Lázaro Ramos comenta primeiro vilão da carreira em “A Nobreza do Amor”: “Nunca foi um sonho”
A próxima novela das seis da TV Globo,“A Nobreza do Amor”, estreia no dia 16 de março e promete apresentar ao público uma história marcada por disputas de poder, ancestralidade e grandes reviravoltas. Ambientada no reino fictício de Batanga, na costa ocidental da África, a trama traz Lázaro Ramos em um desafio inédito na carreira: interpretar o vilão Jendal.
Escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández, a novela apresenta Batanga como um reino rico em recursos naturais e marcado por uma história de resistência. No passado, o território foi colônia portuguesa e conquistou sua independência no final do século XIX após uma guerra liderada pelo rei Cayman II, interpretado por Welket Bungué, ao lado da rainha Niara, vivida por Erika Januza.
Entre os aliados do monarca está justamente Jendal, primeiro-ministro do reino e homem de confiança da coroa. No entanto, por trás da posição política respeitada, o personagem esconde ambições que irão mudar o destino de Batanga.
Primeiro vilão da carreira
Durante coletiva de imprensa da novela, Lázaro falou sobre a experiência de interpretar um antagonista pela primeira vez na televisão. “Curiosamente, nunca foi um sonho da minha vida fazer vilão. Acho que muito pela demanda e pela urgência das nossas pautas. Meu sonho sempre foi fazer herói, fazer anti-herói, para mostrar a humanidade desses personagens.”, contou.
Segundo o ator, a decisão de aceitar o papel veio após a leitura do roteiro. O projeto chamou atenção pela proposta narrativa e pela construção do universo da trama. “Quando o Elísio me pediu para ler a novela, eu estava até envolvido em outro projeto, para dar uma opinião. E eu falei: ‘Olha, não só gostei como eu quero fazer’. Porque eu vi que tinha algo novo ali.”
"Acho que tem uma complementaridade que a gente sempre sonhou, sabe? Muitas vezes a gente fazia novelas em que o personagem não tinha família, era você sozinho. Não tinha irmão, primo... às vezes tinha mãe, avô e tal. E essa novela traz vários perfis.", completou.
Na história, Jendal aproveita sua posição dentro do governo para consolidar poder e, com o apoio dos ingleses, dá um golpe que muda completamente o rumo da narrativa. O personagem toma o trono de Batanga e se autoproclama rei, ordenando a execução da família real.
Um vilão em meio a um grande universo
Para Lázaro, interpretar Jendal também significa explorar novas possibilidades dramáticas dentro de um projeto que mistura política, romance e fantasia histórica. “Está sendo uma alegria imensa fazer esse vilão, que é tão bem escrito por essa equipe de autores. Também está sendo uma descoberta esse prazer de falar coisas absurdas, maldades mesmo.”
O ator também destacou o entusiasmo em participar da construção visual e simbólica da novela, que aposta em cenários grandiosos, figurinos elaborados e referências culturais africanas. “Cada cenário que eu chego eu fico mais encantado, cada figurino que eu vejo eu fico mais encantado, cada atuação dos colegas na chamada que passa eu fico mais encantado. É muito bom poder fazer parte desse momento de estar criando esse imaginário desse reino.”
A princesa que desafia o tirano
A trama ganha ainda mais tensão com a presença da princesa Alika, interpretada por Duda Santos. Filha única do rei Cayman e da rainha Niara, ela é prometida em casamento a Jendal como forma de proteger a dinastia de uma ameaça revelada pelo oráculo do reino.
No entanto, a jovem se rebela contra o destino imposto e passa a interferir em decisões políticas importantes, como acordos comerciais envolvendo o tungstênio, metal responsável por sustentar a economia de Batanga. Após o golpe liderado por Jendal, Alika e Niara são obrigadas a fugir do país e encontram refúgio no Brasil, iniciando uma jornada para recuperar o trono e restaurar a honra da família real.
Um reino que conecta África e Brasil
Ao longo da história, a novela também estabelece pontes culturais entre os dois continentes. Parte da trama se desenvolve no interior do Rio Grande do Norte, onde mãe e filha passam a organizar a resistência contra o novo rei.
Lázaro destacou que participar dessa construção narrativa tem sido especial também pela conexão com o Nordeste brasileiro. “É muito bom poder fazer parte desse momento de estar se criando esse imaginário desse reino, dessa princesa e dessa viagem de conexão que ela faz. E estar fazendo isso com o Rio Grande do Norte também tem sido uma felicidade enorme.”
Com romance, conspirações políticas e disputas por poder, “A Nobreza do Amor” promete apresentar ao público uma história épica sobre identidade, ancestralidade e luta por justiça, tendo Jendal como um dos grandes antagonistas da trama. Confira abaixo como foi a festa de lançamento da novela:




















