Halsey estreou no Palco Mundo do Rock in Rio neste domingo (13) com um espetáculo marcado por teatralidade, guitarras pesadas e referências a diferentes fases de sua carreira. Mesmo sob chuva, a cantora transformou a apresentação em um show visualmente elaborado, seguindo a proposta de “The Girl in the Tower”, projeto que ela havia apresentado como a última performance dessa fase.
A abertura veio com “Nightmare”, seguida por “The Mother”, “I am not a woman, I’m a god” e “Castle”. O repertório atravessou diferentes momentos de sua trajetória e passou também por “You Should Be Sad”, “The Maiden” e “Dog Years”, reforçando a opção por um espetáculo que mistura pop, rock, elementos eletrônicos e performance.
Um dos diferenciais do show foi justamente a força das guitarras e da bateria, afastando a cantora de uma leitura mais ligada ao pop eletrônico. Essa escolha também apareceu em músicas como “Experiment on Me”, “Colors”, “Closer” e “Gasoline”, em uma apresentação que utilizou correntes, elementos cênicos, efeitos visuais e mudanças constantes de atmosfera.
A relação com o público também ganhou espaço. Logo no começo, Halsey perguntou: “Como vai? Tudo bem?” e, ao ouvir os fãs gritarem que a amavam, respondeu em português: “Obrigada!”. Em outro momento, ela deixou o palco e se aproximou da plateia, reforçando o caráter mais direto da performance.
Na parte final, a cantora passou por “Without Me” antes de encerrar com “Lonely is the Muse”. O último número trouxe uma forte metáfora teatral, com Halsey usando a linguagem religiosa para representar sua relação com a indústria musical. Foi uma apresentação que, mesmo com o tempo instável e uma plateia menos cheia do que a registrada em outros momentos do festival, apostou na intensidade e na construção visual para marcar a primeira passagem da cantora pelo palco principal do Rock in Rio.