O Lollapalooza Brasil deu início à sua 13ª edição com ingressos esgotados e um dia de sol que acompanhou o público ao longo da programação. O line-up, amplamente elogiado, reforçou a proposta de diversidade ao reunir artistas em diferentes momentos de carreira, muitos deles no auge. Ao todo, 56% dos ingressos vendidos foram do tipo Pass, evidenciando o interesse do público em viver a experiência completa do festival.
Pelo gramado do Autódromo de Interlagos, era possível ver fãs de diferentes estilos e gerações. Dos looks inspirados em Sabrina Carpenter ao visual all black dos fãs de Deftones, passando pela irreverência do Viagra Boys e pelo mar de leques que tomou conta do público durante o show de Doechii, o festival mostrou sua pluralidade. Também se destacaram apresentações de DJ Diesel Aka Shaq, Ruel, Edson Gomes, Horsegiirl e Kygo.
A apresentação de Sabrina Carpenter no Palco Budweiser foi um dos pontos altos da sexta-feira. Diante de uma multidão, a artista entregou um show repleto de hits e forte conexão com o público brasileiro. Durante a performance, arriscou frases em português e recebeu uma bandeira do Brasil com seu rosto, que foi exibida no palco, intensificando ainda mais a interação com os fãs.
Um dos momentos mais comentados aconteceu durante “Juno”, quando a cantora manteve a tradição de destacar uma personalidade no telão. Desta vez, a escolhida foi Luísa Sonza, levando o público ao delírio. O encerramento veio com “Espresso”, um dos maiores sucessos da carreira da artista.
O Palco Budweiser abriu com Stefanie, que se apresentou pela primeira vez com banda completa no festival. Em seguida, Negra Li trouxe um show afetivo com participação dos filhos e dividiu o palco com Gloria Groove em “Retrovisor”. Blood Orange também se destacou ao alternar entre diferentes instrumentos e apresentar faixas como “Charcoal Baby”.
Um dos nomes mais aguardados, Doechii entregou uma performance energética, com coreografias, batidas de funk e hits como “Anxiety” e “Nissan Altima”, conquistando o público brasileiro logo em sua estreia no país.
No Palco Samsung Galaxy, bandas como Terraplana, Viagra Boys e Interpol garantiram o clima alternativo, enquanto o encerramento ficou por conta do Deftones, que mesclou faixas do novo álbum com clássicos como “Change (In the House of Flies)”.
Já o Palco Flying Fish reuniu nomes como Scalene, Ruel, Men I Trust e Edson Gomes, reforçando a diversidade sonora do festival. No Perry’s Stage, DJ Diesel Aka Shaquille O’Neal e Kygo comandaram sets eletrônicos que encerraram a noite em clima de celebração.
Além dos shows, o público também foi protagonista. Fãs capricharam nos looks e mostraram a força da conexão com seus artistas favoritos. O estudante Gabriel Campos Lima, de 19 anos, veio de Brasília com um visual inspirado em um álbum de Sabrina Carpenter e garantiu lugar na grade.
Casais e grupos de amigos também mostraram como o festival agrada diferentes gostos. Enquanto alguns aguardavam por Deftones, outros priorizavam apresentações como a de Doechii, provando que a diversidade do line-up é um dos principais trunfos do Lollapalooza.
Ao final do primeiro dia, a sensação era clara: o Lollapalooza Brasil 2026 começou em alta, com público engajado, shows marcantes e uma programação que reafirma o festival como um dos mais importantes do país.
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