O acordo entre Netflix e Globo foi anunciado nesta segunda-feira (19) e é o maior de licenciamento de conteúdo já fechado entre as duas empresas. No total, 18 obras originais da Globo chegam ao catálogo da Netflix a partir de dezembro, com dublagem e legendas em vários idiomas.
O pacote reúne 14 filmes, 3 novelas e 1 série, cada um com licença para territórios diferentes. As estreias seguem em um calendário que se estende até meados de 2027, e as duas empresas afirmam que o movimento reforça a força do conteúdo brasileiro para públicos de diferentes lugares.
O maior destaque é “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. O longa terá licença apenas para o Brasil, o que significa que o público brasileiro poderá assistir ao filme no streaming a partir do calendário de estreias.
Outro título confirmado é “Vitória”, dirigido por Andrucha Waddington e estrelado por Fernanda Montenegro. Diferente do filme de Salles, a produção terá distribuição global na Netflix, o que amplia o alcance da obra para outros países.
Entre as novelas, o destaque é “Caminho das Índias”, criada por Glória Perez e dirigida por Marcos Schechtman. A trama ganhou o Emmy Internacional de Melhor Telenovela em 2009 e ficará disponível nos Estados Unidos e na América Latina, com exceção do Brasil.
Para o público brasileiro, o acordo ainda inclui sete temporadas da série de comédia “Vai Que Cola”, criada por Leandro Soares e dirigida por João Fonseca e Regis Faria. A licença da produção vale exclusivamente para o Brasil, e a lista completa das 18 obras será liberada conforme o calendário de estreias avança.
A vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil, Elisabetta Zenatti, celebrou o anúncio e já mira o futuro da parceria. Ela destacou o que as duas companhias têm em comum ao falar do acordo.
“Estamos felizes por poder levar a excelência da Globo a audiências do mundo todo. Desejamos que este acordo seja apenas o primeiro passo de uma longa parceria entre duas empresas que compartilham a ambição, o primor criativo e o compromisso de levar a cultura brasileira ainda mais longe”, diz.
O diretor de Direitos da Globo, Pedro Garcia, também comemorou o crescimento do interesse pela produção nacional em outros mercados. Ele ressaltou o papel da escala global da Netflix nessa expansão.
“Para nós, é um orgulho ver o interesse pela produção brasileira crescer em diferentes mercados. Há décadas, nos dedicamos a levar a riqueza da nossa cultura para o mundo. Ao unir essa experiência à escala global da Netflix, damos mais um passo para levar a criatividade brasileira a novas audiências, ampliando a presença e fortalecendo o reconhecimento do audiovisual brasileiro no exterior”, afirma.
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