Dona de uma voz poderosa, Poppy fez a sua tão aguardada estreia no Rock In Rio 2026 neste sábado (5) e surpreendeu o público com uma verdadeira explosão de contrastes musicais. A cantora norte-americana dominou o Palco Sunset e foi a primeira artista da noite dedicada ao metal a apostar em guitarras de mais de seis cordas.
O repertório se concentrou nos dois álbuns mais recentes da cantora, "Negative Spaces" e "Empty Hands", ambos produzidos por Jordan Fish, ex tecladista do Bring Me The Horizon, que também se apresentava no mesmo dia de festival no Palco Mundo. Vestida em um figurino verde e azul e acompanhada de uma banda mascarada, Poppy transitou entre momentos de peso extremo e passagens mais introspectivas, como a interpretação de "Vital".
O repertório executado pela Poppy em sua estreia no Rock in Rio 2026 seguiu a base de sua atual turnê mundial. O show contou com as seguintes faixas:
A performance foi marcada por uma execução reta, segura e com produção de palco econômica. O público reagiu de forma intensa e abriu diversas rodinhas punks ao som da mistura de pop, metal industrial e djent.
A voz limpa da artista soou impecável durante toda a apresentação, equilibrando-se com guturais eficientes que empolgaram a plateia. Apesar de não esbanjar uma interação verbal constante com o público, a norte-americana construiu uma atmosfera que transitava do pop doce à porradaria sinistra em poucos segundos.
Essa transição surpreendeu quem estava conhecendo seu trabalho e recompensou os fãs que esperavam exatamente esse caos estruturado. A artista provou seu valor musical em um festival de proporções gigantescas.
A apresentação consagrou a força da cantora no cenário alternativo e consolidou sua imagem como uma das apostas mais inventivas do metal atual. Com o sucesso da noite, os fãs deixaram a Cidade do Rock com a sensação de terem presenciado um espetáculo único e intenso. O show foi um dos grandes destaques de peso do segundo dia de festival, agradando tanto a crítica especializada quanto os ouvintes assíduos.