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Crítica de Filmes

“Eternos” traz personagens apaixonantes e necessários em cenas de ação incríveis | Crítica

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“Eternos”, o tão aguardado longa da Marvel Studios, chega aos cinemas nesta quinta-feira (4) e traz uma construção diferente de tudo o que já foi visto. A prpdução é ainda mais sensível e didática que os títulos lançados anteriormente, mas mantém algumas das características mais importantes da MCU e promete estar na lista dos favoritos dos fãs.

A trama acompanha uma raça de seres imortais chamada de Eternos, que viveram durante a antiguidade da Terra, moldando a própria história e as civilizações enquanto batalhavam contra os malignos Deviantes. Longe da ameaça destes, eles continuaram na Terra construindo relações e levando vidas comuns, até que uma grande missão os reúne novamente. 

Já no início do longa somos apresentados aos personagens e podemos presenciar em uma cena de luta impecável os poderes de cada um, assim como os primeiros efeitos visuais e uniformes, que é tudo muito diferente do que foi visto anteriormente na MCU. Após isso, somos levados para o presente, onde os personagens vivem vidas mais calmas e “humanas”, mas sempre se mantendo em alerta.

Repletos de personalidade e carisma, os personagens possuem características muito diferentes uns dos outros e se destacam individualmente dentro da história como um todo. Os heróis são cheios de camadas e traços que tornam mais fácil se conectar com cada um deles, de sentir os sentimentos e compreender algumas decisões ao longo da trama.

Sersi, por exemplo, é vivida por Gemma Chan e é a mais empática de todos, gentil, vulnerável e sensível. Kingo, por outro lado, se tornou uma grande estrela de cinema de Bollywood neste longo período longe dos Deviantes e protagonizou momentos e diálogos bastante divertidos. Kumail Nanjiani brilhou demais aqui.

Um grande destaque no elenco, é a atuação de Angelina Jolie, que vive a complexa Thena. A personagem é uma guerreira superpoderosa e que vive momentos difíceis ao lado dos companheiros. A heroína, que parece estar sempre perto de se tornar uma grande vilã, precisa aprender a assumir o controle da própria mente, o que nem sempre será fácil.

Todos tiveram a chance de conquistar o público em cenas memoráveis, sensíveis, românticas e representativas. E por falar em representatividade, o longa traz Lauren Ridloff, que dá vida à superveloz Makkari, a primeira super-heroína surda no MCU. Já Brian Tyree Henry vive o inteligente inventor de armas e tecnologia Phastos, que é assumidamente gay, casado e pai. Dois acertos enormes da Marvel nesta produção.

O longa tem direção de Chloé Zhao e marca a estreia da vencedora do Oscar em produções Marvel. Zhao, que possui uma visão muito única no cinema, conseguiu dar ao título uma cara nova dentre as produções já lançadas em outras fases, mais sensível e profunda, mas sem deixar de lado toda a energia dos filmes de super-heróis.

Embora mantenha as características das produções Marvel, que sempre trouxeram para a tela humor, personagens marcantes e cenas de luta bem elaboradas em um equilíbrio, “Eternos” faz uso de uma outra fórmula ao contar esta história. O ritmo é diferente, os diálogos são mais explicativos, mas tudo contempla a trama de uma maneira detalhada e fácil. O filme traz um roteiro impecavelmente trabalhado e que explica de forma direta e bastante sutil cada um dos detalhes da trama e dos personagens, além de ser construído com muitos flashbacks, o que é sempre uma escolha arriscada por conta do ritmo da produção, mas aqui foram perfeitamente elaborados e ajudam muito. 

Assim como em diversos filmes da Marvel, entre os pontos altos da produção estão as cenas dos combates. As sequências de tirar o fôlego esbanjam elegância, efeitos muito bem trabalhados e que evidenciam os poderes de cada um dos personagens, além da sintonia que existe entre eles. Somando os detalhes expostos acima, à trilha sonora de Ramin Dwajadi e uma fotografia impecável, o sucesso é certeiro.

“Eternos” chega criando um universo inteiramente próprio com apenas algumas referências ao que já aconteceu nas fases anteriores da MCU e esbanja originalidade desde os primeiros segundos de cena. É divertido, faz piadas e referências engraçadas, como ao universo da concorrente DC ou “Game Of Thrones”, e não se perde ao contar uma história inteiramente nova.

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Sem muitos problemas de execução, a produção é um dos maiores acertos da Marvel desde a contratação de Chloé Zhao, até a representatividade contida nas cenas e outros detalhes que fazem deste uma experiência incrível e que, com certeza, estará na lista dos favoritos de muitos fãs.

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