A Cidade do Rock viveu neste sábado (5) mais um dia de celebração do gênero que dá nome ao festival. Rodas de punk, mosh pits, guitarras pesadas e vocais intensos tomaram conta da programação, com um público completamente entregue a cada apresentação. No segundo dia dedicado ao rock, os artistas exploraram de formas distintas os 2.400 m² de LED do Palco Mundo, transformando a cenografia em uma narrativa própria a cada show.
O palco principal abriu a noite com um momento marcante: o Sepultura fez seu penúltimo show da carreira e a última apresentação da banda no Rock in Rio. O set revisitou apenas músicas da fase do vocalista Derrick Green, que comandou o público com maestria em meio a rodas viking e mosh pits no gramado, entoando sucessos como "Against" e "Choke".
Na sequência, mgk (Machine Gun Kelly) trouxe pirotecnia, efeitos visuais e guitarra pesada, abrindo com "Fix ur face" e passeando por faixas como "Don't Wait Run Fast" e "Till I Die". O artista investiu em interação com o público, inclusive falando em português, para tornar sua passagem pelo Brasil mais próxima dos fãs.
O terceiro show da noite marcou a estreia do Bring Me The Horizon no festival, uma das bandas mais aguardadas pelo público. O vocalista Oli Sykes conduziu a plateia com efeitos visuais potentes e referências ao universo dos games espalhadas pelos LEDs, em momentos de forte sintonia com os fãs durante faixas como "Can You Feel My Heart" e "Teardrops".
Fechando a noite como headliner, o Avenged Sevenfold levou ao Palco Mundo a força do heavy metal, com projeções e efeitos 3D que surpreenderam a plateia. Riffs pesados e clássicos da banda garantiram uma atmosfera única, consolidando o show como um dos pontos altos desta edição do festival.
O Palco Sunset também teve uma noite intensa. Malvada abriu a programação com a participação de Day Limns, misturando hardcore, pop e rock; um dos destaques foi a homenagem a Rita Lee, com a faixa "Ovelha Negra" acompanhada de imagens da artista no telão.
Em seguida, Black Pantera e Nervosa se uniram em um show com as duas bandas completas no palco, incluindo duas baterias. O trio mineiro abriu com "Hórus" e "Continental", enquanto Prika Amaral subiu ao palco para "Serotonina", e a vocalista do Nervosa puxou uma roda formada só por mulheres.
Poppy trouxe um universo próprio ao Sunset, transitando entre pop experimental, metal industrial e hyperpop, vestida com as cores da bandeira do Brasil. Entre os sucessos apresentados esteve "I Disagree", faixa que rendeu à artista uma indicação ao Grammy.
Encerrando a programação do palco, o Bad Omens, liderado por Noah Sebastian, equilibrou momentos pesados e emocionais em um show que transitou entre metalcore, rock alternativo, dark pop e eletrônica, mantendo o público conectado até o fim.
No Espaço Favela, a programação foi aberta por Quantum, seguido por Canto Cego e por Major RD, que encerrou o dia com sucessos da carreira e participações especiais. Já no Supernova, ZeROBADASS abriu a noite, seguido por MC Taya e LVCAS, com o encerramento a cargo do Supercombo.
O Global Village teve um dia dedicado ao heavy metal, iniciado pela banda paraense Rhegia, que mistura rock a elementos da floresta amazônica. Na sequência, o Noturnall animou a plateia sob a chuva, e o Korzus fechou a programação com um thrash metal intenso, embalando o público em uma roda de punk.
Para encerrar a madrugada, o New Dance Order manteve a pista em movimento com Victor Lou na abertura, seguido pelo encontro de Camila Jun e Eli Iwasa, por Volkoder e, por fim, por James Hype, que comandou um set de alta energia até o fim da noite.
Com uma programação diversa e repleta de artistas inéditos na história do festival, o Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, localizada no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Para acompanhar todas as novidades da edição, clique aqui.