pai e com o avô.

A Júlia tem uma trajetória de vida que a gente começa a conhecer por meio de flashbacks e pelas atitudes dela. O conflito com o pai é um dos mais importantes e determinantes para o comportamento dela. Acho que quando a Júlia entende, olhando para a figura do pai, o que ela não gostaria de ser, ela consegue se auto definir. Acho isso um processo bastante humano de auto entendimento. Ao mesmo tempo, ela se reflete na figura do avô, por meio da admiração e do respeito.

O que a ela sente pelo Dante?

Acho que a Júlia tem principalmente uma admiração pelo caráter do Dante e eles têm uma afinidade de valores. Ela tem também uma atração física muito grande por aquele homem. O Dante traz para ela algo avassalador, que ela não consegue entender, mas ao mesmo tempo está totalmente tragada por aquilo.

Como a Júlia lida com o fato de estar num ambiente machista?

Ela passa por toda a questão do enfrentamento de um universo extremamente machista, ainda mais escolhendo a formação como Engenheira de Petróleo, e se impõe provando que está preparada para aquele cargo na plataforma e que é absolutamente capaz de exercer aquela autoridade.

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