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Televisão

“Em Nome de Deus”, produção sobre João de Deus, tem o primeiro episódio exibido na Globo

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A Globo exibe nesta quarta-feira (03) o primeiro episódio da série documental “Em Nome de Deus”, que conta a história do médium João de Deus e revela os crimes sexuais atribuídos ao curandeiro. O documentário mostra o trabalho investigativo realizado ao longo de 18 meses e traz à tona o encontro e depoimentos de algumas mulheres vítimas do líder espiritual. O programa começa às 23h30, logo após o Big Brother Brasil.

Conduzido por Pedro Bial e Camila Appel, roteirista do “Conversa com Bial”, a série de três episódios tem como ponto de partida as investigações que levaram, com exclusividade, às primeiras denúncias feitas no programa, em 2018. Na época, mulheres revelaram que foram abusadas sexualmente pelo médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, ao buscar tratamento espiritual em Abadiânia, interior de Goiás.

Os dias que se seguiram à exibição do “Conversa com Bial” foram tomados por grande repercussão e perplexidade, enquanto centenas de outros casos começaram a vir à tona. Em questão de dias, João de Deus foi indiciado e, posteriormente, condenado a prisão.

“Em Nome de Deus” conta com relatos de vítimas do médium, como a própria filha de João de Deus. O estúdio também o palco do primeiro encontro destas mulheres, que, emocionadas, se reuniram para contar as próprias histórias. “‘Em Nome de Deus’ é a história de mulheres e de sua coragem de reagir. Mais do que resistir, de agir, a partir do sofrimento, da humilhação e do massacre que sofreram. É um documentário sobre a voz das mulheres”, disse Bial.

A série também revela a vida paralela do ex-líder espiritual, a sua ampla rede de proteção e as denúncias de outros crimes graves. O documentário ainda acompanha passo a passo a investigação da equipe no Brasil e no exterior, em viagens para a Holanda e Estados Unidos, revelando supostos crimes cometidos além de Abadiânia, interior de Goiás. Uma das celebridades mais próximas de João de Deus, a apresentadora Xuxa Meneghel dá um depoimento contundente sobre sua decepção com o médium. O documentário também analisa a popularidade dos curandeiros espirituais no Brasil.

A série documental “Em Nome de Deus” tem argumento e criação de Pedro Bial, direção de conteúdo de Fellipe Awi e direção de Monica Almeida, Gian Carlo Bellotti e Ricardo Calil.

Entrevista com Pedro Bial

Como você avalia a exibição de ‘Em Nome de Deus’ na TV aberta?

PB: A exibição na TV aberta para nós é uma grande realização e uma alegria, porque quando a gente faz algo desse tamanho, com essa paixão e dedicação – fizemos a finalização e a edição da série em meio à pandemia – queremos ser vistos pelo maior número de pessoas. Acho significativo que, quase um ano depois da estreia no Globoplay, a série não tenha perdido em nada a atualidade, relevância ou pertinência. Eu acho que ali temos alguns vislumbres do Brasil, de distorções que o país permite que cresçam e façam mal a muita gente, e de como os brasileiros caem fácil, e com gosto, em discursos messiânicos, mitificadores e buscam soluções mágicas.

Na sua opinião, qual será o impacto do grande público ao assistir a série?

PB: Esperamos que esse público ampliado da série possa levar a mais reflexão e a mais tomada de consciência de mulheres, homens e dos brasileiros em geral.

Entrevista com Camila Appel

Como você avalia a chegada de uma série como ‘Em Nome de Deus’ na TV aberta?

CA: É muito gratificante saber que ‘Em Nome de Deus’ será exibida na TV aberta. A repercussão do lançamento no Globoplay nos indicou como, a partir de um caso específico, é possível criar ressonância com histórias individuais. Na época, eu recebi muitas mensagens de pessoas que foram inspiradas por essa série para finalmente contar seus casos a familiares e irem adiante com suas denúncias. Saber que um documentário como este pode alcançar milhões de brasileiros é apostar que esse potencial reverbere ainda mais.

Do ponto de vista de quem mergulhou nas investigações, o que o grande público pode esperar de uma série como essa?

CA: Torço para que a tragédia exposta pelas pessoas nesta série documental seja catalisadora e que algo bom e bonito surja para cada um que a assista. O abuso sexual e a violência são injustificáveis e inaceitáveis.

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