A serial killer Aileen Wuornos é o grande destaque de "Monstro: A História de Lizzie Borden", que chegou ao catálogo da Netflix nesta quinta-feira (17). Interpretada pela atriz Sarah Paulson, a figura histórica desperta o imediato interesse do público em descobrir quem foi a mulher condenada à morte por assassinar sete homens nas rodovias dos Estados Unidos.
Nascida no ano de 1956, Wuornos enfrentou uma vida estruturada em abusos físicos, psicológicos e extrema vulnerabilidade desde a primeira infância. Durante sua juventude e fase adulta, ela passou a trabalhar como prostituta nas margens das rodovias do estado norte-americano da Flórida para garantir o próprio sustento.
A jornada letal da mulher aconteceu em um período curto e intensamente violento, especificamente entre 1989 e 1990, quando ela vitimou fatalmente sete homens. Todos os crimes foram cometidos através de disparos de arma de fogo e sempre depois que os clientes a procuraram para serviços sexuais.
Durante as audiências de seu julgamento, a ex-trabalhadora sexual sempre afirmou ter agido unicamente em legítima defesa contra ataques de seus clientes. Ela declarou em depoimentos oficiais que todas as vítimas a estupraram ou tentaram cometer violências severas, o que forçou sua reação letal para continuar viva.
Os jurados e o rígido sistema judicial da época não deram credibilidade às suas alegações de sobrevivência nas ruas. A mulher terminou condenada à morte por seis dos sete homicídios registrados, recebendo a pena de injeção letal em outubro de 2002.
Antes da aparição na nova temporada de “Monstros”, a trágica cronologia da serial killer já havia sido eternizada na indústria do cinema. A estrela sul-africana Charlize Theron deu vida à criminosa no aclamado longa-metragem “Monster: Desejo Assassino”, que estreou oficialmente em 2003.
Essa elogiada e visceral performance rendeu a cobiçada estatueta do Oscar de Melhor Atriz, fixando definitivamente a imagem da assassina no entretenimento global. Agora, o arco ganha a direção dramática do streaming, mesclando-se com a história da própria Lizzie Borden, vivida pela atriz Ella Beatty.
A narrativa da antologia busca explorar justamente o ponto em que a repressão e os traumas estruturais empurram mulheres para limites de violência irreversível. A volta de Wuornos ao centro das telas mantém viva a discussão complexa que divide opiniões entre o determinismo da miséria e a pura crueldade.
Relembre a premiada atuação cinematográfica que ajudou a imortalizar a trágica e violenta trajetória da assassina em série na cultura pop internacional: