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“Shazam!” fortalece o poder cômico da DC | Crítica

Shazam!” estreia aqui no Brasil na próxima quinta-feira, 4 de abril. Os fãs estão ansiosos para conhecer um pouco mais sobre esse herói da DC Comics e, nós da Poltrona Vip, fomos conferir em primeira mão.

Nada melhor para o Universo DC do que consolidar novos filmes através de ambientações diferentes. “Aquaman” e “Shazam!” mostram que, embora tenham temáticas mais coloridas e engraçadas, diferentes do último ritmo da DC e de parte dos seus quadrinhos, é possível agradar e fazer sucesso.

A premissa de “Shazam!” é um sonho para qualquer fã de super-heróis. Uma criança, de alma boa e pura de coração, ganharia poderes (bem parecidos com o do Superman mas com raios nas mãos) e, ao falar a palavra Shazam, se transformaria feito um passe de mágicas. A ideia da mudança de adulto com a ingenuidade de uma criança já é divertida por si só.

O começo do longa mostra o possível vilão que, apesar das cenas parecem meio confusas de início, o sentido é fixado depois de diálogos e expressões dramáticas. Dr. Silvana (Mark Strong) foi humilhado e menosprezado pelo seu pai e irmão quando criança e, por isso, queria vingança e respeito.

No filme, Billy Batson (Asher Angel) foi criado por vários lares adotivos após ter se perdido de sua mãe em um passeio. Depois de várias tentativas de encontrá-la fugindo de instituições, uma família bem simpática decide adotá-lo. Lá, encontra com 5 crianças também adotadas: o super fã de heróis Freddy (Jack Dylan Grazer), a adorável e inteligente Mary Bromfield (Grace Fulton), o gamer/hacker Eugene Choi (Ian Chen), a fofa Darla Dudley (Faithe Herman) e o quieto Pedro Peña (Jovan Armand), além dos pais Rosa (Marta Milans) e Victor Vasquez (Cooper Andrews).

Depois do mal (Sete Pecados Capitais) ter sido libertado, a necessidade por um herói aumentou e, assim, Billy foi o escolhido para representar o Shazam. Ao ser transformado, Zachary Levi compõe perfeitamente o personagem pelo carisma e autenticidade, além da perfeita transação entre os atores na fase criança e adulta. Além disso, Freddy e Shazam/Billy formam uma ótima dupla, com muita química e entrosamento. Uma escolha quase que perfeita para todos os atores, seja protagonistas ou coadjuvantes, visto que conseguiram se encaixar ao personagem.

Por ter a mentalidade de uma criança, Shazam! é muito brincalhão e só quer se divertir, mas depois precisou levar o trabalho de herói muito a sério para salvar a si mesmo e sua família. Na hora do conflito, as lutas não foram muito bem trabalhadas, visto que tanto o herói quanto o vilão se movimentavam com velocidade e voo, e isso prejudicou um pouco o acompanhamento da briga.

No entanto, uso de câmera lenta foi muito agradável e divertido, feito em horas certas. Nas questões visuais, o uso do CGI não é tratado com exagero, usado mais nas demonstrações dos Pecados Capitais que, embora sejam monstros e deveriam dar medo, não funcionou tanto assim.

Desse modo, o filme é muito agradável, engraçado e consegue prender o público já que constrói um núcleo familiar sólido, além de que toda criança já quis ser um super-herói alguma vez e, nisso, Billy Batson mostra que pode ser real.

A direção é feita por David. F. Sandberg, com roteiro de Henry Gayden e Darren Lamke. Música composta por Benjamin Wallfisch e produção de Peter Safran.

Escrita por Mylena Machado

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